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Fábricas farão só 1 milhão de motos em 2016

Indústria | 12/07/2016 | 18h03

Fábricas farão só 1 milhão de motos em 2016

Ritmo de produção de Manaus caiu pela metade nos últimos cinco anos

MÁRIO CURCIO, AB

O fraco desempenho do primeiro semestre obrigou as montadoras de motos em Manaus a revisar para baixo as projeções pela segunda vez no ano. Pelos novos números, o País deve produzir até o fim do ano menos de 1,1 milhão de unidades, praticamente a metade daquilo que o setor atingiu cinco anos atrás, em 2011, quando 2,1 milhão de motocicletas foram fabricadas.

Com a atualização das projeções, os emplacamentos devem ficar pouco acima de 1 milhão de motocicletas, resultando em queda de 16,7% em relação a 2015. Os dados foram divulgados pela Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de motos e bicicletas instalados em Manaus.

- Veja aqui o balanço do primeiro semestre e as novas projeções

Na comparação com o recorde de 2011, quando mais de 1,94 milhão de motos foram licenciadas no Brasil, a queda também é próxima dos 50%. A Abraciclo atribui o baixo volume atual à insegurança que ronda o consumidor: “O fluxo nas lojas diminuiu por causa das incertezas o comprador enfrenta”, afirma o presidente da entidade, Marcos Fermanian. O problema se soma à pequena taxa de aprovação das propostas de financiamento, que oscila hoje entre 15% e 20%.

Como consequência, o consórcio superou o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) como principal modalidade de compra e detém 35% das entregas totais (ante 32,6% do CDC). No primeiro semestre de 2015 as duas modalidades tinham o mesmo peso.

NÚMEROS DO PRIMEIRO SEMESTRE

De janeiro a junho as fabricantes instaladas em Manaus montaram 464,3 mil unidades, volume 33,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. As vendas no atacado, feitas das fábricas à rede, somaram 452,4 mil motos, anotando retração de 31,4%.

Nos emplacamentos, a Abraciclo informa um total de 469,6 mil unidades no primeiro semestre, registrando queda de 26,8% em relação aos seis meses de 2015. A retração é bem maior que os 14,8% divulgados pela Fenabrave, em que o emplacamento não desconta os 77,5 mil ciclomotores com mais de um ano de uso licenciados desde o começo do ano.

As exportações no primeiro semestre totalizaram 31,1 mil motos e registraram crescimento de 70,7%, “mas sobre uma base muito fraca, por causa das dificuldades com a Argentina no ano passado; até o fim deste ano teremos um total muito próximo ao de 2015”, diz Fermanian, referindo-se à projeção de embarque de 70 mil unidades em 2016.

Além da Argentina, o Brasil envia motocicletas para Colômbia, Austrália, Estados Unidos, México, Canadá, Costa Rica, Bolívia, Guatemala e Nova Zelândia.

Assista à entrevista com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo:



Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, emplacamentos, ciclomotores.

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