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Toyota refina versão 2018 do Corolla

Lançamentos | 17/03/2017 | 20h30

Toyota refina versão 2018 do Corolla

Sedã médio mais vendido do País ganha visual renovado e mais segurança

PEDRO KUTNEY, AB

O Toyota Corolla, sedã médio líder do mercado brasileiro, que domina acima de 40% do segmento e em 2016 foi o quinto carro mais comprado do País (64.740 emplacamentos), três anos após sua última renovação ganhou cara nova e sistemas de segurança ativa, incluindo controle de estabilidade e tração (ESC) e sete airbags de série em todas as versões. A Toyota fez um bom trabalho de refinamento visual em seu campeão global de vendas, fabricado em 16 plantas no mundo (inclusive no Brasil desde 1998) e vendido em 150 países – foram 1,31 milhão de unidades em 2016.

Sem mudar demais, o afilamento de traços na grade e faróis dianteiros dá ao Corolla 2018 um “olhar focado”, bastante arrojado e futurista, além de melhorar a aerodinâmica com uma “cunha” mais pontuda. O modelo que chegou esta semana às concessionárias da marca no Brasil agora tem a mesma aparência do Corolla à venda na Europa e Japão há cerca de nove meses – nos Estados Unidos o carro é mais simples, uma opção de compacto popular nos padrões norte-americanos, com acabamento simples.

Por aqui, o conceito é oposto, de carro de luxo, com acabamento mais requintado, incluindo bancos e volante revestidos em couro e painel espumado para todas as quatro versões de topo, além de motorização mais potente do que em outros mercados – o powertrain continua sendo o motor 1.8 de 144 cavalos para a versão mais barata (GLi) ou o 2.0 de 154 cv para as demais versões, com câmbio automático CVT que simula sete velocidades ou manual de seis marchas apenas disponível no GLi 1.8.

ACABAMENTO SUPERIOR E PREÇOS MAIS ALTOS


O afilamento do design dianteiro confere “olhar focado” ao Corolla 2018

Com a opção por mais sofisticação, os preços também são luxuosos: R$ 90.990 (GLi), R$ 99.990 (XEi), R$ 108.990 (XRS) e R$ 114.990 (Altis). Há também a raramente vendida opção GLi com câmbio manual de seis marchas, por R$ 69.690, com bancos de tecido e sem sistema de áudio. Por este mesmo valor e acabamento, a Toyota oferece o GLi com câmbio CVT para pessoas com deficiência física.

O valor pedido pela versão mais vendida do Corolla, a XEi, está R$ 3 mil acima do que constava na tabela anterior, mas a Toyota alega que deveria estar R$ 7 mil mais caro com todos os equipamentos que recebeu, citando o ESC, airbags, central multimídia com tela de sete polegadas com navegação e câmera de ré, tela central do quadro de instrumentos em TFT colorida, destravamento e acionamento do motor por aproximação da chave (smart entry), luzes diurnas de LED (DLR), piloto automático de velocidade (cruise control), comandos no volante e rodas de liga leve de 17 polegadas.

Este argumento para elevar preços é pouco convincente, já que o preço pago pela montadora nesses equipamentos todos é tratado como segredo de estado. O que se sabe de fato é que, por sem bem equipado, o Corolla nacional tem boa quantidade de componentes importados, cerca de 33% deles vêm de fora, incluindo a toda a eletrônica, motores e transmissão CVT, tudo pago em dólar caro. “O Corolla 2018 reforça os conceitos incorporados ao modelo em 2014, não ficamos parados e continuamos a evoluir com seu projeto, mas ele mantém a mesma confiabilidade e o melhor custo-benefício da categoria”, garante Vladimir Centurião, diretor de planejamento de produto e marketing da Toyota do Brasil. “Esse é o segredo do sucesso do Corolla em tantos mercados”, destaca.


No interior o Corolla tem acabamento caprichado, de carro premium

Não que o Corolla possa ser considerado um carro barato, mas é fato que o modelo entrega mais do que outros carros na mesma faixa de preço acima dos R$ 100mil ou até superior. O acabamento externo e interno é bastante bem cuidado, o interior tem a mesma sofisticação de muitos automóveis premium com muito couro e portas e painel emborrachados. O conforto acústico é exemplar: com os vidros fechados quase nada se ouve do lado de fora. A dirigibilidade é pouco esportiva mas muito segura, suave e confortável, graças à dinâmica equilibrada da suspensão macia e bem ajustada.

Para além disso, o Corolla 2018 reponde à principal crítica do modelo lançado em 2014: agora ele tem um eficiente controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração (TRC), que torna o carro à prova de deslizes, derrapagens ou capotamentos em curvas mal tomadas ou mudanças bruscas de direção – algo que a maioria dos carros desse valor no Brasil não têm e nem por isso são mais baratos. O dispositivo aumenta substancialmente a segurança e já é obrigatório em países da Europa, América do Norte e Japão, onde consumidores são mais bem tratados, mas aqui só será após 2020. O pacote de segurança ativa do Corolla também inclui, em todas as versões, sete airbags (frontais, laterais, cortinas e para o joelho do motorista), cintos de segurança dianteiros com pré-tencionador e sistema de assistência de partida em rampa.

“Não somos perfeitos, mas ouvimos as críticas para melhorar e estamos corrigindo isso agora”, reconheceu Steve St. Angelo, CEO da Toyota América Latina. O vice-presidente executivo da companhia no Brasil, Miguel Fonseca, justificou: “Não incluímos antes o ESC porque não era possível mudar o projeto anterior, precisamos esperar a mudança do modelo.”

Após a renovação, a estimativa é vender cerca de 60 mil Corolla este ano, o suficiente para manter a liderança entre os sedãs médios com domínio acima dos 40% das vendas do segmento, ainda que com volume pouco abaixo dos quase 65 mil vendidos em 2016. “Isso ocorre muito mais em função do encolhimento do segmento, com clientes que estão migrando para os SUVs”, explica Fonseca. Por outro lado, o principal concorrente do Corolla, o Honda Civic, lançado completamente renovado em sua décima geração no meio do ano passado, não parece ameaçar o sedã da Toyota. “Como tem maior diversificação de produtos em uma só fábrica (Sumaré, SP), o concorrente tem limitação de produção que nós não temos (em Idaiatuba, SP, que só produz o Corolla)”, avalia o executivo. “Acho que a renovação do Corolla chega em bom momento para sustentar sua posição.”

CONFRONTO CLÁSSICO X MODERNO

Ao completar 50 anos, com 11 gerações e 44 milhões de unidades vendidas desde 1967, o Corolla deixou de ser um sedã sem graça e em sua história mais recente foi ganhando design com apelo mais emocional e moderno, sem no entanto perder a sobriedade. Com isso, a Toyota quer manter os clientes já fiéis há décadas à reconhecida confiabilidade do modelo, ao mesmo em que tenta atrair os mais jovens. Com isso, segundo o monitoramento da fabricante, a faixa etária média dos donos de um Corolla vem mudando: até dez anos atrás, o comprador típico era um homem acima dos 50 anos, hoje o carro atrai homens de 40 a 60 anos.

“Gostamos dos titios, não queremos perder o cliente tradicional, mas também queremos expandir a base de clientes”, diz Centurião. “O que faz do Corolla um sucesso de vendas é justamente esse aumento de base”, acrescenta Fonseca.

Exemplo claro do confronto clássico x moderno em disputa no Corolla é a adoção das rodas de liga leve de 17 polegadas calçadas com pneus mais largos e de baixo perfil (215/50), que agora equipam todas as versões mais caras do sedã com motor 2.0 (Altis, XRS e XEi). Elas dão aspecto mais esportivo ao carro, mas reduzem conforto ao transmitir as irregularidades da via ao interior com maior “dureza”. Por isso a engenharia da Toyota precisou retrabalhar a suspensão da versão 2018 do Corolla, com elevação de 5 milímetros e reposicionamento das molas, e recalibrou a direção elétrica, para que o modelo não perdesse a suavidade buscada nesse tipo de carro pelos clientes tradicionais. Com a mesma intenção, a isolação acústica também foi reforçada.


Versão XRS, com elementos visuais esportivos, agora é membro fixo da gama Corolla

Ainda de olho no público mais jovem, a Toyota relançou como parte fixa da gama a versão XRS, disponível só nas cores branca ou preta e com alguns elementos visuais para realçar a esportividade, como aerofólio traseiro com luz de freio em LED, ponteira do escapamento cromada e saias laterais, frontal e traseira, além de faróis de LED. O Corolla XRS foi lançado como série especial em 2012, quando vendeu 8,8 mil unidades, acima das expectativas. “Foi um sucesso e por isso decidimos incorporar esta opção definitivamente”, explica Centurião.

E para quem quer um pouco mais de sofisticação e pagar bem mais caro pela versão Altis, topo de gama, incorpora ao Corolla ar-condicionado digital com dupla zona de regulagem de temperatura, faróis de LED, banco do motorista com ajustes elétricos, sensor de chuva para acionamento automático dos limpadores de para-brisa e acabamento interior de couro na cor palha.

No entanto, a motorização de todas as versões segue com bem comportados propulsores aspirados, sem intenção de incluir na gama uma opção com sobrealimentação, como já faz boa parte dos concorrentes na categoria. “Existe o Corolla 1.2 turbo na Europa, mas não temos intenção de trazer um motor turbo para o Brasil, as opções atuais 1.8 e 2.0 Dual VVTi (duplo comando variável de válvulas) são bastante econômicas e adequadas para o País”, afirma Miguel Fonseca. Ele lembra também que a Toyota não faz grandes apostas nessa linha, pois a intenção é que até 2050 todos os seus carros vendidos no mundo sejam híbridos ou elétricos, sem necessidade de turboalimentação.



Assista abaixo reportagem da ABTV sobre o novo Corolla:



Tags: Toyota, Corolla 2018, lançamento, mercado.

Comentários

  • MARIA MADALENA MARQUES DIAS

    Comprei um Corolla em janeiro de 2017 na concessionária Savarauto em Pelotas RS. Um GLi 1.8 automático com banco de tecido. Levaria 30 ou 40 dias para chegar. Passado 30 dias disseram que estava na fila de fabricação e ainda no prazo para ser entregue. Aguardei mais 30 dias e avisaram que não viria mais o carro 2017, somente o 2018 que já havia sido lançado.continuei. Toda a vez que ligava informavam que o carro estava na linha de fabricação. Dia 13/04/17 liguei novamente e fui avisada de que esta versão que eu havia comprado a Toyota venderia exclusivamente para taxistas e deficientes. Perguntei porque levaram 3 meses dizendo que o carro estava sendo fabricado? Sem maiores explicações ofereceram outro carro na versão com banco de couro, bem mais cara, dizendo que se não adquirisse aquele me devolveriam o dinheiro. Fiquei transtornada, indignada. Gostaria de saber se não posso comprar um Corolla 2018 GLi 1.8 automático com banco de tecido? Aguardo uma resposta.

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