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Scania e MIB fazem caminhão blindado

Comerciais | 18/08/2016 | 19h43

Scania e MIB fazem caminhão blindado

Veículo foi montado sobre um P250 e resiste a disparos de AR 15

MÁRIO CURCIO, AB

A Scania e a empresa MIB produziram três caminhões inteiramente blindados, da cabine ao baú. Os veículos têm proteção balística nível 3, que suporta até disparos de fuzil AR 15. Eles foram desenvolvidos a partir do semipesado P250 na configuração, 8x2 com segundo eixo direcional. O peso bruto total é de 29 toneladas. Em números arredondados são 9,5 t do caminhão e 5,5 t da blindagem, o que deixa 14 t de carga útil.

O baú tem 8,10 metros e 44 metros cúbicos de carga. Cabem ali 14 paletes em três compartimentos distintos. “Com esses caminhões vamos transportar cargas que por algum motivo não podem ser roubadas de maneira nenhuma, por exemplo um novo modelo de celular que cumpre um cronograma de lançamento mundial”, diz o gerente corporativo comercial da Esquadra, Alexandre Cardoso.

Produtos farmacêuticos, relógios de pulso e obras de arte são outros exemplos citados. “Com esses veículos consigo oferecer preço até 25% mais baixo no transporte pelo custo operacional reduzido. Com eles elimino escolta armada, embarcador e operações logísticas”, recorda Cardoso.

Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, o Brasil perde R$ 1 bilhão por ano com roubo de cargas. E entre 2010 e 2014 o ataque a caminhões cresceu 42%. “Em algumas regiões como a de Campinas (SP) e na Pavuna (bairro do Rio de Janeiro, RJ), a escolta armada já não é mais suficiente para resistir ao poder das quadrilhas”, diz Cardoso.

Cada caminhão custou ao menos R$ 620 mil, valor do veículo mais a blindagem. “Os pneus são do tipo Run Flat e a abertura para o radiador é reduzida e protegida contra disparos”, afirma o proprietário da empresa de blindagem MIB, Gilmar Fagundes. A cabine leva o motorista, três ocupantes e tem fechaduras eletrônicas em todas as portas. Os veículos usam dois sistemas de rastreamento, um por satélite e outro por sinais de telefonia celular.

O gerente de desenvolvimento de negócios da Scania, Celso Mendonça, detalhou a demanda da Esquadra: “Os caminhões precisavam ter boa capacidade de manobra, de carga, dirigibilidade e possibilidade de descarga em docas”, recorda. “O raio de giro tem 10,8 metros, 6% menor que o de um 6x2 por causa do segundo eixo direcional (instalado pela própria Scania). E para facilitar a descarga foi adotada suspensão a ar nos eixos traseiros com quatro posições”, recorda Mendonça. Também há plataforma traseira elevatória.

“A nova cabine não bascula e por isso foi preciso criar um mínimo de acesso a componentes como motor e câmbio”, recorda o gerente comercial da Scania, Wagner Tillmann.

A montadora passou a atuar com blindados no Brasil em 2015 e soma 12 veículos desenvolvidos: dois cavalos mecânicos P310 4x2, sete semipesados 310 6x2 e os três novos da Esquadra. Segundo Tillmann, a Scania já estabelece contato com outras empresas de segurança para mostrar o trabalho feito nos caminhões.



Tags: Scania, MIB, Esquadra, Gilmar Fernandes, Wagner Tillmann, Celso Mendonça, Alexandre Cardoso.

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