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Duas Rodas | 14/10/2016 | 13h40

Piaggio pesa a mão nos preços da Vespa

Modelo de 125 cc custa quase o triplo de uma Yamaha equivalente

MÁRIO CURCIO, AB

A Piaggio definiu os preços dos modelos de entrada da Vespa Primavera. A versão de 125 cc tem tabela de R$ 22.890 e a 150 sai por R$ 27.930. Esta última faz parte de uma série limitada e numerada de mil unidades, que comemora a instalação da Piaggio no Brasil. Seja como for, são valores exagerados, mesmo que se tente vender a Vespa como produto premium.

O valor sugerido pela Primavera 125 é quase três vezes maior que o do Yamaha Neo 125, relançado por R$ 7.990. Com o valor pedido pela Primavera 150 dá para levar um Honda SH 300i (R$ 23.590) e ainda sobra dinheiro para documentação, um bom capacete e alguns acessórios. Os valores salgados se explicam pela importação da Itália.

A Piaggio se instalou no Brasil por intermédio do grupo investidor Asset Beccly, que detém os direitos de venda e produção dos scooters Vespa e Piaggio. A fabricação local deve ocorrer a partir de 2018, em Manaus (veja aqui). Com esses preços elevados, porém, a marca não conseguirá atingir a meta de 2 mil unidades até o fim deste ano nem as 12 mil estimadas para 2017.



Tags: Piaggio, Vespa, Primavera, Honda, SH 300i, Yamaha, Neo.

Comentários

  • Luiz Roberto Imparato

    Infelizmente a PIAGGIO está retornando ao Brasil de forma pouco inovadora, muito tradicional e cautelosa. Vai brigar no preço e não na tecnologia com um gigante chamado HONDA. Creio que a estratégia de trazer os modelos elétricos a diferenciaría das demais que, apesar de já estarem comercializando essas alternativas na Europa e Oriente, ainda não pensaram nessa alternativa para o nosso país. Tenho certeza que a PIAGGIO tería muito sucesso no Brasil com os comerciais leves que ela produz na China e comercializa na Europa. Vide em seu site. Parece que seu representante brasileiro só tem olhos e feeling para 2 rodas e isso não é bom para essa importante e inovadora empresa italiana.

  • Elcio Raffani

    Falta contato com a realidade brasileira. O mercado de scooters está dominado por duas japonesas que praticam preços muito mais baixos do que esses. O problema crônico das cidades brasileiras, que é a péssima qualidade do piso das ruas, debulha a suspensão de qualquer veículo em poucos meses; notadamente a dos scooters de rodas pequenas, cuja pilotagem se torna extremamente desconfortável e consideravelmente menos segura. Isto torna as pequenas praticamente descartáveis. Talvez a Piaggio conquiste meia dúzia de saudosistas endinheirados que queiram comprar um dos - belíssimos, diga-se de passagem - modelos para colocar na sala e mostrar aos amigos.

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