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Lançamentos | 28/03/2017 | 18h20

Novo Countryman reanima Mini no País

Agora importado, modelo chega no fim de abril a partir de R$ 145 mil

PEDRO KUTNEY, AB

Com apenas sete anos no Brasil sob o comando do Grupo BMW, que em 1994 comprou e remodelou a lendária marca inglesa de carros minimalistas, a Mini perdeu o fôlego do sucesso instantâneo inicial. A falta de novidades relevantes, restrições às importações e baixa expressiva do mercado brasileiro, nesta ordem, jogaram as vendas para seu pior patamar em 2016, quando somou 1,4 mil unidades emplacadas, em expressiva baixa de 29% sobre 2015 e muito distante do recorde de 3,3 mil em 2011, um ano após a marca ter sido lançada no País. Agora, com a chegada às 25 concessionárias brasileiras da segunda geração do Coutryman, o maior e mais vendido de todos os Mini aqui (já foram 3 mil) e no mundo, as projeções são de retomada das vendas, ainda que de forma tímida.

“Paramos de cair no primeiro bimestre, ficamos estáveis em um mercado em queda, o que já é um bom sinal. As expectativas são de pequeno crescimento com a chegada do novo Countryman”, projeta Julian Mallea, diretor geral da Mini no Brasil. Como o carro só começa a ser vendido no fim de abril, o executivo projeta vender 400 a 500 unidades do Countryman este ano, número que deve subir para 700 a 800 em 2018, com um ano completo de vendas.

“É o principal lançamento da Mini este ano e um dos principais do grupo”, afima Helder Boavida, presidente do BMW Group no Brasil. O Contryman responde por 25% das vendas da Mini globalmente e no mercado brasileiro esse porcentual sobe para mais de 30%, devido à preferência nacional por carros com pegada aventureira, tipo cross ou SUV. Por isso, quando decidiu construir sua fábrica em Araquari (SC) para desviar da sobretaxação a veículos importados imposta pelo Inovar-Auto desde 2012, o Grupo BMW escolheu o Mini Countryman como um dos cinco modelos a ser montado na planta, inaugurada no fim de 2014. Ele entrou na linha de montagem somente um ano depois, em dezembro de 2015.

Com a baixa do mercado e a mudança de geração do Countryman – que fez sua estreia global no Salão de Los Angeles, Estados Unidos, em dezembro passado –, no início deste ano o modelo deixou de ser montado em Araquari e passará a ser importado da Áustria, onde é produzido atualmente. “Como o modelo acabou de ser lançado também na Europa, existe uma certa limitação de kits [de CKD, o veículo completamente desmontado para montagem em Araquari]. Mas se as vendas aumentarem poderemos no futuro entrar de novo na programação de produção da fábrica”, explica Mallea.



O MINI MÁXIMO

O Countryman é o que se pode chamar de Mini máximo, é o maior da família e a segunda geração cresceu, ganhou aparência robusta, para fazer jus ao seu nome – “camponês”, em tradução formal. O carro está 20 centímetros mais longo e quase 4 cm mais largo e a distância entre eixos subiu avançou 7,5 cm, para 2,67 metros. O espaço interno ficou bastante generoso e o volume do porta-malas avançou de 350 para 450 litros. Com 4,29 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,55 m de altura, nem pode ser mais considerado um minicarro, mas mantém os traços minimalistas que deram origem à marca e o fazem parecer menor do que realmente é.

“O Countryman cresceu, ganhou mais espaço interno e tecnologia, com suspensão que garante melhor dirigibilidade. Está agora em um novo patamar e tem potencial para crescer na preferência dos brasileiros”, diz Mallea. Ele estima que, das três versões que estarão à venda no Brasil, de início as preferências vão recair sobre a mais cara, Cooper S ALL4 com tração integral, e a intermediária Cooper S de tração dianteira, que juntas devem representar 80% das vendas. Mais adiante, contudo, ele aposta que a opção de entrada Cooper Countryman ganhará maior representatividade na gama, podendo alcançar 50% dos emplacamentos. O diretor da Mini revela ainda que está em estudo trazer ao Brasil outras duas versões, a John Cooper Works e o híbrido.

POWERTRAIN, VERSÕES E PREÇOS

Motorização e transmissão são novas. A versão de entrada Cooper Countryman, por R$ 144.950, usa motor três-cilindros 1.5 turbo de 136 cavalos e câmbio automático de seis marchas. A intermediária Cooper S Countryman, R$ 164.950, é equipada com propulsor 2.0 4C, também turbinado, de 192 cv, acoplado a caixa automática de oito velocidades. O mesmo powertrain é usado pelo topo de gama Cooper S Countryman ALL4, R$ 189.950, com tração integral que calcula automaticamente a força necessária em cada roda dependendo da situação de utilização do veículo. O mais caro dos Countryman também tem suspensão adaptativa, com duas regulagens ajustadas por um seletor eletrônico com três modos de condução: Mid (normal), Green (para economia) e Sport (que ajusta direção, câmbio e suspensão para uma pegada mais esportiva).



Por dentro, o acabamento é de carro de luxo, com tapetes de veludo e revestimentos de couro por todos os lados com quatro opções de cor, dependendo da versão, incluindo bancos, portas, volante, painel e alavanca do câmbio. Todas as versões têm assento do motorista com ajuste elétrico e duas memórias, sistema de som, piloto automático (cruise control), ar-condicionado digital de dupla zona de temperatura e o Mini Connected – aplicativo que conecta o carro à internet com informações sobre o veículo, localização, destinos, navegação e sites para baixar músicas e ouvir estações de rádio. Por fora, toda a iluminação é LED, incluindo os faróis direcionais (agora retangulares, em vez dos antigos circulares). O pacote de segurança ativa é completo: todos têm controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração, além de seis airbags.

A nova geração também traz de série o dispositivo Mini Find Mate, que localiza objetos pessoais no computador de bordo ou smartphone, por meio de conexão Bluetooth com tags eletrônicas para serem colocadas nesses itens (leia aqui).



As três versões usam rodas de liga leve e pneus de diferentes tamanhos. A Cooper é calçada com rodas 17” e pneus 225/55, a Cooper S tem rodas 18” com pneus 225/50 e a Cooper S ALL4 usa as de 19” e pneus de perfil ainda mais vaixo, 225/45, com tecnologia runflat, que pode rodar mesmo depois de furado.

O pacote de equipamentos da versão de entrada e intermediária é bastante parecido. As duas principais diferenças são motor/câmbio e o teto solar panorâmico agregado ao Cooper S. Já a topo de linha S ALL4 tem mais itens tecnológicos, como a já citada suspensão adaptativa, head-up display – que projeta velocímetro e outras informações na linha visual da ponta do capô do veículo –, aletas no volante para trocas manuais de marchas, sistema de infoentretenimento incluindo navegação com HD interno de 20 GB e tela redonda sensível ao toque e 8,8 polegadas (as outras duas versões vêm com rádio e tela de 6,5”), além de som Hi-Fi Harman/Kardon.

O novo Mini é equipado com o CBS (Conditional Base System), que informa o motorista sobre a necessidade de manutenção baseada no uso do carro – e não de uma quilometragem específica. O sistema monitora informações como número de partidas a frio, rotação média do motor e frenagens ao longo do tempo para calcular e avisar quando o veículo deve passar pela oficina. As 150 primeiras unidades vendidas do Copuntryman no País terão serviço de manutenção incluído (mão de obra e serviços) por três anos ou 40 mil km rodados.



Tags: Mini, Novo Countryman, lançamento, segunda geração, mercado, Grupo BMW.

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