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Lucro líquido da Renault cresce 21% em 2016

Balanço | 13/02/2017 | 17h57

Lucro líquido da Renault cresce 21% em 2016

Ganhos atingem € 3,42 bilhões; grupo reporta vendas globais recordes no ano

REDAÇÃO AB

O Grupo Renault encerrou 2016 com lucro líquido 21% maior que o apurado no ano anterior, passando de € 2,82 bilhões para € 3,42 bilhões, informa em seu balanço financeiro. O faturamento da companhia aumentou 13%, para € 51,2 bilhões ante € 45,3 bilhões de um ano antes.

A companhia que reúne as marcas Renault, Nissan e a controlada russa Avtovaz registrou vendas globais de 3,18 milhões de unidades em 2016, marcando um novo recorde para o grupo e um aumento de 13,3% no comparativo anual. Com este volume, tornou-se o maior grupo automotivo de origem francesa no mundo, ultrapassando o Grupo PSA, que reúne as marcas Peugeot, Citroën e DS e que em 2016 emplacou 3,14 milhões de veículos globalmente (leia aqui).

“Após os excelentes resultados do primeiro semestre, o grupo confirma sua performance com um novo recorde no ano. Os objetivos do plano Drive the Change, lançado em 2011, foram ultrapassados tanto em termos de crescimento como de lucro, com um ano de antecipação. Isso é o fruto do trabalho de todos os colaboradores do grupo”, declarou o presidente da Renault, Carlos Ghosn.

O faturamento da divisão automotiva avançou 13,7% no período, para € 48,9 bilhões, graças à alta dos volumes de vendas, dos efeitos da política de elevação de preços em alguns mercados emergentes em razão de novos modelos, a fim de compensar o efeito negativo da desvalorização das moedas frente ao dólar.

A Nissan contribuiu com € 1,74 bilhão para os resultados de 2016, 12% menos que no ano anterior, quando o valor era de € 1,97 bilhão. Por outro lado, a Avtovaz diminuiu seu prejuízo, passando de € 620 milhões em 2015 para € 89 milhões em 2016.

Segundo o relatório, a estratégia de redução de custos contribuiu positivamente com € 184 milhões para o resultado do grupo, depois de uma leve alta de despesas com P&D. O grupo reporta que as despesas gerais aumentaram em € 112 milhões em 2016. O efeito entre mix de produtos e preços ficou positivo em € 115 milhões, principalmente ao impacto dos novos modelos e às altas de preços em alguns países emergentes. Por outro lado, houve perdas cambiais de € 702 milhões, principalmente devido ao impacto da libra esterlina (com o efeito Brexit) e do peso argentino.

Em parte controlada pelo governo francês, a Renault teve vendas melhores em geral e também um prejuízo menor em suas operações na Rússia. A empresa disse estar otimista com a demanda global por veículos neste ano. O prejuízo com a Avtovaz, holding da Renault na Rússia, foi de 89 milhões de euros no ano passado. Em 2015, havia sido de 620 milhões de euros.

Para 2017, o Grupo Renault prevê um crescimento de 1,5% a 2% no mercado mundial com relação a 2016, com alta de 2% para o mercado europeu. A companhia aposta em estabilidade no mercado do Brasil, bem como da Rússia, enquanto China e Índia devem manter tendência de alta, de 5% e 8%, respectivamente.

O Grupo Renault apresentará neste ano um novo plano estratégico para o período 2017-2022, sendo uma das metas atingir faturamento de € 70 bilhões (considerando taxas de câmbio constantes).



Tags: Renault, lucro líquido, faturamento, balanço, Carlos Ghosn.

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