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Mercado | 06/06/2016 | 17h53

Vendas de importadores da Abeifa caem 44,5%

Sócios da Abeifa venderam apenas 15,4 mil unidades até maio

REDAÇÃO AB

As 18 marcas associadas à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) continuam a registrar acentuada queda nas vendas de importados este ano. Entre janeiro a maio foram emplacadas apenas 15.412 unidades, o que significou expressiva queda de 44,5% em relação aos 27.772 veículos comercializados nos primeiros cinco meses de 2015. Isoladamente em maio, os importadores filiados à entidade venderam 2.696 automóveis e comerciais leves, em retração de 5,6% em relação a abril, mas na comparação com o mesmo mês de 2015 o desempenho negativo é de 44,2% (2.696 contra 4.828 veículos).

- Veja aqui os números apurados pela Abeifa

“Reconhecemos que o mercado interno de veículos está temporariamente em baixa, mas no caso dos veículos importados mais em razão do fato de que é impossível vender carros fora da cota estabelecida sem (a sobretaxação de) 30 pontos porcentuais a mais no IPI, aliado ao dólar na casa de R$ 3,60”, esclarece em nota José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, que divulgou o desempenho dos associados na segunda-feira, 6.

“A diretoria da Abeifa espera que o governo federal reveja os 30 pontos porcentuais, medida criada pela administração anterior sem qualquer critério e que contraria frontalmente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Por isso reforçamos o nosso pleito de isonomia de tratamento ao nosso setor. Precisamos que medidas urgentes sejam tomadas para evitar a insustentabilidade dos negócios das importadoras e de suas redes de concessionárias”, enfatizou Gandini. “Volto a insistir que o setor de importados não pode esperar até dezembro de 2017 o fim dos 30 pontos do IPI” – quando se encerra o programa Inovar-Auto, que desde 2012 estabeleceu a sobretaxação de IPI aos carros importados de fora dos países do Mercosul e México.

Para convencer o governo, a Abeifa vem procurando mostrar que a sobretaxação trouxe demissões e perda de arrecadação para o Fisco. Segundo a entidade, em 2011, ano em que foi instituída a cobrança dos 30 pontos porcentuais no IPI que vigorou a partir de 2012, as associadas da Abeifa (então chamada de Abeiva) venderam 199 mil veículos no Brasil, com rede de 848 concessionárias autorizadas, 35 mil empregos e recolhimento de impostos da ordem de R$ 6,5 bilhões. Hoje as 18 afiliadas da associação têm 450 concessionárias (incluindo as que têm fábricas no País), que geram 13,5 mil empregos (incluindo as plantas de produção) e preveem o recolhimento de tributos na casa de R$ 2,1 bilhões.

PRODUÇÃO LOCAL

As associadas da Abeifa que têm fábricas funcionando no País, BMW/Mini, Chery e Suzuki, fecharam maio com 1.231 unidades emplacadas, total que representou alta de 46,4% em relação ao mês anterior, mas queda de 65,7% se comparado com maio de 2015, quando foram emplacadas 3.594 unidades montadas localmente. No acumulado de 2016, as quatro afiliadas venderam 3.937 unidades nacionais, em queda de 47,8% ante os primeiros cinco meses do ano passado.

Com os totais somados – importados e produção nacional –, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,42% no mês de maio e de 2,47% nos primeiros cinco meses do ano. Das 18 marcas associadas, apenas duas, Porsche e Jaguar, apresentaram alta nas vendas de janeiro a maio em comparação com o mesmo intervalo de 2015, todas as outras registraram desempenho negativo.



Tags: Abeifa, importados, mercado, vendas.

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