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03/03/2017 | 20h00

Sustentabilidade

Instituto Renault amplia investimento social

Em seis anos, ações já atingiram meio milhão de pessoas e crescem em 2016


PEDRO KUTNEY, AB

Aula de trânsito na minicidade criada pelo Instituto Renault em Maringá (PR)
Criado há seis anos para ser o braço de iniciativas socioambientais da empresa no Brasil, o Instituto Renault apresentou em 2016 expressivo crescimento das ações em seus três eixos de atuação: educação para segurança no trânsito, capital humano e meio ambiente. Segundo estimativas da organização patrocinada pela Renault, cerca de 500 mil pessoas já foram atingidas de alguma forma por essas ações. Para este ano, o instituto planeja ampliar os investimentos sociais e busca promover mais parcerias com corporações e outras organizações para potencializar seus programas.

“O objetivo da empresa também é contribuir com o desenvolvimento social no País”, resumiu Caíque Ferreira, vice-presidente do Instituto e diretor de comunicação da Renault, durante a apresentação dos resultados da organização e divulgação de novos projetos na sexta-feira, 3. “O foco bem definido nesses três eixos de atuação nos permitiu alcançar resultados expressivos em todos os programas que executamos e nos projetos que apoiamos”, acrescentou.

EDUCAÇÃO PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO

As iniciativas do Instituto Renault de apoio à educação para promover a segurança no trânsito são os que vêm apresentando expansão mais rápida nos últimos três anos. A organização replica aqui programas já apoiados pela empresa em 34 países. O maior deles, de grande impacto futuro, é “O Trânsito e Eu”, direcionado a crianças de 7 a 11 anos de idade. O programa envolve aulas em escolas da rede pública municipal que passam a fazer parte da grade curricular, além de visitas a minicidades montadas para colocar as orientações em prática a bordo de carrinhos a pedal, pilotados por pequenos motoristas em ruas sinalizadas em meio a pedestres mirins. No período 2015-2016 essas ações atingiram 47 mil alunos, em rápido crescimento de 245% sobre os 13,6 mil de 2014.

No ano passado, o programa envolveu 382 escolas e formou 1,4 mil professores como educadores de trânsito, que ensinam em aulas teóricas e práticas princípios de legislação e civilidade no trânsito – algo fundamental para garantir futuro melhor no País onde morrem mais de 30 mil pessoas por ano em acidentes e crimes cometidos atrás do volante. Em conjunto com parceiros locais, em 2016 foram inauguradas mais duas minicidades em Maringá (PR) e em Santa Barbara D’Oeste (SP). Assim o projeto passou a contar com oito circuitos-escola fixos, somando a São Bernardo do Campo e Itu (SP), Pelotas (RS), Curitiba, Quatro Barras e São José dos Pinhais (PR). Este ano está prevista a abertura de duas novas minicidades em São Paulo e Botucatu. Também são realizadas ações itinerantes, como as que aconteceram nos eventos ExpoIngá e no Salão do Automóvel de São Paulo, além de shoppings em Sorocaba, São José do Rio Preto e Curitiba, e dois dos principais parques de São Paulo: Ibirapuera e Villa-Lobos.

Ainda no mesmo eixo de educação para o trânsito, o público adulto foi atingido com a realização do 4º Open Fórum – Trânsito e Transformação, em Curitiba, reunindo especialistas para falar sobre alguns dos principais temas da mobilidade no País; evento que teve uma edição especial durante o Salão do Automóvel de São Paulo. O Instituto Renault também promoveu no ano passado duas edições do curso Direção Segura em Campinas: uma para a imprensa e outra para mulheres. Este ano estão na agenda novas ações itinerantes e a estruturação de uma sala digital, com jogos virtuais sobre trânsito e direção.

CAPITAL HUMANO

No eixo dedicado ao capital humano, o Instituto Renault reformulou seu programa educacional Renault Experience 2.0 (RX2.0), que executa em parceria com universidades como Mackenzie de São Paulo de PUC do Paraná. “O objetivo é levar a realidade da indústria para dentro do meio acadêmico e lançar desafios para que os alunos tragam soluções”, explica Caíque Ferreira. A iniciativa estimula jovens a transformar ideias inovadoras em realidade nos campos de interesse de um fabricante de veículos, como mobilidade e conectividade, por meio do modelo de empreendimentos startups.

Agora em plataforma totalmente on-line, o R.X. 2.0 atingiu a marca de 450 projetos inscritos (aumento de 90% ante 2015), com o envolvimento de 1,5 mil alunos (+275%), de 82 instituições de ensino de 12 estados brasileiros. O programa atualmente está em sua terceira etapa, chamada “Business Lab”, com 30 projetos selecionados em fase de prototipagem. Destes, três serão acolhidos dentro de uma incubadora em Curitiba para que se transformem em soluções reais.

DA BORDA DA SOCIEDADE À CHAMPS-ÉLYSÉES

No mesmo eixo, o Instituto deu continuidade e ampliou as ações realizadas no seu mais bem-sucedido projeto social, que patrocina em conjunto com outras empresas em parceria com a Associação Borda Viva –organização de interesse social localizada no maior bairro de São José dos Pinhais, Borda do Campo, onde residem cerca de 40 mil pessoas, bem ao lado da fábrica da Renault. Em 2015, direcionando parte dos recursos financiados pelo BNDES para seu programa de investimento no País, a Renault, por meio do Instituto, comprou um terreno na região e construiu a nova e ampla sede da associação, onde estão empreendimentos que geram renda para a comunidade participante, com uma cozinha que fornece refeições para eventos corporativos e seu próprio restaurante no local, e uma oficina de costura especializada em reaproveitar sobras de cintos de segurança e revestimentos de bancos usados na produção dos carros para confeccionar bolsas, mochilas, nécessaires, pastas e carteiras.


A Casa de Costura da Associação Borda Viva: exportação de bolsas
feitas de sobras de cintos e revestimentos para venda no L’atelier Renault,
showroom da marca na Avenida des Champs-Élysées, em Paris


Com a ampliação e orientação de profissionais para melhorar qualidade e design, foi criada uma grife para os produtos da Associação Borda Viva e o faturamento da oficina de costura foi multiplicado por três em 2016. Um dos destaques foi o início das exportações de bolsas e acessórios para o L’atelier Renault, showroom da marca localizado na requintada Avenida des Champs-Élysées, em Paris. Além disso, em dezembro, as concessionárias Renault Fórmula Parque e Globo (Água Verde), de Curitiba, também começaram a expor e vender os produtos, garantindo mais visibilidade para o projeto. Este ano outras concessionárias em São Paulo e no Rio de Janeiro vão fazer o mesmo, justificando assim a ampliação da Casa de Costura, que em breve deve receber mais seis máquinas. A expectativa é de aumentar as receitas em cerca de 25% e formar mais 30 costureiras da comunidade (número 25% maior que o de 2016).

O faturamento da cozinha da Borda Viva também cresceu no ano passado, foi 25% maior. O número de refeições servidas no restaurante aumentou três vezes, para 150 por dia em média, e foram fornecidos 106 coffee breaks para empresas da região. Além disso, a associação garante a segurança alimentar de crianças que estudam no bairro, com média de 134 refeições gratuitas por dia (foram 33.768 no ano).

Em 2017 mais ações com a Borda Viva devem ser implementadas com a ampliação da sede e criação de uma escola de informática e cursos de empreendedorismo. Também será realizada uma pesquisa na região da Borda do Campo para fazer um diagnóstico mais preciso das condições e necessidades da comunidade. Caíque Ferreira destaca que o objetivo é sempre garantir a sustentabilidade do empreendimento social, daí a importância de dividir o apoio com mais empresas parceiras: “Se algum dia o Instituto sair do projeto, a ideia é que ele continue mesmo assim”, afirma. “Os parceiros fazem toda a diferença para o crescimento do projeto, mas também não se consegue nada se a comunidade não se organizar para se transformar”, diz Rose Santos, presidente da associação fundada em 2002.

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