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Scania nacionaliza ônibus a biometano e GNV

Combustíveis | 08/09/2016 | 17h41

Scania nacionaliza ônibus a biometano e GNV

Modelo começou demonstrações indo de São Bernardo do Campo a Sorocaba

REDAÇÃO AB

Depois de demonstrar um modelo sueco abastecido com biometano e GNV, a Scania apresenta agora um veículo nacional com a tecnologia. O primeiro ônibus do País nessa configuração começou a fase de demonstrações na quinta-feira, 8, seguindo da fábrica da Scania, em São Bernardo do Campo, para a cidade de Sorocaba, ambas no Estado de São Paulo.

“Desde que a Scania trouxe o modelo sueco no fim de 2014 para uma série de apresentações, o veículo, que consome biometano, GNV ou uma mistura de ambos em qualquer proporção, vem despertando o interesse como solução urbana sustentável”, afirma o diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil, Silvio Munhoz.

“Ele chama a atenção pela redução de custos operacionais por quilômetro rodado e da poluição sonora e de emissões. Em comparação com um similar a diesel ele emite 85% menos gases poluentes se abastecido com biometano e 70% se estiver com GNV”, diz Munhoz.

“A partir desse veículo completo nacionalizado podemos realizar demonstrações com passageiros em linhas urbanas. Vamos levar o ônibus para a população conhecer e as empresas de transporte e órgãos gestores dos municípios poderão comprovar os benefícios”, recorda o diretor da Scania.

A Scania oferece três modelos com motor a gás veicular natural (GNV/biometano). O K 280 4x2 pode receber carrocerias de 12,5 a 13,20 metros e levar de 86 a 100 passageiros; o K 280 6x2, de 15 metros, tem dois eixos direcionais e capacidade para até 130 passageiros (ambos são equipados com motor de 280 cavalos); e o articulado K 320 6x2/2, de 18 metros, transporta 160 ocupantes e utiliza propulsor de 320 cavalos. O novo modelo das demonstrações com biometano e GNV é um K 280 6x2 com capacidade para até 130 passageiros.

Segundo a Scania, para produzir um ônibus a biometano e GNV não é preciso fazer muitas mudanças na carroceria tradicional. O modelo escolhido para o lançamento tem carroceria Marcopolo, chassi de piso baixo e cilindros de gás (seis, cada um com capacidade de 200 litros) instalados no teto. Para isso a carroceria foi reforçada.

A linha também dispõe de uma versão com piso alto, cujos cilindros de gás foram instalados sob o assoalho. Os modelos com seis cilindros de gás têm autonomia aproximada de 300 quilômetros. A fabricante informa que é possível instalar mais cilindros a fim de ampliar a autonomia.

RESULTADOS POSITIVOS

De outubro de 2014 a agosto de 2015 foram feitas oito demonstrações com o modelo sueco usando biometano e GNV. Com o ônibus abastecido de GNV foram cinco oportunidades, em 2015. O veículo passou primeiro por Sorocaba (SP), depois por Londrina (PR), Florianópolis (SC), São José dos Campos (SP) e pela capital paulista. Em São Paulo, a demonstração foi de junho a agosto de 2015. No período o veículo rodou 5 mil quilômetros movido a gás e os resultados foram aferidos pela Netz Engenharia Automotiva.

O teste de campo monitorado pela Netz consistiu em pôr o veículo a gás para acompanhar um ônibus similar a diesel (chamada operação sombra) por 12 semanas em duas linhas do Sistema SPTrans. O custo por quilômetro do GNV foi 28% inferior ao do diesel, já contabilizado o consumo do Arla 32.

Com o modelo a biometano a Scania fez três demonstrações. De outubro a novembro de 2014, na Itaipu Binacional; em janeiro de 2015, no Rio Grande do Sul; e em março no Rio de Janeiro. A seguir se veem os números obtidos com o modelo importado.




Tags: Scania, ônibus, biometano, GNV, Sílvio Munhoz, Arla 32.

Comentários

  • Wilmar Kunde

    E quanto à durabilidade, manutenção, ruído, custo inicial, como se comparam ? Qual o risco de explosão em caso de incêndio, tão em moda ? Parece muito promissor. Parabéns. Demorou.

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