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Indústria de motos já cortou 2 mil em 2016

Trabalho | 12/07/2016 | 19h50

Indústria de motos já cortou 2 mil em 2016

Novas demissões são esperadas até o fim do ano pela baixa produtividade

MÁRIO CURCIO, AB

As fábricas de motos da Zona Franca de Manaus cortaram cerca de 2 mil postos de trabalho entre 2015 e abril de 2016 e podem perder mais vagas até dezembro: “Em abril a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) registrava 14 mil empregos no setor de duas rodas, mas houve cortes recentes e até o fim do ano esse total pode cair em mais mil ou 2 mil postos”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos e bicicletas.

- Veja aqui os dados de emprego e produção

O executivo recorda que a produtividade (quantidade de motos montadas por trabalhador) até abril estava em 78 unidades, mesmo nível registrado em 2015. No melhor ano do setor, quando as fabricantes de Manaus montaram 2,13 milhões de motos, a produtividade chegou a 104 unidades, nível bem melhor que o atual, daí a possibilidade de redução dos quadros.

A Honda, que detém cerca de 80% do mercado, realizou em março um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e obteve 500 adesões. A Yamaha, segunda colocada, adotou no fim de fevereiro o Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

Segundo Fermanian, os fornecedores de motopeças enfrentam um momento tão ruim ou pior que as fábricas de motos. “As montadoras locais tentam mantê-los, mas alguns já foram obrigados a fechar as portas ou passaram a enviar sua produção a partir de unidades instaladas no Sudeste.”

Assista à entrevista com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo:



Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, Abraciclo, Honda, Yamaha.

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