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Vendas de veículos começam a reagir

Mercado | 06/12/2016 | 19h12

Vendas de veículos começam a reagir

Média diária sobe, mas Anfavea projeta crescimento consistente só para 2018

GIOVANNA RIATO, AB

Demorou, mas as vendas de veículos enfim parecem ter parado de diminuir. Em novembro o patamar de emplacamentos subiu para 8,9 mil unidades por dia – número bem melhor do que as 7,9 mil unidades/dia registradas em outubro. Com isso, Foram vendidos no mês 178,1 mil unidades, entre leves e pesados, com queda de 8,7% sobre novembro do ano passado e alta de 12% na comparação com o mês anterior. A informação foi divulgada pela Anfavea, associação que representa os fabricantes do setor.


- Veja aqui os dados da Anfavea
- Leia também: Confira os resultados da indústria até novembro
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“Foi a melhor média diária de vendas do ano, algo que deve se fortalecer ainda mais em dezembro”, observa Antonio Megale, presidente da entidade. Com o resultado, a indústria cumpre a expectativa de que a queda no acumulado do ano ficaria mais branda a cada mês. “A baixa está ficando menor. Começamos 2016 com redução de 38,8% na comparação com 2015”, lembra. Agora a contração acumulada de janeiro a novembro é de 21,2% sobre igual período do ano passado, para 1,84 milhão de unidades, o que coloca o mercado interno de volta ao patamar de 10 anos atrás.

Entre os segmentos, os veículos comerciais continuam como grandes responsáveis pela queda. A demanda por ônibus encolheu 32%, para apenas 10,4 mil chassis. Já as vendas de caminhões caíram 30,2%, para 46,1 mil veículos. Enquanto isso, o emplacamento de leves diminuiu 20,8%, com 1,5 milhão de automóveis e 280,9 mil comerciais leves.

Os números dos últimos meses foram afetados pela interrupção na produção da Volkswagen, esclarece Megale. Por causa de problemas com fornecedores, a montadora ficou cerca de um mês com suas fábricas paradas e com a rede de concessionárias desabastecida. O executivo avalia que a situação impactou os números de produção, de vendas e até mesmo de exportação. Ele aponta que o atraso nas entregas de carros da companhia começa a ser regularizado somente agora.

Além do problema na Volkswagen, Megale diz que há outros componentes que contribuem para a demora na recuperação das vendas. Ele, que alguns meses atrás defendia que a definição do impeachment colocaria fim à instabilidade política, reconhece que o ambiente segue incerto, o que prejudica a economia. Por causa disso a tomada de crédito para comprar veículos permanece no menor patamar histórico, com participação inferior a 51% nas vendas totais. “Os consumidores ainda estão tentando evitar dívidas”, destaca.

CRESCIMENTO DE UM DÍGITO EM 2017

Megale avalia que, mesmo com o enorme tombo das vendas no acumulado do ano, a queda parou de se aprofundar. “Este é o primeiro passo para a recuperação”, afirma. Ele defende que o setor automotivo vai conseguir alcançar a projeção de 2,08 milhões de veículos vendidos no Brasil em 2016 – ou ao menos chegar perto deste número. “É um mercado menor, mas ainda muito expressivo”, ameniza.

A ideia é que, com as vendas mais aquecidas nos últimos meses do ano, o panorama para 2017 seja positivo. A Anfavea ainda não especifica números, apenas adianta que a expectativa é de enfim reverter a curva e voltar a crescer no ano que vem. “Devemos avançar um dígito”, aponta Megale, enfatizando, no entanto, que a base de comparação é fraca. Para o executivo, evolução mais consistente só vai acontecer a partir de 2018.

Assista abaixo à cobertura da ABTV sobre o desempenho da indústria até novembro:



Tags: Anfavea, vendas, veículos, mercado, Antonio Megale.

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