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Mercado | 31/03/2016 | 17h22

Marcchione: Argentina não compensará as perdas do Brasil

Executivo nega interesse da FCA em parceria com a Peugeot Citroën

REDAÇÃO AB

Sergio Marcchione, CEO da Fiat Chrysler Automobiles – FCA, declarou que a Argentina não será capaz de compensar as perdas que a empresa sofre no Brasil com a profunda retração dos emplacamentos. Segundo ele, ainda que as medidas adotadas por Mauricio Macri como presidente argentino tenham reanimado as vendas de veículos na região, o país ainda conta com mercado interno muito menor do que o brasileiro. A declaração foi dada em entrevista à agência Bloomberg durante evento voltado à indústria realizado na Europa.

Ele citou o mercado nacional quando foi questionado sobre uma possível parceria global com outra montadora, como a PSA Peugeot Citroën. Segundo Marchionne, caso isso aconteça a aliança será feita com uma empresa com presença forte nas regiões em que a FCA ainda é inexpressiva, como a China. Por este critério, o executivo assegura que a companhia francesa não é cogitada para a cooperação.

“A grande vantagem que oferecemos é a posição consolidada na América Latina, América do Norte e Europa”, enfatiza, garantindo que uma outra possível parceira teria vantagens com a aliança. O executivo admitiu ainda a possibilidade de cooperação com empresas de tecnologia. “Mantemos no momento conversas paralelas com vários players de fora do setor automotivo.”

Ele se refere as companhias do Vale do Silício, como Google e Apple, que têm no setor automotivo o principal alvo para expandir a atuação nos próximos anos. Marchionne aponta que a empresa não tem ideia precisa do objetivo e necessidade da FCA em uma parceria do gênero. “Estamos aprendendo assim como eles estão e a solução será compartilhada e desenvolvida em parceria, não por nós sozinhos”, diz.



Tags: Sergio Marcchione, FCA, Fiat Chrysler.

Comentários

  • Cleivson Vieira

    Com relação a uma possível parceria global com outra montadora, como a PSA Peugeot Citroën, acho que ele tem razão. Só seria estratégico uma aliança com uma empresa onde a FCA não esteja bem consolidada. O que não é o caso da América Latina e principalmente do Brasil, onde é Líder de Mercado de Automóveis.

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