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Comerciais | 06/09/2016 | 19h45

Horizonte de caminhões continua negativo

Produção registra queda de 22,3% e exportações ainda não decolaram

MÁRIO CURCIO, AB

Sem perspectivas de curto prazo para retomada do mercado interno e exportações, a produção de caminhões no acumulado de janeiro a agosto soma apenas 41,6 mil unidades, uma queda 22,3% ante o mesmo período do ano passado. Os emplacamentos no período diminuíram 30,1%. Nas exportações também persiste a queda, de 4,5%. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

-Veja aqui os dados da Anfavea
-Leia também: Confira os resultados da indústria até agosto/2016


“A definição do processo de impeachment é só um começo. Para o segmento voltar a crescer é preciso haver a retomada nos investimentos em infraestrutura”, afirma o presidente da entidade, Antonio Megale. Pela falta de reação no setor, os caminhões devem fechar o ano com 54 mil unidades vendidas no País e queda de 23,1% ante o ano anterior. “O preço baixo do frete e o PIB não estimulam o mercado”, recorda Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz, que prevê alguma retomada apenas em 2017.

Os modelos com menores quedas são os semileves (-10,5%) e pesados (-13,2%). As exportações também não decolam. Diferentemente dos veículos leves, que anotam alta nos embarques de 20,7% por causa do câmbio favorável, as vendas externas de caminhões registram queda de 4,5%. “Os esforços para abrir novos mercados continuam”, garante Megale.

ÔNIBUS EMPACAM COM AS ELEIÇÕES

Com as licitações para renovação de frota restritas durante o ano de eleição para prefeito, a produção de chassis de ônibus registra no acumulado até setembro queda de 27,2%, com 12,3 mil unidades. O mercado interno absorveu 8,6 mil unidades, volume 30,7% menor que nos mesmos oito meses de 2015.

Moraes recorda que as vendas de ônibus podem ser divididas em quatro pontos. Dois deles estão prejudicados: os urbanos por causa do período eleitoral e os escolares se tornaram muito dependentes do programa Caminho da Escola, que agora está com as compras paralisadas. Restam os segmentos rodoviários e fretados, com pequenas renovações.

A queda na produção de ônibus foi atenuada pelas exportações, que no acumulado até agosto somaram 5,9 mil unidades, em alta de 29,9% ante o mesmo período de 2015. O maior volume enviado foi de modelos urbanos, 3,6 mil.

Assista abaixo à cobertura exclusiva da ABTV sobre o desempenho do mercado:



Tags: Caminhões, ônibus, Antonio Megale, Luiz Carlos Gomes de Moraes.

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