Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Trabalho | 19/01/2016 | 15h15

Metalúrgicos da GM rejeitam nova proposta e mantêm greve em São José

Funcionários querem R$ 6,4 mil em 2ª parte de PLR; montadora oferece R$ 5 mil

REDAÇÃO AB

Os metalúrgicos da fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos (SP) rejeitaram na manhã da terça-feira, 19, a nova proposta apresentada pela montadora para a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2015) no valor de R$ 5 mil. Com isso, os trabalhadores decidiram manter por tempo indeterminado a greve da unidade iniciada na segunda-feira, 18 (leia aqui).

“O valor mínimo aceitável é R$ 6.405, que equivale a 86% da tabela que nós temos há dois anos”, disse o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

A greve que completou 24 horas paralisa 100% das operações da unidade onde são fabricados os modelos Trailblazer e a picape S10, além de motores e transmissões. A unidade emprega cerca de 4,8 mil funcionários, dos quais 600 estão em layoff até 31 de janeiro.

Na primeira proposta apresentada pela GM em uma reunião ocorrida no último dia 11, a montadora ofereceu R$ 4.250, valor rejeitado pelos funcionários dando início à greve. Após nova rodada de negociação com o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, a empresa subiu a proposta para R$ 5 mil e antecipação da primeira parcela do 13º salário.

“O 13º salário é um direito, o que estamos discutindo agora é a PLR. Mas se a empresa tem dinheiro para antecipar o 13º, tem para pagar uma PLR maior”, disse Macapá durante a assembleia realizada pela manhã. O sindicato vai propor à GM uma nova rodada de negociações para ocorrer ainda nesta terça-feira.

A GM também não pagou a segunda parcela da PLR para os empregados da fábrica de São Caetano do Sul (SP) e Gravataí (RS). Na unidade do ABC Paulista, os trabalhadores protocolaram aviso de greve na terça-feira, 19, após rejeitarem a proposta da empresa para o pagamento da segunda parcela da PLR 2015 no valor de R$ 3,5 mil.

Em comunicado, o sindicato dos metalúrgicos de São Caetano do Sul informa que se em 48 horas não houver resposta da montadora, os funcionários entrarão em greve por tempo indeterminado.



Tags: Greve, metalúrgicos, General Motors, GM, PLR.

Comentários

  • Marcelo Agnuspoulin

    Parabéns pela reportagem, apenas entendo que levanta uma questão que sempre está muito oculta pelas montadoras, ou seja, se a GM está negociando o pagamento de participação nos lucros, é porque deve ter tido lucro. Então a meu ver faltou na reportagem, demonstrar o lucro dessa montadora, ou pela menos mencionar que teve lucro, pois as montadoras de veículos no Brasil vivem dizendo que estão tendo prejuízos, quando sabemos que, na verdade, elas tem elevados lucros no país, e que os prejuízos objetos de reclamação por parte delas, é devido considerarem a América do Sul nesta contabilização, não fosse assim, marcas como Audi e BMW, não estariam vindo se instalar no país recentemente. Ocorre também que essas montadoras sempre possuem um braço financeiro (Banco) parceiro, que lhes proporciona vultoso lucro, o que nunca é contabilizado.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência