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Mercado | 06/04/2017 | 19h34

Venda de ônibus recua 32 anos na história

Primeiro trimestre foi o pior desde 1985, com apenas 1,8 mil emplacamentos

MÁRIO CURCIO, AB

Se você tem lá seus 40 anos ao menos, puxe aí pela memória como era a maioria dos ônibus que via ou utilizava na metade dos anos 1980: motor diesel dianteiro e aspirado, câmbio manual com uma alavanca enorme saindo do assoalho, desenho quadradão e grandes janelas corrediças...

Pois foi para esse tempo que as vendas do setor voltaram em 2017. Com 1.789 “busões” emplacados, o primeiro trimestre exibiu o pior resultado para o período desde o distante 1985. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


- Veja aqui os dados do trimestre da Anfavea
-Veja aqui outros dados da Anfavea
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“Algumas prefeituras começam a renovar suas frotas, mas em números pequenos. E ainda não há registro de nenhuma grande venda pelo Refrota”, diz Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, referindo-se a uma linha de crédito de R$ 3 bilhões anunciada em dezembro pelo governo para aquisição de ônibus em todo o País.

Vale dizer que os emplacamentos de março (857 unidades) registraram alta de 100,2% sobre fevereiro, mas no acumulado do ano ocorreu uma queda de 34,2% ante os mesmos três meses de 2016.

EXPORTAÇÕES EM BOM RITMO

As fabricantes do Brasil se tornaram exportadores tradicionais de ônibus e neste primeiro trimestre embarcaram 1,6 mil unidades, anotando acréscimo de 3,9% sobre o mesmo período do ano passado. “O crescimento parece pequeno porque a base de comparação (o primeiro trimestre de 2016) é alta”, destaca Moraes.

“Temos grandes encarroçadores no Brasil e os levamos junto ao exterior”, recorda o vice-presidente da Anfavea. A maior parte dos embarques é de modelos urbanos, 1.061 unidades, que registraram alta de 3%.

Já a produção de ônibus no primeiro trimestre anotou queda de 5,2%, com 4,1 mil unidades no período. Os modelos rodoviários registraram 1.030 unidades, 9,3% a menos que nos primeiros três meses de 2016.



Tags: Ônibus, Refrota, Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

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