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Mercado | 01/03/2017 | 20h32

Motos mergulham 13 anos na história do setor

Média diária abaixo de 3,5 mil emplacamentos vira novo patamar

MÁRIO CURCIO, AB

O setor de motos começou o ano com um fraco janeiro e voltou a registrar mau desempenho em fevereiro como consequência direta do carnaval. Foram apenas 60,5 mil unidades emplacadas no mês, que exibiu média diária de 3.360 unidades se considerados os 18 dias “realmente úteis” do mês.

Essa média é semelhante àquela que o segmento vem exibindo desde a metade de 2016 e parece ter-se tornado um novo e triste patamar para o setor. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.

-Veja aqui os dados da Fenabrave;
-Confira outros dados e estatísticas em AB Inteligência


As vendas do primeiro bimestre somaram 128,1 mil motocicletas, assim como nos mesmos dois meses do remoto ano de 2004. A comparação do primeiro bimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 revela queda acentuada de 29,9%, mas vale lembrar que os primeiros meses do ano passado estavam sob forte influência de uma mudança no código de trânsito que tornou obrigatório o emplacamento de ciclomotores em todo o País, gerando a lacração de veículos que rodavam havia um ano ou mais sem placa.

Tanto é verdade que os emplacamentos da Shineray, líder do segmento de ciclomotores, caíram 85% neste primeiro bimestre, enquanto os da Honda, que não vende produtos desse tipo, recuaram 16,7%.

Das marcas com tradição em alta cilindrada chamam a atenção os resultados da Harley-Davidson, que anotou alta de 20,9% sobre os mesmos dois meses do ano passado, e da BMW, que teve queda de 40,3% na mesma comparação. Crescendo ou não, nenhuma delas somou 800 emplacamentos neste começo de ano.

A Fenabrave espera leve alta de 4% para o setor de duas rodas em 2017.



Tags: Motos, motocicletas, Fenabrave, ciclomotores, Honda, Shineray, BMW, Harley-Davidson.

Comentários

  • Sergio

    Os altos impostos e alta ganancia das montadoras elevam os preços praticados internamente no Brasil, deveriam reconsiderar essa condição, governo e empresários. Essa é a minha opinião.

  • Venício Borges

    Essa novela vem se repetindo capítulo a capítulo e ninguém toma medidas, uma carga tributária maluca os preços dos veículos nas alturas e ai está o resultado. Veículos encalhando nos pátios o desemprego aumentando etc........

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