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Metalúrgicos da Chery entram em greve por tempo indeterminado
Trabalhadores da Chery decidem por greve em Jacareí

Trabalho | 26/02/2016 | 18h01

Metalúrgicos da Chery entram em greve por tempo indeterminado

Protesto contra 40 demissões pode atrasar produção de New QQ

SUELI REIS, AB

Os metalúrgicos da fábrica da Chery localizada em Jacareí (SP) decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado após assembleia realizada na manhã de sexta-feira, 26. O sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e Região informa que a ação é um protesto contra a demissão de 40 funcionários da empresa BMS, que prestava serviços de logística à montadora e cujo contrato entre ambas foi rescindido na quinta-feira, 25.

Segundo o diretor do sindicato, Guirá Borba de Godoy Guimarães, os trabalhadores demitidos eram responsáveis pela separação das autopeças e pela alimentação da linha de produção.

“Há cerca de um ano estamos negociando com a Chery a ‘desterceirização’, ou seja, a incorporação desses trabalhadores das áreas de logística e manuseio ao quadro de funcionários diretos da empresa. Por se tratarem de setores que exercem atividades fim dentro da empresa, esta terceirização é proibida pela lei trabalhista. Fomos pegos de surpresa com estas demissões, uma vez que já estava marcada uma reunião com a diretoria da fábrica na próxima terça-feira [1º] para debater este assunto”, afirma.

Por sua vez, a Chery, por meio de comunicado, ao lamentar a demissão informa que não tem responsabilidade sobre a decisão da BMS e que “nunca se comprometeu com o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos a contratar funcionários de empresas terceirizadas”.

“A Chery pretende iniciar em março a produção do New QQ, porém, com a possibilidade de greve por tempo indeterminado, a empresa teme que o cronograma tenha que ser atrasado”, admite a montadora acrescentando que a greve do ano passado (março/abril) também afetou a produção do Celer, único modelo produzido pela companhia até agora em Jacareí. Antes da greve, a unidade estava trabalhando com uma média de 25 unidades montadas por dia desde janeiro.

Para Guirá, “a intenção da greve é garantir o emprego desses pais de família e não de atrasar a produção e os planos da montadora”, reforça. “Demitir 40 funcionários em uma fábrica com mais de 1 mil empregados pode parecer pouco, proporcionalmente, mas esta situação em uma empresa nova e enxuta com 400 trabalhadores, dos quais metade é da produção, tem um efeito muito maior. Se a Chery quiser introduzir mais modelos na linha de produção, ela vai ter que admitir mais empregados e nada mais justo empregar quem já sabe fazer o trabalho. Deslocar funcionários que já são da produção para esta função sobrecarregaria estas pessoas, o que seria uma atitude cruel”.

Segundo o diretor do sindicato, a reunião com representantes da Chery está mantida para a próxima terça-feira, dia 1º, às 15h para discutir a questão da greve e dos funcionários terceirizados.



Tags: Chery, greve, sindicato, metalúrgicos, demissões, terceirizados.

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