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Peugeot espera voltar a crescer no Brasil
Ana Theresa Borsari, de volta ao Brasil para conduzir a Peugeot em novo posicionamento

Mercado | 20/01/2016 | 17h14

Peugeot espera voltar a crescer no Brasil

Após reestruturação, marca projeta retomar vendas em 2016

PEDRO KUTNEY, AB

Quando deixou a direção de marketing da Peugeot do Brasil para trabalhar na sede da empresa na França, em 2010, Ana Theresa Borsari via uma marca bem estabelecida no mercado brasileiro e o horizonte era de crescimento. Seis anos depois, no fim de 2015 ela voltou para ser a primeira brasileira (e mulher) a assumir a direção geral da Peugeot no País, mas em momento oposto, após três anos de quedas substanciais de vendas e um forte processo de reestruturação que cortou custos, empregos e reformulou por completo os produtos e concessionários da marca.

“O cenário da economia e do setor automotivo aqui nos próximos meses e anos não é bom. Mas estamos melhor preparados para enfrentar a situação, porque entramos nessa batalha com as melhores armas possíveis. Hoje temos a gama mais moderna e jovem da nossa história. Além disso fizemos uma grande reestruturação da rede, o que nos permite ter um modelo de negócio rentável. Por isso temos chances de voltar a crescer”, afirma Ana Theresa, três meses após assumir seu novo posto nos escritórios da PSA Peugeot Citroën em São Paulo.

As vendas da Peugeot no Brasil caíram 20% em 2013, 30% em 2014 e 34% em 2015 (sempre na comparação com o ano anterior). Com isso, perdeu participação, que caiu para apenas 1% no ano passado e empurrou a marca para a 13ª posição entre as mais vendidas no País, com 26,7 mil unidades emplacadas. A perda de volumes e market share já era esperada, é atribuída ao reposicionamento de produtos da Peugeot, que deixou de produzir carros no segmento de entrada, onde se concentram algo como 60% dos negócios no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, houve profundas mudanças na rede, com fechamento de concessionárias e abertura de outras, com novos grupos empresariais, para trabalhar sob novo conceito, tentando trazer a Peugeot para o lado premium do balcão.

Uma das ações para aumentar a eficiência dos pontos de venda é a adoção no Brasil, como já acontece na Europa, do modelo “Y”, em que lojas das duas marcas do grupo PSA, Peugeot e Citroën, ficam lado a lado e compartilham o mesmo setor administrativo e oficinas. Essa solução já começa a ser vista este ano em cidades brasileiras e esta semana será inaugurada uma concessionária no Rio de Janeiro com a nova configuração, que sintomaticamente pertence ao Grupo SHC, do empresário Sérgio Habib, que já foi presidente da Citroën no País e construiu a imagem premium da marca por aqui.

“Esse é um modelo já uma realidade mundial no grupo, para utilizar a sinergia de custos de estrutura. Nos locais onde essa estratégia for viável vamos fazer”, diz Ana Theresa.

RECUPERAÇÃO

Nesse intervalo de ações dos últimos anos, contudo, perderam-se muitas vendas, com o objetivo de, mais adiante, recuperar rentabilidade e eficiência dos negócios. Ana Theresa destaca que ainda deve levar algum tempo para começar a aproveitar o restabelecimento da saúde da Peugeot após tantos remédios amargos, mas no horizonte ela já enxerga a volta do crescimento.

“Hoje temos uma gama premium que entrega qualidade diferenciada a nossos clientes, por isso tenho certeza que a nossa retomada de participação de mercado vai acabar acontecendo. A perspectiva da marca para este ano é de crescimento, mesmo nesse cenário difícil, porque temos produtos novos, recém-lançados, estamos na fase de construção de volumes desses modelos”, diz a executiva.

Veja abaixo a entrevista exclusiva de Ana Theresa Borsari a ABTV:



Tags: Peugeot, mercado, reestruturação, vendas, projeção.

Comentários

  • roberto

    Seria bom a peugeot começar a tentar tratar melhor os clientes no pós venda. Os preços exorbitantes nas concessionárias em parte de serviços e peças de reposição afastam as pessoas. Também a questão de responsabilidade e resolução de defeitos em carros na garantia. O consumidor não visa só satisfação no uso do veículo, mas também na hora que ele tem um problema e é atendido sem assalto a mão armada nos preços e que o problema seja sanado adequadamente. Sou proprietário de peugeot a anos e nunca voltei a uma concessionária pra manutenção ou compra de peças. Sempre consegui peças originais em mercado paralelo e levo meu carro a mecânicas especializadas na marca que dão um show de conhecimento e de técnica nos mecânicos das concessionárias. E cobram muitas vezes bemmmm menos que na concessionaria.

  • Renato Lima

    O meu primeiro carro foi um Peugeot 206, já estou no segundo carro, atualmente tenho um Peugeot 208 Griffe branco perolizado lindo, cheio de tecnologia. O carro é espetacular todos que andam nele ficam encantados a Peugeot e a Citroen estão muito acima das marcas convencionais que estão a tantos anos no brasil. Estou muito feliz e satisfeito com meu Peugeot 208 e com certeza o meu próximo automóvel será outro Peugeot. Desejo toda a sorte a Ana Theresa Borsari neste desafio de chefiar uma montadora gigante como a Peugeot, meus parabéns. Atenciosamente Renato.

  • Rodney

    Emplaca não.

  • TIAGO CARMINATI

    A Peugeot esta muito acima de qualquer marca, hoje é o melhor custo e beneficio aplicado no mercado sem falar na proposta comercial que ela oferece que é muito bom, condicoes de compra muito melhores que da concorrencia, em relacao em custo de manutencao a Peugeot nao é mais cara e tambem nao a mais barata, mais é o valor mais justo a se pagar se considerarmos o produto e toda tecnologia embarcada que o carro oferece pois eu tenho um 208 allure 1.5 2016 e fiz a primeira revisao que custa 320,00 sendo que temos carros 1.0 no mercado que a revisao é mais cara que esta e sem falar que plano de revisao é fixo e periodo de 1 ano ou 10000 km tem marca que a revisao é cada 6 meses, concluo dizendo PEUGEOT melhor custo e benefico, nao adianta querer tomar coca cola com preco de tubaina, quer andar com carro premium vai ter tratamento de carro premium.

  • sueli

    Eu tenho um peugeot 207 não tenho do que reclamar, é um carro muito acima das marcas equivalentes, o conforto em dirigir é fenomenal. E ainda conta com rodas de liga leve,freios ABS,air bage, direção hidraulica. Dizem que a manutenção é esorbitante, mas coparando com os carros dos colegas não tanta diferença. Quando for trocar nao tenho outra escolha será novamente a mesma marca.

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