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17/10/2016 | 16h54

Elétricos

Mini mostra protótipo de seu primeiro híbrido plug-in

Tecnologia utilizada permitirá ao modelo se mover apenas com eletricidade


REDAÇÃO AB

A Mini anuncia a introdução de seu primeiro modelo híbrido do tipo plug-in em sua gama de produtos. Equipado com um motor a combustão associado a um gerador elétrico, o conjunto permitirá que o novo modelo seja movido apenas por eletricidade, algo inédito dentro do portfólio da marca. Em comunicado, a montadora, que pertence ao Grupo BMW, informa que o processo de desenvolvimento do carro está quase concluído e que o novo Mini deve ser apresentado “em breve”, como parte da nova estratégia global da companhia lançada em março deste ano focada no futuro com veículos elétricos (leia aqui).

Um protótipo já bastante próximo do que de fato será o novo veículo foi mostrado em Munique pelo diretor de gestão da Mini, Sebastian Mackensen, e pelo diretor de gestão das Séries Mini, Peter Wolf.

“Com este modelo, queremos convencer os clientes sobre os benefícios da motorização híbrida, além de impressionar a todos que já detêm a experiência em conduzir veículos híbridos com a sensação única de dirigir um Mini”, afirma Mackensen.

Segundo o executivo, o segredo para aliar a boa condução e a eficiência se encontra na gestão inteligente da energia que é utilizada para controlar a forma como o motor a combustão e o gerador elétrico atuam em conjunto.

Segundo o próprio Mackensen, não se percebe no protótipo um modelo de propulsão híbrida: a tomada de alta tensão usada para carregar a bateria está discretamente integrada à carroceria. Internamente, tudo também é muito familiar. O botão de partida, situado no console central, é indicado com a cor amarela, em vez do tradicional vermelho nos modelos Mini convencionais. Contudo, basta pressioná-lo para dar a partida e o carro permanece em silêncio, pois o acionamento do motor, no caso da versão híbrida, é feito sempre no modo elétrico. O conta-giros do quadro de instrumentos, que se situa na coluna de direção do modelo convencional, foi substituído por um medidor de nível de energia. Por ele, quem estiver ao volante poderá verificar a eletricidade restante antes que o propulsor a combustão seja acionado. O ponto exato de o motor a combustão começar a operar vai variar, dependendo da velocidade do veículo e da intensidade que o motorista pressionar o acelerador.

“Após um curto período de tempo o motorista se acostuma a isso”, garante Wolf. O Mini híbrido faz pleno uso do torque disponível do motor elétrico, assim que inicia o movimento, permitindo uma boa aceleração, além de ser capaz de manter suas emissões de gases no nível zero. A bateria de alta tensão está instalada sob os assentos traseiros e fornece energia de longa duração no modo de condução elétrica. A função Auto eDrive permite que o veículo se desloque a velocidades de até 80 km/h, enquanto na função Max eDrive o velocímetro é capaz de ampliar esse limite para 125 km/h.

“Em uma versão híbrida, a condução elétrica também deve ser uma experiência emocionante. Isso significa que o deslocamento inteiramente elétrico não está limitado a uma velocidade de 30 ou 40 km/h, mas a velocidades muito além do ritmo de tráfego urbano”, indica Mackensen.

O conceito híbrido proporciona ainda uma outra vantagem: o motor elétrico atua nas rodas traseiras e o motor a combustão, nas dianteiras. O gerenciamento inteligente de energia também está conectado ao Controle Dinâmico de Estabilidade (DSC), otimizando a tração e a estabilidade do veículo.

Ao acionar o botão seletor eDrive, para economia da bateria (Save Battery), o motor a combustão empurra o carro enquanto, ao mesmo tempo, a bateria de alta voltagem é capaz de reter energia de forma constante ou mesmo aumentar a capacidade de carga por meio do motor elétrico. A autonomia de deslocamento no modo econômico permite gerar energia suficiente para uma condução exclusivamente elétrica posteriormente. O alerta de carga, no painel de instrumentos, lembra o motorista de recarregar a bateria por meio de um BMW Wallbox ou tomada de energia. Não é necessário abastecer em um posto, pois ele consume pouco volume de combustível.

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