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Mercado | 06/10/2016 | 17h35

Caminhões vivem clima mais favorável

Para Anfavea, “o telefone voltou a tocar” à procura de informações

MÁRIO CURCIO, AB

Com menos dias úteis que agosto, setembro anotou 4,2 mil caminhões emplacados e queda de 4,6%. O número, porém, já não preocupa tanto os fabricantes do setor: “Aparentemente, o mercado parou de cair e se estabilizou nesse patamar, entre 4 mil e 4,2 mil unidades. O clima é mais positivo, o telefone voltou a tocar”, afirma Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz do Brasil.

Ele se refere não a um crescimento efetivo de negócios, mas ao retorno das consultas sobre produtos, o que indica aumento da confiança. No acumulado até setembro foram licenciados 38,9 mil caminhões, registrando queda de 30% ante o mesmo período do ano passado. “Fecharemos o ano com cerca de 52 mil caminhões”, diz Moraes.

-Veja aqui os dados da Anfavea
-Leia também: Confira os resultados da indústria até setembro


As exportações do setor em setembro somaram 2,5 mil unidades. Inflado por um grande embarque, o número foi 66,9% maior que o de agosto e superou setembro de 2015 em 28,8%. Com esse volume expressivo, o acumulado do ano soma agora 15,2 mil unidades exportadas, apenas 0,7% a menos do que no mesmo período de 2015. “Devemos fechar o ano com alta nas exportações”, afirma Moraes.

Vale dizer que no acumulado até junho os embarques registravam queda de quase 7%. “As empresas têm feito um esforço muito grande, todas estão investindo em mercados ‘não tradicionais’ como os da África. Mas o efeito mais relevante vai aparecer mesmo é em 2017”, admite o executivo.

A produção de caminhões em setembro ficou pouco acima de 4,8 mil unidades, registrando queda de 7% ante agosto. No acumulado do ano o País montou 46,4 mil unidades, volume 21,7% menor que o anotado nos mesmos nove meses de 2015. A queda mais expressiva, de 40,4%, ocorre para os semipesados, com 13,6 mil unidades montadas até setembro. Esse tipo de caminhão (bastante utilizado para transporte de eletrodomésticos e linha branca) reflete a situação do varejo.

PRODUÇÃO DE ÔNIBUS RECUA 22,5%

No acumulado até setembro o País fabricou 14,5 mil ônibus, total 22,5% menor que o anotado no mesmo período de 2015. A queda nos licenciamentos é ainda maior, 32,2%. No ano todo foram emplacadas apenas 9,3 mil unidades. A retração decorre da crise econômica e também da impossibilidade de realização de licitações em período de eleição municipal. A Anfavea espera retomada em 2017, motivada especialmente pela renovação de frota na cidade de São Paulo.

“Dividimos os ônibus em quatro segmentos: o urbano, à espera das licitações; o escolar, parado à espera de programas de governo (Caminho da Escola); o de fretamento, em que ocorre grande ociosidade; e o rodoviário, com renovações pontuais”, recorda Moraes.

As exportações de ônibus somaram até setembro quase 7 mil unidades, 33,8% a mais que nos mesmos nove meses de 2015. O crescimento foi motivado especialmente pelos modelos urbanos, que responderam por 4,3 mil veículos embarcados (alta de 62,1%).



Tags: Caminhão, ônibus, Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes.

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