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07/11/2016 | 18h09

Comerciais

Vendas de implementos têm queda anual de 31%

Até outubro, foram 52,2 mil unidades contra as 75,8 mil do ano anterior


REDAÇÃO AB

O setor de implementos rodoviários registrou queda de 31,1% nas vendas acumuladas de janeiro a outubro na comparação com iguais meses de 2015: de acordo com a Anfir, entidade que reúne as fabricantes, foram emplacadas 52.203 unidades neste período – há um ano, este volume era de 75.839 unidades, entre leves e pesados, apontam os dados divulgados na segunda-feira, 7.

- Veja aqui os dados da Anfir.

“A retração em um terço sobre o resultado do ano anterior traz consequências ruins às empresas como desemprego e endividamento”, afirma o presidente da Anfir, Alcides Braga.

O segmento de leves – carrocerias sobre chassis – emplacou 32,113 unidades nos dez meses completos do ano, volume 37% menor que o verificado no mesmo acumulado de 2015, quando o setor emplacou 50,8 mil unidades. Em outubro, os licenciamentos somaram 2.734 unidades, segundo a Anfir, o pior volume para o mês desde 2008.

Em pesados houve queda de 19,8% no acumulado, passando de 25 mil para pouco mais de 20 mil reboques e semirreboques. De acordo com a entidade, outubro também registrou o pior volume para o mês desde 2004 ao emplacar 1.621 unidades.

Para o presidente da Anfir qualquer sinal de recuperação só deverá vir em 2017. “Mas não será nada forte porque as empresas sofreram e sofrem bastante com a crise e não estariam preparadas para produzir com a intensidade necessária para caracterizar uma forte retomada”, afirma. “E mesmo assim acredito em retomada para minimizar as perdas sem saldo positivo”, acrescenta.

Segundo o executivo, o cenário futuro é estimado com base tanto nos sinais da economia, que não revelam perspectivas de crescimento forte, quanto nas condições existentes para financiamento do setor de implementos rodoviários. Para Braga, a regra atual do BNDES deveria ser melhorada: atualmente financiamentos via Finame podem representar custo anual de até 18%, isso porque o BNDES, mesmo financiando até 90% do bem opera com duas faixas de juros: uma de 50% para empresas grandes ou 60% para pequenas e médias e outra para a diferença até o teto. “Essa diferença é calculada com base em vários índices, o que acaba encarecendo a operação”, explica Braga.

Ele defende a adoção para o volume total do valor financiado da fórmula tradicional de operação: TJLP de 7,5% mais spread bancário de 2% e a parte do agente financeiro de 3%. “Isso totaliza taxa anual de 12% a 13% o que é perfeitamente viável”, afirma Braga.

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