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Caminhões mantêm queda acima de 30%

Mercado | 06/06/2016 | 17h00

Caminhões mantêm queda acima de 30%

Maior retração no acumulado até maio afeta modelos de médio porte

MÁRIO CURCIO, AB

A queda no segmento de caminhões persistiu no mês de maio, quando 4,1 mil unidades foram licenciadas, um total 3% menor que o de abril. No acumulado do ano, os 21,4 mil veículos emplacados registram recuo de 31,2% ante os mesmos meses de 2015. O segmento com maior retração, de 41,8%, é o de caminhões médios. Já os pesados, que fecharam 2015 com mais de 60% de retração, recuaram até maio 11,5%.

“Não há uma explicação muito lógica para isso. Em princípio estão caindo menos os segmentos que tiveram queda mais acentuada em 2015”, afirma Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

- Veja aqui os números da Anfavea.

A persistência dos fracos números, com média inferior a 4,3 mil caminhões emplacados por mês, levou a Anfavea a rever as projeções para 2016. A estimativa de 76,1 mil veículos pesados licenciados até o fim do ano (caminhões e ônibus) foi recalculada para 66 mil unidades. Assim, a previsão de queda ante 2015, que seria de 13,9%, se acentuou para 25,4%.

RITMO SEMELHANTE NA PRODUÇÃO

A produção de caminhões em maio somou 5,3 mil unidades e teve leve alta de 2,6% sobre abril. Os semipesados registraram a maior alta no mês, 16,3%, mas também acumulam a maior queda (48,6%) ante os mesmo cinco meses do ano passado. A fabricação total de caminhões nos primeiros cinco meses foi de 25,7 mil veículos e queda de 29,2%, pouco menor que a registrada no mercado interno. “O nível de ociosidade nas indústrias do setor continua acima de 70%”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

MERCADO EXTERNO

Em maio foram enviados 1,8 mil caminhões, 9,4% a mais que em abril, mas o total embarcado no acumulado do ano (7,6 mil unidades) resulta em queda de 6,7% ante os mesmos meses de 2015. Anfavea informa que continua trabalhando com o governo a fim de abrir fronteiras, mas a entrada de um caminhão num novo mercado é demorada.

“Não basta colocar o veículo à venda. É preciso ter toda a estrutura de aftermarket antes disso porque esses veículos vão cobrir uma grande extensão e não podem ficar parados, por exemplo, com uma carga perecível”, recorda Marco Saltini, outro vice-presidente da associação dos fabricantes. Os modelos pesados registraram o maior volume de embarques no acumulado do ano, 2,9 mil unidades, e tiveram pequena queda de 5,8% ante os mesmos meses do ano passado.

MOMENTO É PIOR PARA ÔNIBUS

O licenciamento de ônibus de janeiro a maio soma pouco mais de 4,7 mil unidades, o que resulta em queda de 42,8% ante o mesmo período de 2015. Os ônibus emplacados somente em maio, 1.065 unidades, registraram alta de 16,3% sobre abril, mas não animam a entidade: “Não parece um bom indicador. Provavelmente reflete a entrega de algum lote”, afirma Moraes.

O baixo volume de compras do governo e indefinições para a renovação da frota paulistana motivam o fraco desempenho do setor. A produção de ônibus de janeiro a maio somou 7,4 mil unidades e resultou em queda acentuada de 38,5% ante os mesmos meses do ano passado. Os modelos urbanos, que representam o maior volume no período (5,5 mil), também tiveram a queda mais acentuada, de 41,1%.

As exportações cresceram 11,1% ao somar até maio 2,9 mil unidades. Do total, 1,9 mil eram modelos urbanos, que anotaram alta de 47,6% sobre o mesmo período do ano passado. O crescimento dos embarques desse tipo de veículo deverá sustentar a pequena alta de 1% estimada pela Anfavea para o envio de veículos pesados ao exterior até o fim do ano.

Antonio Megale comenta os resultados da indústria automotiva de janeiro a maio. Confira:



Tags: Caminhões, ônibus, Antonio Megale, Luiz Carlos Gomes de Moraes, Marco Saltini.

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