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Internacional | 10/03/2017 | 16h56

Volkswagen se declara culpada por dieselgate nos EUA

Pela 1º vez em um tribunal empresa admite crimes aos quais foi acusada

REDAÇÃO AB

A Volkswagen se declarou culpada pelo dieselgate nos Estados Unidos, durante uma audiência que durou mais de uma hora em Detroit, na sexta-feira, 10. De acordo com o site Automotive News, pela primeira vez em um tribunal, a montadora admitiu os crimes de conspiração, obstrução da justiça e importação de mais de 590 mil veículos com declarações falsas, que violam a regulamentação de emissões do país.

Os argumentos foram recebidos e aceitos pelo juiz distrital Sean Cox, que pediu mais tempo para avaliar o acordo firmado em janeiro de 2017 pela montadora, de US$ 4,3 bilhões em multas (leia aqui), “dada a natureza séria dos crimes”, disse o juiz, que agendou o anúncio da sentença para 21 de abril.

Se não fosse o acordo, a montadora estaria sujeita a enfrentar possíveis multas com valores entre US$ 17 bilhões e US$ 34 bilhões.

Em nota, a empresa declara: “A Volkswagen lamenta profundamente o comportamento que deu origem à crise do diesel. Os acordos que temos alcançado com o governo dos EUA refletem nossa determinação para combater a má conduta que foi contra todos os valores que a Volkswagen tem e que são tão caros. A Volkswagen não é a mesma empresa que foi há 18 meses - o processo de mudança que está em andamento é o maior de nossa história, tomamos medidas significativas para fortalecer a responsabilidade, aumentar a transparência e transformar nossa cultura corporativa”.

A Justiça dos Estados Unidos declarou que a companhia vem cooperando plenamente com as investigações. No acordo firmado em janeiro deste ano, a corte já havia afirmado que a montadora recolheu quantidades substanciais de evidências e coletou dados em várias jurisdições, além de realizar centenas de testemunhas tanto nos EUA quanto no exterior, compartilhando essas informações com os investigadores do governo. Também foi creditado à empresa a recuperação de inúmeros documentos que foram suprimidos pelos funcionários logo após a Volkswagen admitir a fraude, em setembro de 2014.

O dieselgate, como ficou conhecido, diz respeito a uma fraude feita e admitida pela montadora em um software que controla as emissões de NOx em laboratórios de testes, mas não na estrada, e que afeta mais de 11 milhões de veículos das marcas do Grupo Volkswagen vendidos em todo o mundo, incluindo Audi, Seat e Skoda. Até agora, o escândalo resultou em quase US$ 24 bilhões em custos para a Volkswagen apenas na América do Norte, onde continua o regime de recompra: seu relatório mais recente relata que até 18 de fevereiro, a montadora já havia recomprado mais de 137,9 mil veículos e pago US$ 2,89 bilhões para os proprietários e que cerca de 15 mil acordos estão sendo fechados por semana nos Estados Unidos.

A empresa ainda enfrenta investigações criminais em outras partes do mundo, incluindo em seu país de origem, a Alemanha, onde já realiza recall dos veículos envolvidos na fraude (leia aqui).

Tags: Volkswagen, dieselgate, escândalo, Estados Unidos, Justiça, multa.


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