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Indústria | 16/05/2016 | 16h50

VW para por falta de bancos em Taubaté

Liminar determina que a Keiper retome o fornecimento dos itens em até 24h

MÁRIO CURCIO, AB

Notícia atualizada às 23 horas

A produção da Volkswagen em Taubaté, no interior de São Paulo, foi interrompida na segunda-feira e permanecerá parada terça, 17, em razão especialmente da falta de bancos fornecidos pela Keiper e de outros componentes.

No início da noite da segunda-feira, 16, uma liminar expedida pela 2ª Vara Cível de São Bernardo do Campo, pelo juiz Mauricio Tini Garcia, determinou que a Keiper retome o fornecimento dos bancos em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

Automotive Business procurou a Keiper, mas até o momento a empresa não se pronunciou sobre o assunto. Tower e Mardel, empresas do Grupo Keiper/Prevent, também suspenderam envio de peças para banco à Fiat, obrigando a paralisação da montagem em Betim desde a segunda-feira, 16 (veja aqui).

A Volkswagen de Taubaté é responsável pela produção do Up! e também dos modelos Gol e Voyage. Cerca de 4,5 mil funcionários ficarão em casa. Os dias parados serão convertidos em banco de horas.

A unidade de Taubaté também tem uma grande parada programada entre os dias 30 de maio e 19 de junho para “adequação do processo produtivo” (veja aqui). No período, 4 mil trabalhadores entrarão em férias coletivas.

Veja abaixo o texto expedido pela 2ª Vara Cível de São Bernardo do Campo:

1. Fls. 86/88: A requerente novamente vem aos autos solicitando pedido de reconsideração, tendo em vista que o prazo concedido para cumprimento da liminar, ainda que reduzido, tem potencialidade para provocar danos de diversas órbitas e de alongado alcance.

Percebe-se que a extensão dos prejuízos não apenas alcançará os caixas da empresa montadora, mas afetará a manutenção do emprego de um sem número de empregados, cujo receio da dispensa já os assola em função da crítica situação que abala o País.

2. Neste sentido, revendo o posicionamento anterior exarado, e em face da situação emergencial que a paralisação das atividades fabris proporcionará se o posicionamento deste julgador não conduzir a situação de forma razoável e primando pelos ditames da boa-fé, determino que a liminar seja pela ré cumprida no prazo de 24 horas, a contar da intimação desta decisão, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento, até o limite de R$ 5 milhões.

3. Valerá a presente como ofício, devendo a parte autora imprimi-lo e comprovar sua distribuição no prazo de 15 dias.

4. Cumpra a autora as demais disposições dos pronunciamentos anteriores.

5. A questão relativa à conexão será decidida no procedimento próprio.

6. Intime-se.

São Bernardo do Campo, 16 de maio de 2016.



Tags: Taubaté, Volkswagen, Gol, Voyage, Up!, sindicato, metalúrgicos.

Comentários

  • Bernard Beckett

    Bom dia Equipe AB!Não gostaria de aparecer na mídia, mas admiro a postura da Keiper. Não conheço as razões pela falta de Bancos, mas creio que deva ser alguma negociação comercial.A Keiper está quebrando um paradigma que todas as autopeças tem vontade de fazer e não faz. As montadoras já quebraram e faliram muitas empresas e as tratam como muitas vezes com muito desprezo ignorando a necessidade de ajustes de preços.Me desculpe a sinceridade, mas acho que todos os fornecedores deveriam parar a montadora para resolver todas as pendências de negociação acumuladas ao longo dos anos. Posso afirmar pelos meus 61 anos de experiência neste tipo de mercado que não existe nenhuma empresa que não tenha assuntos em aberto com a montadora por anos. As montadoras precisam parar de "pisar" nos seus fornecedores e os fornecedores precisam parar de achar que as montadoras são "Deusas super poderosas". Parabéns pela atitude e postura da Keiper.

  • Klaus Scherer

    Concordo plenamente com o Bernard! Já tenho 15 anos no ramo e várias vezes só consegui reajustar condições comerciais parando fornecimento, felizmente nunca parei uma linha de montagem, mas faltou pouco. As montadoras deveriam sentar com os fornecedores e falar abertamente sobre as pendências. Podemos achar soluções juntos, mas as autopeças não tem condições de bancar prejuízo sozinho. Temos que trabalhar juntos!

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