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Hilux e SW4 voltam a ter opção flex
SW4 (à esquerda) e Hilux receberam motor flex 2.7 semelhante ao da linha 2015, mas 7% mais econômico

Lançamentos | 03/08/2016 | 19h34

Hilux e SW4 voltam a ter opção flex

Motor bicombustível responderá por cerca de 20% das vendas dos modelos

MÁRIO CURCIO, AB | De Atibaia (SP)

A Toyota volta a oferecer a opção flex para a picape Hilux e o utilitário esportivo SW4. O motor é semelhante ao 2.7 de quatro cilindros e tem os mesmos 163 cavalos quando abastecido com etanol, mas recebeu modificações que o tornaram 7% mais econômico, segundo a fabricante. A nova picape bicombustível tem preço inicial de R$ 111,7 mil e o SW4 parte de R$ 159,6 mil. A oferta de opções a diesel e V6 a gasolina (no caso da SW4) foi mantida.

“Esperamos que as versões flex respondam por cerca de 20% das vendas tanto da picape como do utilitário esportivo”, estima o vice-presidente executivo da Toyota do Brasil, Miguel Fonseca. O motor renovado adotou sistema de partida a frio sem tanquinho, recebeu duplo comando de válvulas variável e a Toyota reduziu o peso de balancins, retentores e molas, além de redesenhar a câmara de combustão e a entrada de combustível.

E os novos modelos também foram beneficiados pela transmissão automática de seis marchas como item de série em substituição à antiga de quatro velocidades. A SW4 até está disponível com motor flex e transmissão manual, mas apenas para frotistas.

Tanto Hilux como SW4 são montados em Zárate, na Argentina, onde a Toyota investiu US$ 800 milhões em 2015 e elevou a capacidade produtiva para cerca de 100 mil unidades na soma dos dois modelos. A picape responde por 85% desse volume total.

No ranking da Fenabrave, a Hilux perdeu no acumulado até julho a liderança das picapes médias para a Fiat Toro e está agora em segundo lugar: “Não vemos a Toro como nossa concorrente. Não houve redução no fluxo em nossas lojas nem diminuição de consultas. Na verdade, acreditamos que a Toro tirou clientes de SUVs e da própria Strada”, afirma Fonseca.

Desde a versão mais acessível, SR, a picape 2.7 flex tem rodas de liga leve de 17 polegadas, seletor de modo de condução (eco/power), compartimento refrigerado, airbag de joelho para o motorista, controlador automático de velocidade e protetor de caçamba.

As versões SRV 4x2 e 4x4 trazem também interior de couro, ar-condicionado digital, banco do motorista com ajustes elétricos, controles de estabilidade e tração com auxílio para reboque, assistente de partida em rampa, painel de instrumentos com tela de cristal líquido colorida, alarme e estribos laterais.

Vendido somente na configuração SR, o utilitário esportivo SW4 traz conjunto de itens equivalente ao a picape da mesma versão, mais ar-condicionado para o banco traseiro e alguns itens da Hilux SRV, como controles de estabilidade e tração com auxílio para reboque, auxílio para partida em rampa e estribos laterais. O único opcional para a SW4 é a terceira fila de bancos, que aumenta a capacidade total para sete lugares.

Toyota
Tanto o SW4 como a Hilux foram renovados há menos de um ano. Modelos são produzidos em Zárate, na Argentina, em fábrica com capacidade anual de cerca de 100 mil unidades. Versão para sete lugares do SW4 tem preço sugerido de R$ 164,9 mil; câmbio automático é item de série para as novas versões flex e tem seis marchas.

COMO ANDAM OS NOVOS MODELOS

Automotive Business avaliou uma Hilux SRV 4x2 e o SW4 para sete lugares. De cara se nota o maior conforto do utilitário esportivo, que lida melhor com piso irregular. A picape pula bem mais, algo natural quando se lembra que ela foi projetada para transportar mais carga, até 850 quilos. No SW4 essa capacidade vai de 620 kg (no caso de cinco lugares) a 655 kg (sete lugares).

A posição de dirigir e os bancos são pontos de destaque nos dois modelos. Já o desempenho é só razoável. Como são veículos pesados, com mais de 1,8 mil kg, o motor precisa trabalhar com frequência em rotações acima de 4.000 rpm e a transmissão, quando em Drive, fica sempre procurando uma ou duas marchas mais baixas a cada cutucada mais forte no acelerador.

O modo Sport, com trocas sequenciais, resolve parte do problema, mas essas mudanças só podem ser feitas pela alavanca. Nem a picape nem o SUV trazem aletas para troca de marcha atrás do volante. O acabamento é caprichado, com materiais muito agradáveis ao toque nas portas e no painel. Até o tecido aplicado nos bancos da versão SR surpreende.

Veja abaixo os preços de Hilux e SW4

Hilux SR 4x2 – R$ 111,7 mil;
Hilux SRV 4x2 – R$ 120,8 mil;
Hilux SRV 4x4 – R$ 131,2 mil;
SW4 4x2 com 5 lugares – R$ 159,6 mil;
SW4 4x2 com 7 lugares – R$ 164,9 mil.



Tags: Hilux, SW4, Toyota, Miguel Fonseca.

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