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02/09/2016 | 15h08

Elétricos

ABVE lança projeto para criação de zonas verdes no Brasil

Campinas (SP) deverá ser a primeira cidade brasileira a adotar o MUV


SUELI REIS, AB

ABVE lança projeto para a criação de zonas verdes no Brasil a exemplo do que já ocorre em outras cidades no mundo, como Santiago (Chile)
A ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico – lançou em 1º de setembro, durante a conferência que ocorre em paralelo ao 12º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, o projeto de Zonas de Mobilidade Urbana Verde (MUV), que prevê a criação de núcleos urbanos onde só poderão circular veículos de baixa ou zero emissão de carbono e impedir a circulação dos movidos a combustão na área demarcada. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Guggisberg, o primeiro MUV no Brasil já tem local definido: será feito no município de Campinas (SP), a partir de um acordo com a prefeitura local e que será assinado nas próximas semanas.

“Esta iniciativa ajudará a disseminar e a estimular a presença do veículo elétrico no Brasil”, afirmou o dirigente durante o segundo painel da conferência que debateu as políticas públicas para a redução de emissão de CO2 nos centros urbanos. “É uma ação que não vai interferir na venda de veículos a combustão, mas de alguma forma vai incentivar a vinda de mais modelos elétricos e híbridos para as ruas.”

Guggisberg lembra que o Brasil se comprometeu a diminuir em 37% suas emissões de CO2 até 2025, conforme considerações do País registradas durante a COP 21, conferência do clima global cuja conferência foi realizada em dezembro de 2015, em Paris, na França.

“O MUV não é uma ideia da ABVE, vem ocorrendo no mundo inteiro em mais de 220 cidades de 14 países que vem adotando estas áreas de baixa emissão. O mundo está se movendo para isso e há exemplos em Londres, Barcelona, Berlim, Frankfurt, Munique, Paris e até Santiago”, relatou.

COMO FUNCIONA

Os MUVs promovem a circulação de todo tipo de veículo com baixa ou zero emissão em áreas demarcadas capazes de receber desde bicicletas até automóveis, motos, scooters e ônibus, além de outros equipamentos como skates e patinetes, sempre priorizando o pedestre, permitindo a integração de modais. O projeto se enquadra em áreas públicas, locais com grande fluxo de pessoas, em especial pedestres e ciclistas, como parques, praças, centros turísticos e históricos, terminais urbanos rodoviários e áreas estritamente comerciais.

O presidente da ABVE afirma que para a criação destas áreas recomenda-se a implementação em cidades com mais de 500 mil habitantes e em locais que possibilitem a integração do maior número possível de modais que se servem de veículos com emissões reduzidas ou nulas. A expectativa é de que seu formato promova a integração natural da integração entre o transporte público (ônibus, trens e metrôs) com o veículo particular (bicicletas, scooters, monociclos etc). A ideia é que a iniciativa promova ainda a viabilização de pontos de recarga, os eletropostos, concentrando usuários de modais elétricos, além de estimular outros tipos de negócios, como veículo compartilhado e táxis híbridos e elétricos.

“Os MUVs também terão medidores de emissões para caráter de comparação com outras áreas da cidade”, disse Guggisberg.

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