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Mercado | 03/12/2015 | 17h55

Anfir quer definição de taxas de juros em 12% a.a.

Entidade defende antecipação de condições para retomada em 2016

REDAÇÃO AB

Diante da iminente queda de 45% das vendas de implementos rodoviários em 2015, a associação do setor, Anfir, defende a definição antecipada das taxas de juros e demais condições de financiamento para o segmento em 2016.

“A indústria poderia se recuperar com o Finame-TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) na qual o BNDES empresta os recursos cobrando spread que historicamente fica próximo a 1% ao ano, além da taxa de intermediação dos agentes financeiros que pode ser de até 4% ao ano”, explica o presidente da entidade, Alcides Braga. “Dessa forma a taxa anualizada ficaria ao redor de 12% ao ano”, acrescenta.

- Veja aqui os dados da Anfir.

Segundo Braga, a maior parte dos recursos do Finame calculado pelo TJLP tem origem no FAT (Fundo de Ampara ao Trabalhador). “Isso significa que a verba já existe e na prática não representaria subsídios por parte do governo”, argumenta. O executivo afirma ainda que se o BNDES financiar entre 80% e 90% do bem para pequenas e médias empresas e entre 70% e 80% para as companhias de grande porte os negócios deverão retomar à normalidade de forma gradativa.

Por outro lado, o executivo recorda que o convênio assinado entre Anfir e Caixa Econômica Federal durante a última Fenatran (leia aqui) pode dar mais fôlego financeiro às empresas. No contrato o banco oferecerá linhas de capital de giro para antecipação de contratos com fornecedores além de oferecer condições especiais para pagamento das despesas relacionadas ao 13º salário das empresas associadas. Ambas as ofertas têm condições especiais de taxas de juros.

“Esse suporte da Caixa com taxa de juros diferenciada representa na prática um apoio importante para a indústria no momento atual”, afirma Braga.

BALANÇO

O mercado de implementos rodoviários de 2015 já é 43,5% menor que o de 2014, considerando os dados do acumulado de janeiro a novembro, quando a indústria entregou 81,7 mil unidades contra as 144,9 mil de um ano antes. “Infelizmente a previsão de queda de aproximadamente 45% deverá ser cumprida”, avalia Braga.

A retração ocorre tanto no segmento leve quanto pesado: no de reboques e semirreboques a retração é de 47% com o emplacamento de 27,2 mil carretas enquanto que no de carrocerias sobre chassis a queda acumulada chega a 41,6% com a venda de 54,5 mil unidades.

As denominadas oportunidades de negócios geradas para o setor durante da Fenatran podem de alguma forma frear a tendência de queda para os resultados do ano que finda. A Anfir registrou 5,7 mil interessados em comprar implementos durante os cinco dias da feira.

“Se essas vendas forem concluídas ainda em 2015 elas poderão reduzir o impacto da queda. Mas pela natureza da venda de implementos rodoviários é provável que a maioria desses negócios entre nas estatísticas somente em 2016”, estima o diretor executivo da entidade, Mario Rinaldi.



Tags: Anfir, implementos rodoviários, taxa de juros, BNDES, Fenatran, Caixa Econômica, Alcides Braga.

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