Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Lançamentos | 19/03/2016 | 11h00

Yamaha traz scooter à altura do líder de mercado

Montado em Manaus, N Max 160 vem em maio por R$ 11.390 com ABS de série

MÁRIO CURCIO, AB | De Mogi Guaçu (SP)

A Yamaha volta a atuar no segmento de scooters pequenos com o N Max 160, um modelo muito gostoso de pilotar. Equipado com motor de 15,1 cavalos, ele tem também freios a disco com ABS e preço sugerido de R$ 11.390, calibrado a partir de seu principal concorrente, o Honda PCX 150, líder do segmento, que parte de R$ 10.814. O lançamento da Yamaha chega à rede somente na primeira quinzena de maio.

“A procura estará dividida meio a meio entre homens e mulheres com renda mensal por volta de R$ 3,5 mil”, afirma o gerente de marketing Hélio Ninomiya. Segundo o executivo, o N Max também será procurado pelo grupo “das seis rodas”, formado por clientes que usam uma moto ou scooter para ir ao trabalho e pegam o carro nos fins de semana. Outro grupo é formado por quem já tem um scooter pequeno e procura algo maior.

Quem não tiver pressa poderá adquirir uma cota de consórcio, modalidade que vem ajudando o setor de motos a enfrentar períodos difíceis como o atual. No plano de 72 meses as parcelas são de R$ 227,58. O seguro sai por R$ 1.850 e pode ser dividido no cartão de crédito em 12 vezes de R$ 170.

O lançamento é montado em Manaus (AM) com peças trazidas da Ásia. A apresentação foi simultânea à da nova MT-03 (leia aqui). A Yamaha informa trabalhar para a nacionalização de componentes, especialmente itens plásticos, mas não revela exatamente o que “por ser uma informação estratégica”, diz o diretor de engenharia, Hilário Kobayashi. Esse mesmo argumento também costuma ser usado quando a quantidade de itens locais é muito baixa.

O fato é que, pela alta do dólar, a dependência de peças importadas virou um grande problema para este e outros fabricantes de motos, especialmente no caso de modelos de média e alta cilindradas e nos recém-lançados como o N Max, em que o motor e o conteúdo tecnológico vêm necessariamente do exterior.

TECNOLOGIA E PILOTAGEM

Como ocorre em regra com os scooters, o N Max 160 tem transmissão automática do tipo CVT, com polias variáveis, o que facilita muito a pilotagem. Seu motor monocilíndrico tem um sistema de variação na abertura das válvulas chamado VVA (Variable Valve Actuation). A partir de 6 mil rotações por minuto, as duas válvulas de admissão passam a ser acionadas por um terceiro ressalto, que aumenta o levantamento e tempo em que elas permanecem abertas. As duas válvulas de escape são sempre acionadas pelo mesmo came.

Yamaha
Pilotagem é fácil como em todo scooter atual. Não há trocas de marcha, basta acelerar e frear. Altura do assento e peso reduzido favorecem pessoas com 1,70 m ou menos. Painel informa até o momento de trocar a correia de transmissão, a cada 20 mil km. Sob o banco cabem alguns modelos de capacete e sobra espaço ao redor. Tanque comporta apenas 6,6 litros de gasolina (fotos: Mário Curcio)

O princípio do VVA é semelhante ao do sistema VTEC, aplicado nos carros da Honda. Ele permite ter bom torque em rotações baixas e mais potência em giros altos. Para redução de peso e atrito o cilindro do motor é feito de diasil, uma liga de alumínio e silício. A fixação do propulsor na estrutura do scooter é feita por um suporte com coxins capaz de reduzir vibrações e trancos em reacelerações.

No teste feito em um autódromo, o N Max foi bem previsível e entrava quente nas curvas, mas só uma avaliação em cidade poderá mostrar a verdade. O mesmo vale para as suspensões, que pareceram eficientes na pista. O quadro tubular criado pela Yamaha utiliza alguns reforços em forma de triângulo que reduzem torções e resultam num comportamento mais previsível.

Os freios dianteiro e traseiro têm atuação independente, não são interligados, mas foram bem eficientes no teste, tanto por causa do sistema antitravamento como pelos bons discos. As rodas têm 13 polegadas e utilizam pneus largos, 110/70 na frente e 130/70 atrás.

Entre as funções do painel existem hodômetros parciais (trip 1 e 2), hodômetros para troca de óleo e da correia de transmissão), consumo, relógio e marcador de combustível. A altura do assento (76,5 cm) e o peso reduzido (127 kg) facilitam a pilotagem por pessoas com 1,70 metro ou menos. O tanque de gasolina é suficiente apenas para a cidade porque comporta 6,6 litros. A Yamaha não informa consumo, mas imaginando razoáveis 35 km/l, o N Max terá menos de 250 km de autonomia.

Além do Honda PCX 150, o novato Yamaha enfrentará também o Dafra Cityclass 200, com tabela de R$ 10.990. Nenhum dos dois tem sistema ABS, apenas CBS, em que a atuação dos freios dianteiro e traseiro é combinada. O recurso até aumenta a segurança, mas não impede travamentos.



Tags: Yamaha, N Max 160, Honda, PCX, Dafra, Cityclass, niasil, ABS, CBS.

Comentários

  • Graco

    Não entendi o título da matéria "à altura do líder de mercado". Este scooter é mais moderno, mais potente, tem visual atual, freios ABS de série, luzes em led e tantos outros adjetivos que o colocam muito à frente do rival PCX da Honda. Merecia mais elogios e destaque.

  • PAULO

    Concordo com o Graco , Digno de nota os últimos lançamentos da Yamaha no mercado Brasileiro . apesar da crise que afeta todos a Yamaha vem mantendo sua política agressiva no Brasil. Lançando modelos atualizados e com muita tecnologia.

  • Eliozéas

    Todo lançamento é bem-vindo. No entanto, acho muito alto o preço. Por outro lado, deveria ter vindo com rodas de aros maiores, especialmente devido nossas ruas esburacadas. Eu uso o NEO, aro 16, vai bem na cidade. E o o troquei pelo PCX devido esse fator e o NMax tem aros uma polegada menor que o PCX.

  • Silvio

    O NMax é melhor em simplesmente todos os aspectos mecânicos e tecnológicos q o PCX, não tem como comparar, ABS, Disco nas duas rodas, válvulas variáveis, mais potência, mais torque. A única coisa q o PCX é melhor é no tamanho das rodas, porém o NMax equilibra o fato de ter roda 13 com o fato de serem muito mais largas (110 na frente e 130 na traseira).

  • Meirelles

    Concordo com o Sílvio, e ainda acredito que em breve teremos muitos outros modelos à nossa disposição e com preços bem menores. Estou esperando chegar no Brasil aquele scooter que tem uma cobertura com limpador de pára-brisas. Bom será que estou sonhando...

  • luis fernando

    De quem teve uma PCX por um ano e já rodou 1.500kms com uma N Max: a PCX é muito ruim de suspensão, se usar a calibragem de pneus recomendada pela fábrica e rodar em terreno irregular é quase impossível se segurar em cima dela. A N Max apesar de ter uma roda com uma polegada a menos é muito mais macia e agradável de rodar, não dá fim de curso nas suspensões como a PCX faz e o faz de uma maneira bem desconfortável. Desempenho da N Max em aceleração e frenagem é muito superior a PCX. Consumo é compatível, com médias em torno de 34km/l para ambas. A Honda agora oferece 3 anos de garantia, mas a PCX pra quem roda a maior parte em terreno que não seja uma mesa de bilhar é muito desconfortável, maltratante mesmo. E como tenho 1,86m de altura vivia batendo os joelhos no guidão da PCX, além de manter uma postura mais desconfortável. O guidão da N Max é mais alto e afastado. Nenhum arrependimento na troca, só tenho elogios a scooter.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência