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Renault Alaskan só chega no Brasil em 2018
Alaskan: primeira picape grande da Renault

Lançamentos | 30/06/2016 | 20h17

Renault Alaskan só chega no Brasil em 2018

Picape foi apresentada na Colômbia e será fabricada na Argentina

GIOVANNA RIATO, AB | De Medellín (Colômbia)

A Renault apresentou na Colômbia a Alaskan, primeira picape grande da marca, com capacidade de carga de 1 tonelada, que passa a ser produzida em instalações da Nissan no México. “É a primeira vez que escolhemos a América Latina para fazer a primeira exibição de um produto global. A região é essencial dentro da nossa estratégia, nosso maior mercado depois da Europa”, conta Ashwani Gupta, que lidera a área de veículos comerciais da empresa. A novidade, no entanto, ainda demora para chegar ao Brasil, com previsão de lançamento local só em 2018, quando será feita também na fábrica da Renault em Córdoba, na Argentina.

A linha de montagem ali e a plataforma será compartilhada com a próxima geração da Nissan Frontier e com uma nova picape Mercedes-Benz. Antes disso a Alaskan será fabricada só em Curnavaca, México, e começa a ser vendida na Colômbia ainda este ano – os dois países têm acordo de livre comércio automotivo. A estratégia global para o modelo prevê ainda a produção na Espanha, na planta de Barcelona.

Segundo a Renault, a novidade complementa a gama de produtos e eleva o potencial da marca para ganhar market share global. A fabricante francesa calcula que o mercado mundial de picapes é de 5 milhões de unidades por ano, volume que corresponde a 38% do segmento de comerciais leves. Em 2015 a Renault vendeu 387 mil unidades desta categoria no mundo, com alta de 12,4%. A Alaskan deve ajudar a elevar este volume nos próximos anos. Na América Latina, a Renault aponta que o segmento de picapes de uma tonelada de capacidade de carga represente 45% do mercado total de comerciais leves, com expectativa de crescimento de 15% nos próximos 3 anos. “A novidade vai atender a necessidades de diferentes clientes e atrair novos consumidores para a marca”, acredita Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina.

COMO É A ALASKAN

“Foi um desafio unir a identidade visual da Renault com o código de design das picapes grandes. Quando um alguém compra um veículo assim ele nāo quer só um carro, mas um estilo de vida”, conta Laurens van den Acker, da área de design da companhia. O esforço parece ter dado certo, com desenho harmônico. Por dentro o modelo mantém aspecto bem parecido com a Nissan Frontier.

São três opções de motores para a picape: 2.5 a gasolina e a diesel e 2.3 DCI biturbo a diesel de 160 e 190 cv, o mesmo que equipa a Renault Master. Esta última opção é justamente a que deve chegar ao mercado brasileiro, em versões manual e automática e com tração 4x2 e 4x4, além de diferentes configurações de cabine. Itens como ar-condicionado de duas zonas, assistente de partida em rampa e descida e sistema de assistência ao estacionamento com câmera 360 graus também devem ser de série.

MERCADO BRASILEIRO

Ao lançar a Alaskan no Brasil, a Renault se arrisca em um segmento de concorrentes fortes e clientes leais. Será difícil competir com modelos como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Mitsubishi L200 e até com a Nissan Frontier. A montadora aposta que tem um bom produto para isso.

Segundo Murguet, a estratégia para fazer dar certo a investida entre picapes grandes está apoiada em três pilares. O primeiro, ele diz, é o design. O segundo está em alguns diferenciais que o produto deve trazer, como suspensão multilink, que promete mais conforto e é uma novidade para clientes desta categoria.

O terceiro ponto e aparentemente mais importante é a área de serviços, com grande investimento no pós-venda nas cerca de 300 concessionárias que a empresa tem no Brasil. “Esse cliente, principalmente aquele que usa a picape para trabalhar, não pode ficar com ela parada. Vamos apostar pesado nesse atendimento”, conta.

No ano e meio que tem até o lançamento da Alaskan para o Brasil, Murguet espera aprofundar o conhecimento sobre o mercado de picapes com a Oroch, opção média que começou a ser vendida no fim de 2015. Os resultados, segundo ele, são melhores que o esperado, com mil a 1,2 mil emplacamentos mensais. “As vendas estão subindo pouco a pouco, com resultados melhores em regiões onde a marca é mais forte, como no Sul do País. Esse é um aprendizado importante para quando a Alaskan vier”, avalia.

O executivo contém as expectativas para o impacto da irmã maior da Oroch no mercado. “Somos os últimos a chegar em um segmento já consolidado. Não posso ser arrogante de colocar preço alto ou achar que vou ganhar mercado sem entregar vantagem ao consumidor”, aponta.



Tags: Renault, Alaskan, picape, lançamento, mercado, Nissan, Mercedes-Benz.

Comentários

  • Ralf

    Que o lançamento da Renault ajude a reduzir o alto preço das picapes médias, assim como a Oroch vem fazendo com sucesso em seu segmento.

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