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Definição sobre obrigatoriedade do ESC sai ainda em 2015

Legislação | 09/12/2015 | 17h00

Definição sobre obrigatoriedade do ESC sai ainda em 2015

AEA quer prazo de ao menos 5 anos para a indústria se adequar

GIOVANNA RIATO, AB

O ESC, sistema de controle eletrônico de estabilidade, está perto de se tornar item obrigatório nos carros vendidos no Brasil. A informação foi confirmada por Edson Orikassa, presidente da AEA, Associação de Engenharia Automotiva, e gerente de engenharia de produto da Toyota. Ele acredita que o assunto deve ser regulamentado antes do fim de 2015. “Sugerimos prazo de cinco a sete anos para a implementação em 100% dos carros vendidos no País”, conta.

Segundo ele, este é o tempo necessário para a adaptação dos projetos, incluindo o ESC em automóveis que hoje ainda não contam com o sistema. Dessa maneira, a chegada da tecnologia aconteceria de forma gradativa. O executivo faz um paralelo com o início de 2014, quando se tornou compulsória a oferta de airbag duplo frontal e freios ABS. Orikassa estima que atualmente o sistema de controle de estabilidade esteja presente em apenas 5% a 10% dos veículos vendidos no Brasil.

A AEA foi responsável por fazer a proposta técnica da obrigatoriedade do ESC para o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito. Para a entidade, a tecnologia seria uma ferramenta importante para que o Brasil reduzisse acidentes com mortes nas estradas. “Essa é a década da segurança veicular da ONU e o País já foi cobrado por não ter registrado bons resultados”, lembra.

Além da pressão internacional, há um movimento local pela adoção do ESP em larga escala. No início de novembro a Proteste, associação de defesa do consumidor, lançou a campanha Carro sob Controle com o objetivo de tornar o sistema obrigatório no Brasil (leia aqui). Além disso, o Latin NCAP, programa que avalia a segurança de carros novos vendidos na América Latina e Caribe, vai atualizar seu protocolo no próximo ano, só garantindo nota máxima em segurança para os automóveis equipados com o controle eletrônico de estabilidade (leia aqui). Para ganhar as almejadas cinco estrelas, os carros terão também de apresentar bom desempenho em outros aspectos avaliados, como nos testes de impacto frontal, lateral e contra poste.

EVOLUÇÃO EM SEGURANÇA

Orikassa estima que o ESC tem custo adicional para o consumidor de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Ele diz, no entanto, que o impacto da inclusão do dispositivo no preço do carro será menor do que o registrado quando a indústria teve de oferecer airbags e freios ABS. O executivo acredita que tornar obrigatório o controle eletrônico de estabilidade é um caminho essencial para aumentar a segurança. “Este é um item pelo qual a maior parte dos consumidores não paga mais para ter se for opcional. A partir do momento em que todas as empresas precisam oferecer de série, fica mais fácil. Nenhuma montadora vai sair em desvantagem”, analisa.

Para o presidente da AEA, os próximos passos para tornar o carro brasileiro mais seguro são exigir itens para reduzir os danos de impactos laterais, como proteção para as portas e airbags laterais. Em seguida, ele acredita que é o momento de olhar com mais cuidado para a segurança do pedestre. Orikassa sugere a adoção de medidas para tornar o capô do veículo menos rígido com, por exemplo, um distanciamento sutil entre a tampa e o motor. Dessa forma, em caso de atropelamento, os danos ao pedestre tendem a ser menores, com melhor absorção do impacto.



Tags: ESC, controle eletrônico de estabilidade, tecnologia, AEA, legislação.

Comentários

  • Sergio Uechi

    Veículos com boas avaliações do Latin NCAP deveriam ser beneficiados pelas seguradoras com a redução dos valores do seguro, uma vez que a tecnologia ajuda a prevenir acidentes e no caso dessa ocorrência, menores danos aos passageiros. Essa redução dos valores do seguro seria um importante apelo de marketing das montadoras e criaria um círculo virtuoso na busca de melhores práticas de segurança.

  • Ricardo

    Sérgio Uechi, excelente proposta. Teria como levar ao conhecimento da FENASEG?

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