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Balanço | 03/12/2015 | 16h16

Vendas de cotas de consórcios ficam estáveis para veículos

Volume de 1,73 milhão de unidades até outubro incluem leves, pesados e motos

REDAÇÃO AB

As vendas de novas cotas de consórcio para o setor de veículos chegaram a 1,73 milhão de unidades entre janeiro e outubro, volume considerado estável quando comparado ao de 1,72 milhão de novas cotas registradas em mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, 3, pela Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios.

Apesar da estabilidade no volume de novos consorciados, as contemplações (quando o consorciado recebe a carta de crédito e tem a chance de adquirir o bem), o número total de participantes ativos e a disponibilidade de crédito encerraram o período com crescimento indicando o aumento do interesse do consumidor para com a modalidade.

“Se as dificuldades parecem intermináveis para muitos, especialmente para os endividados, para outros talvez seja a melhor ocasião para projetar os próximos anos ao equilibrar receita e despesa, praticando o consumo responsável com vistas à aquisição de veículo ou imóvel, ou até mesmo a realização de outros projetos por meio do consórcio”, afirma Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac.

No segmento leve, que considera automóveis e comerciais leves, houve aumento de 12% das vendas de novas cotas até outubro em comparação com o mesmo acumulado de 2014, para 794 mil unidades, enquanto pesados, caminhões e ônibus, registraram alta de 10,6%, para 42,6 mil novos consorciados no período. Os dois índices positivos ajudaram o setor a registrar estabilidade nas vendas de cotas para o acumulado, apesar de o segmento de duas rodas ter anotado queda de 8,6%, para pouco mais de 890,6 mil unidades.

O número total de participantes ativos e regulares para o setor de veículos teve leve crescimento de 1,1% em, para 6,27 milhões de consorciados cadastrados até outubro, volume também impulsionado pelos segmentos de leves e pesados, com crescimento de 7,5% e 4,7% respectivamente, para 3,15 milhões e 273 mil consorciados ativos.

O valor do tíquete médio caiu 2,4% para veículos leves ao atingir R$ 41 mil, e 22% para motocicletas ao chegar a R$ 8,5 mil. Em veículos pesados, cujo valor agregado é maior, o tíquete médio ficou estável em R$ 155,6 mil.

PERSPECTIVAS 2016

Segundo a Abac, a instabilidade econômica, confirmada pela queda de 1,7% no terceiro trimestre e ratificada pelo encolhimento do PIB em 5,8%, ainda sem perspectiva de reversão, não permite que seja feita uma projeção positiva para consórcios em 2016.

“Desta forma, estimamos que, se os consórcios repetirem o mesmo desempenho ocorrido neste ano já será um ganho para todos, inclusive para os demais elos da cadeia produtiva”, explica Rossi. “O amadurecimento das atitudes do consumidor, que tem feito do consórcio uma espécie de poupança com objetivo definido, permite esperar pequenas variações, ora positiva ora negativa, resultando, na média, em estabilidade para os indicadores da modalidade.”



Tags: Consórcio, Abac, cotas.

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