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Takata deve ser vendida até o fim do ano

Negócios | 22/11/2016 | 14h56

Takata deve ser vendida até o fim do ano

Autoliv e Key Safety estudam compra da fabricante de airbags

REDAÇÃO AB

A crise financeira que a Takata enfrenta por causa do recall de milhões de airbags defeituosos vendidos globalmente pode chegar ao fim em breve. Informações da agência Automotive News Europe apontam que a empresa está perto de ser vendida para a Autoliv ou para a Key Safety Systems. A liderança da companhia japonesa pretende tomar a decisão e fechar o acordo até o fim do ano.

As duas empresas são as mais cotadas para o negócio por causa da experiência na produção de airbags e de outros dispositivos de segurança. Além disso, as companhias são as compradoras com maior potencial para arcar com os custos altíssimos do maior recall da indústria automotiva, com estimados 100 milhões de airbags problemáticos e reflexos esperados até 2019. Outro desafio da empresa que adquirir o negócio será manter o suprimento estável de componentes para que as montadoras realizem a substituição das bolsas de ar nos carros envolvidos na enorme campanha.

Segundo apurou Automotive News, as montadoras preferem que o negócio seja fechado com a Autoliv, que é maior e, portanto, tem mais recursos para gerenciar o recall. A questão é que, se a compra da Takata acontecer, a empresa que já é líder do mercado de airbags terá participação superior a 50% no segmento. Diante disso, entidades de defesa da livre concorrência podem barrar a negociação. Caso o acordo seja fechado com a Key Safety, a companhia subirá de quarta para segunda maior fabricante de airbags do mundo.

A venda é a única alternativa para a Takata. O enorme recall está associado a 17 mortes. Os airbags feitos pela empresa ficam instáveis quando expostos ao calor e à umidade por longo período. Em caso de colisão, o alojamento metálico que abriga o inflador da bolsa de ar pode se romper e projetar fragmentos no habitáculo do carro.



Tags: Takata, airbags, venda, Autoliv, Key Safety.

Comentários

  • Roland Forster Corrêa

    Não sei se eu pudesse ter influenciado nas diretrizes estratégicas e de qualidade da companhia, se esta tivesse decidido pela minha contratação no início do século, quando estavam comprando a Petri em Jundiaí. Mas certamente eu teria mudado o rumo da visão de negócios da empresa no Brasil, ou teria me desligado do grupo, como estava em relação à Eybl naquela época. Aliás, me desliguei da unidade brasileira que fundei e construí porque a Eybl International havia tomado um rumo incompatível com a minha visão de ética de negócios e com o meu histórico profissional. Anos mais tarde esse rumo levou o grupo à falência e a um leilão que não teve interessados...

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