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07/10/2016 | 21h14

Comerciais

Caminhões: Mercedes-Benz conquista espaço no mercado

Companhia ganhou fatia importante, enquanto Ford entregou participação


GIOVANNA RIATO, AB

Em abril a Mercedes-Benz completou 60 anos de presença no Brasil. Desde então a companhia se desdobra para fazer valer o tom comemorativo e tornar 2016 um ano de conquistas, ainda que em um mercado fortemente contraído. A estratégia mais agressiva tem funcionado e a empresa encerrou setembro com ganho importante de participação nas vendas, de quase 3 pontos porcentuais. Com o aumento, a marca respondeu por 29,5% do mercado de caminhões nos primeiros nove meses do ano e se manteve firme na liderança do segmento.

O resultado foi alcançado com 11,4 mil emplacamentos, volume 22,8% inferior ao negociado no mesmo intervalo de 2015. A queda, no entanto, foi menor do que a do mercado total, que encolheu 30% de janeiro a setembro, para 38,8 mil unidades. A MAN Latin America, que produz caminhões das marcas MAN e Volkswagen, também conquistou espaço no período, mas de forma mais modesta. A empresa abocanhou 0,3 ponto porcentual de espaço nas vendas e chegou a 27,6% de market share, garantindo a segunda posição no ranking. Foram licenciados 10,6 mil caminhões da companhia no período, com redução de 29,7%.

Boa parte da presença de mercado abocanhada por Mercedes-Benz e MAN veio da Ford, terceira colocada em vendas de caminhões. A montadora entregou 3,3 pontos porcentuais e ficou com 15,5% de participação entre janeiro e setembro. Foram 5,9 mil emplacamentos, com forte redução de 42,6%. A marca tem boa cobertura de mercado e manteve presença forte com os veículos da Linha F, que lideraram o segmento de semileves com 816 unidades vendidas. Ainda assim, a Ford foi a empresa com a queda mais forte de volume até mesmo nesta categoria, de 34,7%.

A Volvo, que oferece no mercado apenas caminhões semipesados e pesados, teve queda bem mais sutil de participação, com redução de 0,3 ponto no market share. Com 4,3 mil caminhões entregues aos clientes, a companhia respondeu por 11,2% do total vendido no Brasil até setembro. O volume de veículos emplacados é 32,3% menor do que o registrado nos primeiros nove meses do ano passado. A maior perda da montadora aconteceu no segmento de semipesados, com baixa de 49% nos negócios, para 1,1 mil unidades.

Na quinta colocação do ranking de vendas aparece a Scania, que também só vende veículos de maior porte, e entregou 3,2 mil caminhões, com queda de 15,9% na comparação anual. Como a baixa foi inferior à do mercado total, a companhia abocanhou 1,5 ponto porcentual de presença nas vendas e chegou a 8,4% de market share, com boa performance nos segmentos em que atua.

A Iveco segue perdendo espaço nas vendas: a participação diminuiu em 0,8 ponto porcentual, para 5,3%. As vendas da fabricante somaram pouco mais de 2 mil caminhões, volume 39,5% menor do que o registrado entre janeiro e setembro de 2015. O resultado só não foi pior porque a companhia garantiu bons resultados nos segmentos de caminhões semileves e leves.

Novata no Brasil, a DAF completa três anos de sua operação local (leia aqui) e segue crescendo sobre base pequena. As vendas da marca aumentaram 57,7% nos primeiros nove meses de 2016 e chegaram a 492 caminhões. A companhia conquistou 1,3 ponto porcentual de participação e respondeu por 0,7% das vendas no País.

A brasileira Agrale aparece em 8º lugar no ranking de vendas, com apenas 155 veículos negociados ao longo deste ano, com retração de 26,5%. A 9ª colocação ficou surpreendentemente para a chinesa Sinotruk, que chegou ao Brasil em 2011 com uma promessa de construir fábrica local que jamais foi adiante. A empresa vendeu 129 caminhões no País ao longo de 2016, provavelmente importados anos atrás e em estoque desde então. A Hyundai foi a 10ª colocada também com emplacamentos de modelos antigos.


Veja abaixo o desempenho das 10 marcas de caminhões mais vendidas do País de janeiro a setembro de 2016:


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