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Transportes | 01/07/2016 | 19h42

Nova regra para VUCs favorece Mercedes

Sprinter e Accelo 6x2 se beneficiaram do aumento de 6,3 para 7,2 metros

MÁRIO CURCIO, AB | De São Bernardo (SP)

A mudança na legislação dos VUCs para a cidade de São Paulo, que desde 9 de maio aumentou o comprimento máximo desses Veículos Urbanos de Carga de 6,3 para 7,2 metros, permitiu aumento do volume transportado por veículo em 22%. A nova regra beneficiou alguns modelos Mercedes-Benz.

Um bom exemplo ocorre na linha Sprinter, na qual passaram de cinco para oito os modelos que podem agora ser utilizados como VUCs na cidade de São Paulo. Um deles é o Chassi-Cabine 515 CDI E-Longo. “Com a nova lei, esse modelo leva até quatro metros cúbicos a mais”, afirma o gerente sênior de vendas e marketing para vans, Carlos Garcia.

Os outros dois Sprinter são os furgões 415 CDI e 515 CDI para 14 metros cúbicos de carga. Antes da mudança, o maior a se enquadrar na legislação era o 415 CDI para 10,5 m3. Tanto no Chassi-Cabine como no furgão é chega-se agora a 5 mil quilos de Peso Bruto Total (PBT).

Garcia admite que a legislação é um estímulo à venda desses modelos com maior capacidade, mas prefere não arriscar um número porque os emplacamentos tendem a ocorrem fora da região metropolitana: “É difícil quantificar porque há muitos transportadores com sede fora de São Paulo, mas rodando aqui”, recorda.

ACCELO 1316 6x2 AGORA PODE VIRAR VUC

Na linha Accelo, o aumento para 7,2 metros de comprimento total permite agora, mediante adaptação, a utilização como VUC do modelo 1316 6x2. O caminhão tem 13 mil quilos de PBT e carga útil de 8,72 mil kg. Essa adaptação implica a redução da distância entre eixos e do balanço traseiro. Pode ser feita pela própria fábrica da Mercedes dentro do seu CTT, sigla para Customer Tailored Truck.

Com tal capacidade de carga em pouco mais de sete metros ele pode rodar com baú frigorífico, báscula, tanque ou transportando bebidas. “Lançamos o 1316 6x2 em outubro do ano passado e no período de janeiro a maio nossa participação no segmento de caminhões médios aumentou sete pontos porcentuais, chegando próxima a 30% de market share”, afirma o vice-presidente de vendas e marketing para caminhões e ônibus, Roberto Leoncini, confiante na nova opção.

PARTICIPAÇÃO DE MERCADO

De 2012 a 2015, a representatividade dos VUCs no segmento de caminhões saltou de 8% para 11%. Estima-se que 40% desses modelos estejam na Grande São Paulo. “A Mercedes detém 31% do segmento”, diz Leoncini.

Sobre a nova legislação para os VUCs, o executivo afirma: “Em São Paulo, é um incentivo para os transportadores que farão ou consideram fazer investimentos.”



Tags: Mercedes, Mercedes-Benz, Accelo, Sprinter, Roberto Leoncini, Carlos Garcia.

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