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Internacional | 03/02/2017 | 15h58

Daimler e Nissan revisam detalhes de operação conjunta no México

Montadoras estão definindo se vão compartilhar plataforma e componentes

REDAÇÃO AB

O presidente do Grupo Daimler, Dieter Zetsche, revelou que a empresa está revendo junto com a Nissan a extensão da colaboração na fábrica que estão construindo em Aguascalientes, no México, e para a qual as montadoras estão destinando investimento de US$ 1 bilhão.

“Há pontos de interrogação sobre nossos esforços para criar uma plataforma compacta conjunta”, disse o executivo na quinta-feira, 2, durante a conferência anual com a imprensa, em Stuttgart, na Alemanha. “Estamos no processo de análise se vamos usar uma plataforma compartilhada e componentes ou não”, completou Zetsche.

A programação prevê iniciar as operações neste ano com a produção do modelo da marca de luxo da Nissan, Infiniti, além de veículos compactos da Mercedes-Benz a partir de 2018. A unidade terá capacidade para produzir até 230 mil carros por ano (leia aqui).

Em janeiro, o CEO da Nissan, Carlos Ghosn admitiu que o empreendimento com a Daimler poderia adotar uma “forma diferente” de operação. Em outubro, a Nissan havia dito que sua marca premium não usaria a MFA2, plataforma atualizada pela Daimler e que as empresas financiaram em conjunto, em parte porque a Infiniti não estava preparada o suficiente para absorver os custos das tecnologias da Mercedes-Benz, segundo fontes revelaram à Reuters na época.

A nova fábrica de Aguascalientes fará parte de uma rede global da Mercedes-Benz com quatro unidades diferentes produzindo carros compactos, confirma Zetsche. A empresa alemã reitera suas intenções de permanecer na indústria mexicana, apesar da ameaça do governo dos Estados Unidos em renegociar o acordo de livre comércio da América do Norte ao propor um imposto de 35% sobre os automóveis importados do México.



Tags: Daimler, Nissan, fábrica, México, plataforma, Infiniti, Dieter Zetsche.

Comentários

  • Alberto Kolm

    A plataforma industrial Mexicana é sem dúvida avançada e sólida. A política industrial é muito agil em reagir às dificuldades e assim superar o que vier em pouco tempo. A indústria automobilística Mexicana ja é um dos pilares da sua economia assim como a indústria petrolífera, a agroindústria e ainda a muito forte indústria do turismo. O mercado dos Estados Unidos é sem dúvida muito importante e continuará sendo. Não devemos esquecer que existem outros mercados que ainda não foram totalmente explorados pelos Mexicanos. Por isso é muito provável que o foco aumente na direção destes mercados. Com este redirecionamento Mexicano o Brasil vai enfrentar maiores dificuldades em conquistar ou reconquistar mercados perdidos. Nós no Brasil, não temos uma política industrial de médio e longo prazos. Aliás não temos nenhuma política seja qual for o setor analisado. Vivemos no dia a dia!

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