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18/04/2017 | 19h09

Segurança

Pósitron lança alarme para carro com Bluetooth

Modelo Cyber PX 360 BT transforma smartphone em controle remoto


MÁRIO CURCIO, AB

Novo alarme pode ser operado com o próprio controle remoto e também por smartphone ou smartwatch
A PST, empresa que detém a marca Pósitron, lançou uma nova família de alarmes para carro, a Cyber 360. O modelo mais completo, PX 360 BT, é o primeiro Pósitron com a tecnologia Bluetooth, que permite o acionamento do próprio alarme e de outras funções do carro (vidros, travas e porta-malas, por exemplo) por aplicativo para smartphones ou por smartwatches Samsung.

O PX 360 BT é compatível com sistemas iOS e Android e tem preço sugerido de R$ 380 no Estado de São Paulo. Também vem com o próprio controle remoto. A PST não revela detalhes, mas certamente já negocia com as fabricantes de automóveis o fornecimento do novo alarme com Bluetooth: “As montadoras estão sempre buscando tecnologias”, recorda o gerente de vendas, Alexandre Jordão.

Entre as funções possíveis pelo celular há abertura e fechamento das portas, habilitação ou desabilitação do sinal sonoro e disparo intencional da sirene, como forma de afastar estranhos rondando o carro, por exemplo. Também é possível habilitar a abertura remota do porta-malas ou dos vidros em carros com acionamento elétrico desses componentes.

Pelo smartphone dá para ver ainda um relatório da causa do último disparo, como tentativas de abertura de uma porta ou capô, por exemplo. Entre os itens configuráveis pelo celular há a escolha de seis sons diferentes do alarme e destravamento das portas quando a ignição é desligada. smartwatch Samsung “O aplicativo para smartphone facilita a utilização de várias funções que já eram disponíveis em alarmes, mas que muitas vezes deixavam de ser utilizadas porque dependiam exclusivamente do uso combinado dos botões do controle remoto”, recorda o diretor de engenharia da Pósitron, Fábio Favari.

Ele informa também que a empresa investiu em módulos mais resistentes a interferências eletromagnéticas e em uma nova tecnologia de injeção de plástico em que três tipos de material são utilizados ao mesmo tempo. E como o novo processo dispensa a impressão serigráfica (que acabava descascando com o uso), o resultado são controles mais resistentes e que mantêm o aspecto de novo por mais tempo. Segundo a PST, a durabilidade das baterias aumentou em até seis vezes.

“Os componentes são validados por normas requeridas por montadoras”, diz Favari. A empresa se tornou fornecedora em 2009 e atualmente vende seus alarmes e equipamentos de áudio e centrais multimídia para Citroën, Fiat, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen. “Em nossa receita há hoje um grande equilíbrio entre aftermarket e OEM”, afirma Jordão.

Os novos Cyber 360 chegam às lojas em maio e substituem a linha 330. O mais em conta, Exact 360, sai por R$ 230. Depois vem o FX 360, de R$ 280. O quarto produto, Keyless 360, também de R$ 280, é próprio para carros que já vêm com controle remoto para abertura e fechamento das portas.

PST TEM QUASE 30 ANOS

A PST surgiu em Campinas em 1988. A sede da empresa continua no interior de São Paulo, mas toda a produção ocorre hoje em Manaus (AM). Tem alarmes para carros, motos e caminhões. Também faz rastreamento de veículos.

“Os alarmes para carro trazem mais receita porque o volume é maior e porque esse mercado é mais maduro. As lojas de peças e acessórios para moto têm em regra uma estrutura menor e muitas vezes não há mão de obra para instalar”, diz Jordão.

A PST reúne componentes nacionais e importados em seus produtos: “Eles são desenvolvidos e fabricados no Brasil. Em nossas placas (circuitos integrados) usamos componentes asiáticos, europeus e americanos, mas injetamos nossos plásticos e usamos chicotes, conectores e componentes externos fabricados no Brasil”, garante o executivo.

“Quando entramos no mercado de áudio automotivo (em 2009) importávamos o produto acabado. Hoje trazemos a placa interna, mas a montagem, os testes e o desenvolvimento ocorrem no Brasil”, conclui.

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