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Para Anfavea, setembro foi fora da curva
Megale: sem reversão de expectativas

Mercado | 06/10/2016 | 16h00

Para Anfavea, setembro foi fora da curva

Terceiro pior mês de vendas do ano foi afetado por fatores pontuais

PEDRO KUTNEY, AB

Para a associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, o resultado ruim de vendas em setembro, o terceiro pior mês do ano, foi um ponto fora da curva, causado por fatores que não devem mais se repetir. “A retração mais acentuada teve basicamente três causas: a primeira foi o número menor de dias úteis, dois a menos que agosto; teve também a greve dos bancos que atrapalhou as concessões de financiamentos; e por último uma de nossas associadas (Volkswagen) teve paralisação na produção e isso acabou afetando o mercado”, explicou Antonio Megale, presidente da Anfavea.

-Veja aqui os dados da Anfavea
-Leia também: Confira os resultados da indústria até setembro


Megale destacou que as vendas financiadas corresponderam a apenas 59,1% dos negócios no mês, “um dos níveis mais baixos já registrados na história, que certamente foi causado pela greve dos bancos”, que já dura mais de 30 dias “e atrapalhou o fechamento de novos contratos”. O dirigente avalia que a situação deve ser resolvida ainda esta semana. Levando em conta também a retomada da produção na Volkswagen, a expectativa é que o último trimestre seja o melhor do ano, já apontando para a volta da expansão das vendas em 2017, mesmo que timidamente. “Não sabemos ainda de quanto pode ser esse crescimento, mas temos convicção que o resultado será positivo”, avalia. A Anfavea manteve sua projeção para 2016 de 2 milhões de emplacamentos.

O presidente da Anfavea diz que ainda não há sinais reais de crescimento no horizonte, mas de certa estabilidade. “A retomada só acontecerá de fato quando a economia voltar a crescer, após a adoção de medidas como o limite de gastos do governo, que deve ser aprovado na próxima semana”, confia Megale.

Como sinal positivo, o dirigente destacou que a soma de vendas de veículos novos e seminovos (com até três anos de uso) voltou a crescer, com alta de 1,7% nos negócios acumulados de janeiro a setembro em comparação com o mesmo período de 2015. “Isso mostra que a vontade de aquisição continua presente, é mais um fator positivo que sinaliza um clima mais positivo, acompanhado pelo aumento dos índices de confiança do consumidor.”

RESULTADO NEGATIVO

Setembro de fato postergou o ciclo de recuperação do mercado brasileiro de veículos. As 160 mil unidades vendidas representaram expressiva retração de 13% sobre agosto, Na comparação com o mesmo mês do ano passado a queda foi de 20%.

De janeiro a setembro foram vendidos 1,5 milhão de veículos no País, aprofundando assim o recuo sobre o ano passado para 22,8%. Isso significa que é necessária a venda de 167 mil unidades/mês, em média, para atingir a previsão da Anfavea para este ano. Este volume vinha sendo alcançado desde maio e só foi interrompido no mês passado. Por isso os fabricantes confiam que será possível chegar às 2 milhões de unidades em 2016.

Assista abaixo a cobertura da ABTV sobre o desempenho da indústria até setembro



Tags: Anfavea, mercado, resultado, vendas, balanço, projeção.

Comentários

  • Antonio carlos vieira S. Filho

    Parabens ! As informaçoes acima sao de grande valia para o seguimento de um modo geral, onde me incluo na condiçao de locadora e revenda de seminovos. Aproveito a oportunidade para expressar que diante do tamanho da crise que vive o seguimento de okm, o setor de aluguel de carros , frotistas de um modo geral, estao travados em um modelo obsoleto de que as LOCADORAS nao pode transfereir vender seus imobilizados antes de 12 meses. PERGUNTO aos senhores quem ganha com isso??????? hoje ninguem, no passado se dizia que as concessionarias de okm e quem perdia....E um protencionismo que nao protege ninguem A outra pergunta é quem perde com essa medida??? O governo, pois poderia estar arrecadando mais; a industria poderia estar vendendo mais;o propio concessionario que hoje nao esta conseguindo se manter poderia estar vendendo mais, e inclusive realizando mais manutençoes... solicito que coloque este assunto em debate ...grande abraço.

  • carlos

    Para se vender mais precisa ter preços menores. O veiculo 0 Km no Brasil é muito caro para o salário da maioria dos brasileiros

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