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Ziegler: na volta, um País muito diferente
Ziegler: planos traçados até 2020 para tornar a Schaeffler mais enxuta competitiva na região sob seu comando (Fotos: Luis Prado)

Indústria | 04/03/2016 | 16h45

Ziegler: na volta, um País muito diferente

Presidente da Schaeffler América do Sul agora conhece o Brasil em crise

PEDRO KUTNEY, AB | De Sorocaba (SP)

Após trabalhar no Grupo Daimler por 35 anos em cinco países – incluindo a presidência da Mercedes-Benz do Brasil, onde administrou o maior programa de investimentos da companhia, de R$ 1,5 bilhão entre 2010 e 2013 –, Jürgen Ziegler retornou à Alemanha para iniciar carreira como consultor independente da indústria. Dois anos depois, contrariando suas expectativas, ele retornou em nova posição a um Brasil imerso na crise econômica, muito diferente do que havia conhecido.

Em abril de 2015, Ziegler assumiu a presidência da Schaeffler na América do Sul e agora mora em Sorocaba (SP), onde fica seu escritório, na única planta industrial da empresa alemã na região sob seu comando. Agora o executivo está do outro lado do balcão, daquele que vende componentes “Não imaginava voltar, nem nessa posição e muito menos com essa condição econômica do País. Mas me sinto confortável, tenho a vantagem de muitas vezes saber qual será a resposta do outro lado”, diz Ziegler, que trouxe um plano com objetivos traçados até 2020, “para tornar a companhia mais enxuta e competitiva”.

Depois de chegar e ficar quase um ano em silêncio, “porque não tinha muito a falar, precisava primeiro conhecer a situação para começar a agir”, Ziegler recebeu a equipe de Automotive Business para falar da nova fase da carreira e dos planos para a empresa.

- Esta é a versão completa da entrevista publicada na edição 37 da Revista Automotive Business; a versão eletrônica da publicação pode ser acessada aqui

AUTOMOTIVE BUSINESS – Quais as principais diferenças entre o País que o senhor deixou em 2013 e o que encontrou agora?
JÜRGEN ZIEGLER – O ambiente mudou completamente. Quando cheguei em 2010 [para presidir a Mercedes-Benz] a capa da [revista] The Economist mostrava que o Brasil iria voar alto. Quando voltei em 2015 a foto era outra. O que vejo é um País muito diferente em termos de economia e estabilidade política. Como consequência, vejo agora em toda a indústria um sentimento depressivo em relação ao futuro.

AB – Outra grande diferença é que por 35 anos no Grupo Daimler o senhor sempre esteve do lado comprador de peças, agora está à frente de um dos maiores fornecedores globais do setor, do lado de quem vende. Qual a grande diferença desses dois lados?
ZIEGLER – Claro que é diferente quando você está comprando ou se está vendendo. Mas é positivo porque conheço bem um desses lados, sei o que está acontecendo do lado dos fabricantes de veículos, das dificuldades, dos números do mercado e o que estão pensando. A vantagem é que, quando discutimos qualquer assunto aqui com minha equipe, posso sempre tentar antecipar o que será aceito como argumento válido ou não em negociações. Pessoalmente é bastante diferente a nova posição, pois falo com todas as montadoras, não apenas uma. Às vezes até sei as respostas que vou receber. A Schaeffler é um grande fornecedor dessa indústria e precisa atuar em linha com seus parceiros. Essa experiência ajuda a preparar melhor o time para interagir com os clientes nas novas parcerias que vão surgir. Mas me sinto bastante confortável agora.

AB – Como o senhor avalia o clima de negócios no setor automotivo brasileiro neste momento? O pior já passou ou ainda está por vir?
ZIEGLER – Este ano talvez não registre uma queda tão profunda quanto em 2015, mas não acredito que sem mudanças e incentivos existam motivos para que a indústria automotiva tenha desempenho diferente. Do ponto de vista da Schaeffler, nossa divisão industrial deve ter desempenho melhor por causa do amplo espectro de atividades, fornecemos para setores do agronegócio, energia eólica e eletricidade, há mais possibilidades. O aftermarket [reposição de autopeças] é o mais importante ponto de sustentação da divisão automotiva nesse momento [com a queda das compras das montadoras], os resultados de 2015 já foram muito melhores do que os de 2014. Outro segmento crítico para nosso sucesso são as exportações, as perspectivas são positivas, mas não é possível construir um plano de negócios baseado em uma taxa de câmbio que pode mudar em um par de meses ou anos. Levando em conta todos esses pontos, vejo que 2015 foi crítico e 2016 será um desafio.

AB – Muitos dizem que o mercado automotivo brasileiro tem grande potencial de crescimento por causa do baixo índice de motorização do País. Mas a renda da maioria da população ainda é baixa para comprar um automóvel. Após as sucessivas baixas das vendas nos últimos três anos, o senhor avalia que o mercado doméstico vai voltar a crescer?
ZIEGLER – Diria que não antes do meio para o fim de 2017 veremos alguma melhoria em comparação com o nível de hoje. Qualquer coisa além disso está mais para esperança do que algo concreto. Mas creio que o principal desafio para o Brasil não é ser o sexto, quinto ou quarto maior mercado automotivo do mundo. A questão crítica é tornar o País mais competitivo em relação a outros países. Medidas de incentivo ao consumo de curto prazo e linhas baratas de financiamento do Finame como tivemos no passado recente não são a solução. O País precisa agora de mudanças estruturais de longo prazo para criar uma base sólida para seu crescimento.

AB – Por falar em competitividade internacional, como o câmbio em torno de R$ 4 por dólar afeta os negócios? A Schaeffler no Brasil importa muitos componentes? A taxa cambial incentiva a nacionalização?
ZIEGLER – Temos hoje um índice médio de localização em torno de 75% nos componentes fabricados aqui, o que já é um nível bastante alto. Mas sim, estamos estudando possibilidades de nacionalizar novos componentes. Quando o dólar estava a R$ 3 compensava importar muita coisa da China, mas no momento, com a cotação acima de R$ 4, isso muda de figura e vários produtos entram na lista de nacionalização. O problema é que não basta apertar um botão e começar a fazer, é preciso acertar nas escolhas, pois o País continua com os mesmos problemas de antes que afetam sua competitividade, como altos custos trabalhistas, de infraestrutura e eletricidade, a única diferença de antes é a taxa de câmbio, o que nos deixa em uma situação delicada para tomar qualquer iniciativa de aumentar a localização. O que estamos fazendo é olhar para as obrigações do Inovar-Auto e mostrar aos nossos clientes como a Schaeffler pode ajudar, não só para elevar a nacionalização, mas também com soluções para melhorar a eficiência energética. A parte positiva disso é que pela primeira vez estamos ouvindo que eles também estão pensando em localizar mais itens, como uma transmissão ou partes de chassi e motores. Isso nunca esteve antes na agenda.

AB – Esse índice de 75% de localização pode ser aumentado?
ZIEGLER – Pode chegar ao máximo de 80%, mas no mercado de reposição esse porcentual é menor, pois o escopo é diferente, com mais peças importadas. Não vejo como aumentar o porcentual de nacionalização muito além disso nos próximos cinco anos, pois certos custos de investimento em plantas e equipamentos não justificariam a localização, pois a escala baixou. É preciso considerar que em 2010 falava-se em um mercado de quase 4 milhões de veículos/ano no futuro próximo que seria hoje, e agora falamos de uma década perdida antes de recuperar os mesmos volumes de 2013. É a realidade, infelizmente.



AB – Como se divide o faturamento da Schaeffler no Brasil?
ZIEGLER – Em torno de 75% do faturamento estão concentrados na divisão automotiva e os 25% restantes na unidade industrial. Isso acontece aqui e o porcentual é muito parecido no balanço global da companhia. O que muda bastante no Brasil é que a parcela das vendas do aftermarket é bastante alta, representa 40% da fatia de 75% dos negócios automotivos. Já as exportações atingiram no ano passado perto de 20% das receitas totais. São vendas intercompanhia que fazemos para 25 a 30 plantas da Schaeffler em todo o mundo, incluindo Alemanha, outras localidades na Europa e Índia.

AB – As exportações da Schaeffler a partir do Brasil estão aumentando?
ZIEGLER – Estão crescendo bastante. Em 2015 houve expansão de 45% nas vendas externas em euros em relação a 2014, ficou muito acima do que tínhamos planejado. Mas isso não aconteceu porque somos mais competitivos do que antes, a taxa de câmbio teve papel fundamental nesse resultado. Devemos continuar avançando este ano também, mas não com porcentual tão elevado.

AB – Se colocarmos a taxa de câmbio de um lado e do outro a política industrial do governo, o Inovar-Auto, o que ajudou mais a aumentar as oportunidades de fornecimento da Schaeffler no Brasil?
ZIEGLER – Para os fornecedores no Brasil o Inovar-Auto definitivamente teve mais efeito [do que o câmbio]. Os programas globais de lançamentos das fabricantes de veículos e a necessidade de localizar mais componentes são os fatores que estão guiando o negócio. Em nossa estratégia de crescimento consideramos que o Inovar-Auto abre oportunidades de fornecer para novos projetos, não só das quatro grandes montadoras, mas também das outras que estão crescendo e ganhando market share, pois também precisam de fornecedores locais.

AB – Qual a situação da base de fornecedores da Schaeffler no Brasil?
ZIEGLER – Essa é uma das nossas maiores preocupações. Para uma empresa como a nossa, com ampla gama de produtos, linhas de produção e engenharia atuante, a fraqueza dos fornecedores é o ponto mais crítico a enfrentar, todo o resto é administrável. Vemos que toda a cadeia de fornecedores da indústria automotiva está sofrendo com a crise econômica e a forte retração das vendas. Tivemos de adotar programas para ajudar nossos fornecedores. Junto com o time de compras desenvolvemos uma metodologia para identificar possíveis problemas, temos um mapa onde avaliamos a situação de cada empresa em escalas, como “muito crítico”, “crítico”, “administrável” ou “OK”, assim podemos orientar nosso auxílio de acordo com a necessidade, tanto do ponto de vista financeiro como de questões de qualidade. Temos atualmente 250 fornecedores ativos, mas a base cadastrada passa de mil.

AB – Existem muitos problemas de qualidade?
ZIEGLER – Sim, existem, mas a crise reduziu proporcionalmente esses problemas. O fato é que se o mercado voltasse a crescer agora teríamos muitos mais problemas, os mesmos que tínhamos em 2010. Esta é uma séria barreira para o desenvolvimento futuro da indústria no País. Mas agora a questão é de sobrevivência.

AB – Como o senhor avalia a evolução tecnológica dos veículos fabricados no Brasil e suas autopeças em comparação com o resto do mundo?
ZIEGLER – É uma evolução bastante gradual. Por exemplo, mais de 90% dos carros feitos aqui usam câmbio manual, ao contrário do que vemos como tendência mundial nos Estados Unidos ou na Europa, onde as transmissões automáticas são maioria. Mas existem avanços, a indústria terá de investir em mais eficiência energética, por causa das obrigações do Inovar-Auto e outras restrições legais. Ao mesmo tempo, sistemas que trazem mais segurança, conforto e tecnologia estão na mira dos consumidores, como câmera de ré ou conectividade, por isso tudo isso está na agenda. Também deve acontecer um aumento da eletrificação dos veículos. A Schaeffler tem muito a oferecer nesse cenário, é uma companhia com amplo portfólio, registramos mais de 2,5 mil patentes por ano em todo o mundo (são 20 mil já registradas ao todo), é a segunda companhia global em patentes. Isso nos diz que investimos fortemente em pesquisa e desenvolvimento, é onde a empresa tem suas raízes. O que procuramos no momento é estar engajados em programas mundiais de desenvolvimento de tecnologia.

AB – Caso exista demanda, a Schaeffler teria condições de produzir aqui componentes com o mesmo grau de sofisticação tecnológica que vemos fora do Brasil, como na Europa e nos Estados Unidos?
ZIEGLER – Com certeza sim. A capacidade existe, mas seria necessário fazer grandes investimentos para atingir o mesmo nível de custos. Vou dar um exemplo: em um projeto recente, fornecemos tecnologia global para dois de nossos clientes e fizemos ajustes aqui de acordo com as necessidades de custo de cada carro. Podemos nos beneficiar de todo portfólio global de soluções tecnológicas da Schaeffler e adaptar ao mercado local. Temos [na planta de Sorocaba] um time de cerca de 150 engenheiros de aplicação dedicado a isso – é um de nossos pontos fortes no País. Faremos o mesmo com diversos dos produtos que iremos a fornecer no Brasil assim que a oportunidade surgir, como rolamentos de roda de terceira geração, novas alavancas de câmbio, embreagens elétricas, rolamentos de baixa fricção para aumentar a eficiência, sistemas de desacoplamento do motor e transmissão para economia de combustível, tudo isso está a caminho.

AB – Existe a possibilidade de fabricar transmissões automáticas no Brasil?
ZIEGLER – É possível, mas não com a demanda atual do mercado local, onde 90% dos carros usam câmbio manual, e nossas perspectivas apontam que deve continuar assim pelos próximos 10 anos. Para valer a pena fazer aqui seria necessário fornecer muitos milhares de unidades para compensar o investimento.

AB – Qual o faturamento regional da Schaeffler na América do Sul e quanto significa para o faturamento global do grupo?
ZIEGLER – São € 500 milhões dentro do faturamento global de € 12 bilhões.

AB – O grupo mudou a configuração de suas divisões globais há cerca de dois anos e desde então as unidades da companhia na América do Sul são parte da divisão Américas, com sede nos Estados Unidos. O que isso muda para as operações sul-americanas e brasileiras?
ZIEGLER – A diferença mais óbvia é a cultural, os alemães são mais disciplinados, os americanos mais competitivos. A cultura brasileira é adaptativa. Durante quase 60 anos de operações da Schaeffler no Brasil, os brasileiros da companhia tiveram uma relação muito próxima com a Alemanha e agora temos de administrar a mudança para o relacionamento mais próximo com a divisão Américas. É uma mudança cultural que afeta a forma de pensar e agir das pessoas, é preciso se adaptar ao novo formato, mas de resto tudo é bastante administrável.

AB – Hoje o senhor fala mais com a divisão nos Estados Unidos ou na Alemanha?
ZIEGLER – Mais com os Estados Unidos, mas é um processo de mudança em que a agenda está migrando gradualmente. A engenharia continua a ter uma relação mais próxima da Alemanha, porque as principais tecnologias que usamos aqui vêm de lá. Em termos financeiros a conversa fica mais concentrada na divisão Américas.



AB – Como o senhor classifica sua gestão na Schaeffler América do Sul e Brasil até agora? Quais foram os principais desafios e quais outros espera encarar?
ZIEGLER – Em 2015 eu integrei uma nova administração para dirigir esta unidade na América do Sul. Quando cheguei muitos da administração anterior estavam de saída e então o primeiro desafio foi colocar a uma nova diretoria no lugar. O segundo desafio, que ainda está em curso, é preparar a empresa para o futuro. Não é segredo que estamos fazendo muitas reestruturações para remodelar a empresa e deixa-la mais enxuta. A maior parte desse processo já foi feito e os próximos passos estão sendo dados. O terceiro desafio é o desenvolvimento do Road Map Schaeffler South America 2020, com 20 a 25 iniciativas que envolvem o planejamento do que vamos fazer aqui [até a virada da década]. Cerca de 15 dessas iniciativas dizem respeito às perspectivas do mercado e seu crescimento, portfólio de produtos e o que queremos fazer. Os demais pontos se referem à reestruturação para tornar a empresa mais enxuta, rápida e adequada ao mercado. Mas não gosto de falar apenas em reestruturação porque pode parecer que estávamos em uma má situação, não é o caso, encontrei a companhia em razoável boa forma, mas não o suficiente para o futuro. É nisso que estamos trabalhando agora. Lançamos o programa que chamamos de 10 princípios para uma organização de alto desempenho. Mudamos o foco para as pessoas, porque traçar planos estratégicos e o que precisa ser feito é uma parte do processo, tudo isso precisa ser acompanhado pelo comprometimento e motivação da equipe, por isso lançamos a comunicação desse programa para todos os empregados, incluindo o chão de fábrica. Precisamos transmitir as expectativas da empresa, mas também saber o que os funcionários pensam.

AB – O número de empregados da planta de Sorocaba foi reduzido desde a sua chegada?
ZIEGLER – Sim, cerca de 10%. Temos áreas trabalhando em três turnos, outras em dois e outras em apenas um, principalmente na linha de componentes para veículos pesados, onde as vendas caíram mais. O mercado mudou, é o cenário que temos agora.

AB – Muito tem se falado em Indústria 4.0: a Schaeffler aplica esses conceitos em suas linhas de produção no Brasil?
ZIEGLER – Não ainda. O que a Schaeffler está fazendo agora é indicar pessoas altamente qualificadas para dirigir esses projetos de digitalização, mas o que temos no momento são alguns fragmentos desse processo, como o monitoramento à distância de alguns componentes que fabricamos. Essa é uma discussão que está chegando agora na Alemanha e Europa e as empresas devem avaliar o que faz realmente sentido para o negócio delas. Para o Brasil ainda é muito cedo discutir isso, no ambiente de crise que vivemos estamos mais focados no que precisamos fazer agora para atingir as metas do planejamento 2020. Mas claro que do ponto de vista global a indústria 4.0 é um objetivo estratégico para a Schaeffler.

AB – A indústria 4.0 traz vantagens de redução de custos de mão de obra?
ZIEGLER – Sim e não. Isso porque se reduz a necessidade de mão de obra na linha de produção, mas outras qualificações são necessárias, mais engenheiros e especialistas que saibam lidar com processos mais complexos. Muda-se a maneira de produzir, mas isso não torna a fábrica menor ou maior, será uma fábrica diferente.

AB – Quando o senhor deixou o Brasil em 2013 e voltou à Alemanha, tinha em mente que retornaria?
ZIEGLER – Não. Eu gostei bastante desse último ano que passei na Alemanha, continuei a trabalhar na indústria automotiva fazendo consultoria, é um mundo diferente, mas não estava nos planos retornar ao Brasil, não tão rápido e nem nesse ambiente atual. Mas quando a oportunidade apareceu foi natural, já que passei 20 anos da minha carreira [no Grupo Daimler] trabalhando fora do meu país. Falei com minha esposa, que já está acostumada a isso também, seria um outro país e um outro desafio, e ela disse “por que não?”. Então estamos aqui.



Tags: Jürgen Ziegler, Schaeffler, entrevista, indústria, autopeças.

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