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Vendas de veículos recuam ao patamar de 10 anos
Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, divulga os resultados do mercado até abril

Mercado | 03/05/2016 | 19h25

Vendas de veículos recuam ao patamar de 10 anos

Com 644,2 mil unidades, emplacamentos têm queda de 28% até abril

SUELI REIS, AB

As vendas de veículos tiveram nova queda no acumulado do ano, de 27,9% contra mesmo período do ano passado, para um total de 644,2 mil unidades, entre leves e pesados, conforme os dados divulgados na terça-feira, 3, pela Fenabrave, que reúne o setor de distribuição.

“Em volume, o setor voltou ao patamar de 10 anos atrás”, informa o presidente da entidade, Alarico Assumpção Jr. durante a apresentação do desempenho do setor na sede da Fenabrave em São Paulo.

- Veja aqui os dados da Fenabrave.

De janeiro a abril, o mercado interno consumiu 27,6% menos veículos leves do que em iguais meses do ano passado, considerando automóveis e comerciais leves, com um total de 622,6 mil unidades. Comerciais leves tiveram queda de 34,2% na mesma base de comparação, para 88,9 mil – há um ano, esse volume era de 135 mil. Já em automóveis, os licenciamentos somaram 533,6 mil unidades até abril, recuo de 26,4% sobre o mesmo acumulado de 2015.

Segundo Assumpção Jr., o índice de aprovação de crédito para financiamentos de veículos, que vem piorando desde 2009 em sua avaliação, atingiu o nível mais baixo da última década. “Até setembro de 2008, antes da crise financeira internacional, a taxa de aprovação era de 70% - a cada dez pedidos, sete eram aprovados por bancos e instituições financeiras. Hoje temos a inversão deste índice, com 70% de reprovação”, aponta. Reflexo disso é a inadimplência, explica: “Tradicionalmente, os atrasos dos pagamentos acima de 90 dias foram de 2,5% a 3% no máximo. Estamos com um índice atual de 4,9% da inadimplência, é bastante forte e por isso a concessão de crédito reverteu, o pente fino dos bancos está muito mais rigoroso com os cadastros porque o risco dos não pagamentos é muito maior atualmente.”

O segmento de pesados continua a puxar ainda mais para baixo os resultados dos emplacamentos, embora o de leves não fique muito atrás. Nos primeiros quatro meses do ano as vendas da categoria tiveram queda de 35,2%, para pouco mais de 21,6 mil unidades, das quais 17,1 mil caminhões e 4,4 mil ônibus. Com estes baixos volumes, houve recuo de 31,7% e 46,1%, respectivamente, sobre mesmo período de 2015.

“Caminhões precisa de PIB, sem tem um PIB positivo, vende. Se não tem, não vende, é a lógica”, afirma Assumpção Jr.

Ele acrescenta que sobre o programa de renovação de frota, cuja expectativa da entidade era de um anúncio ainda no início deste ano (leia aqui) está parado no governo: “Voltamos para a estaca zero de encaminhamento de aprovação”, disse.

Também com relação ao Renave (Registro Nacional de Veículos em Estoque), que facilitaria a transferência de veículos usados, o executivo informa que está aguardando a regulamentação por parte do governo para implementar a solução. “Por enquanto, nossa expectativa é de que se ocorrer mudanças políticas, este possa ser regulamentado no início do segundo semestre”, declarou.



Tags: Vendas, emplacamentos, Fenabrave, Alarico Assumpção.

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