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12/04/2017 | 17h30

Máquinas

Volvo CE vê mercado estável na transição 2017-2018

Com estabilidade, Brasil tem potencial para voltar a 20 mil unidades/ano


SUELI REIS, AB

Afrânio Chueire, presidente Volvo CE América Latina: ''Como meta mínima, queremos manter a nossa participação no Brasil neste ano e crescer onde for possível''
O mercado de máquinas e equipamentos de construção deve parar de cair e retornar à estabilidade entre o fim deste ano e o início de 2018. A estimativa é de Afrânio Chueire, presidente da Volvo CE (Construction Equipment), que apresentou na quarta-feira, 12, em São Paulo, o balanço anual da divisão e suas perspectivas para 2017.

“Havia uma média de 15 mil a 25 mil máquinas por ano entre o período que foi de 2007 a 2014, até que o mercado sofreu uma queda abrupta de 70% nos dois anos seguintes, saindo de 24 mil unidades em 2014 para 8 mil em 2016, devendo seguir neste patamar em 2017”, aponta o executivo. “Acreditamos nesta estabilização para o fim de 2017 e a partir de 2018, com um resultado mais consistente em 2019.”

Embora as vendas totais do mercado brasileiro tenham diminuído exponencialmente nos últimos três anos, a Volvo CE conseguiu elevar sua participação, que passou de 15,8% em 2015 para 16,8% em 2016, considerando suas principais linhas de produtos, que são escavadeiras, carregadeiras e caminhões articulados, todos com modelos fabricados na unidade brasileira localizada em Pederneiras (SP). Os números também consideram as vendas da SDLG, marca chinesa com quem a Volvo CE mantém joint venture como representante, produtora e responsável pelas vendas no mercado latino-americano e que hoje representa mais de 30% das vendas do grupo em termos de volume.

“Como meta mínima, queremos manter a nossa participação no Brasil neste ano e crescer onde for possível”, afirma.

Para Chueire, o mercado brasileiro tem potencial para voltar a consumir entre 15 mil e 20 mil unidades/ano, embora ainda abaixo do pico do setor registrado em 2011/2012, que foi de 30 mil máquinas e equipamentos. O executivo sustenta sua projeção a partir dos projetos previstos em diferentes frentes da infraestrutura a serem realizados no País, mas também em outros nichos de mercado, como o agronegócio e aqueles ligados à exportação, como mineração e pedreiras em geral (movimentação de mármore, granito, ouro e outros minérios nobres), florestal, papel e celulose, movimentação e colheita de madeira e movimentação de adubos e fertilizantes utilizados no agronegócio.

Enquanto aguarda pela reação do mercado doméstico, a Volvo CE não descuida de outros mercados da América Latina, que ao contrário do Brasil, que na sua somatória, já pararam de cair. “Os países hispânicos já foram no passado um mercado maior que o Brasil; este por sua vez, chegou a representar 60% dos negócios na região e com o resultado de 2016, hoje este índice está em 50%/50%”, revela Chueire.

Em 2016, os mercados da América Latina (exceto Brasil) fecharam com vendas de 14 mil máquinas, tendo a Volvo CE mantido sua participação em 13,8% na passagem de 2015 para 2016. A fim de não perder as oportunidades nos diferentes mercados, a Volvo CE reestruturou sua equipe comercial dividindo a região em quatro distritos, sendo três deles – Norte, Central e Sul – compostos apenas de países hispânicos. A quarta região compreende somente o Brasil. “A América Latina não é um mercado único, cada país conta com sua peculiaridade e outras conformações de indústria, distribuição e clientela”, lembra.

Como forma de reforçar seu posicionamento na região, a empresa prevê novos lançamentos visando diferentes segmentos do mercado. “Neste ano teremos o maior movimento de lançamentos de produtos da Volvo CE, são mais de 30 novidades, incluindo novos produtos e as atualizações de equipamentos por causa da nova norma de emissão MAR-I”, afirma Chueire.

Entre eles, estão o novo caminhão articulado A60H, com capacidade para 55 toneladas métricas de carga, além da escavadeira EC950, a maior da marca com peso operacional de 92 toneladas e poder de escavação 23% maior que a versão EC750.


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