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Subaru espera mais um ano desafiador em 2016

Negócios | 30/11/2015 | 18h40

Subaru espera mais um ano desafiador em 2016

Marca quer chegar a 20 concessionárias e alcançar 2,4 mil emplacamentos

GIOVANNA RIATO, AB

A Subaru, marca japonesa representada no Brasil pelo Grupo Caoa, admite que 2015 tem sido um ano difícil, mas não espera cenário muito diferente para 2016. “Não temos elementos para acreditar em uma melhora”, avalia Flávio Padovan, diretor geral da marca no Brasil. Ainda assim, o objetivo do executivo é seguir liderando o crescimento orgânico da marca no País, com a expansão da rede de concessionárias, consolidação do portfólio de produtos e ações de comunicação e divulgação.

As novidades mais recentes são as novas gerações do Legacy e do Outback, que devem acrescentar 30 a 40 unidades às vendas mensais da marca japonesa. O sedã e o SUV chegam às concessionárias em dezembro e complementam o portfólio que agora soma oito modelos. Mais do que recursos tecnológicos de conectividade ou assistência à direção, os carros da marca apelam para a tradição de qualidade e confiabilidade. Com posicionamento premium, os preços dos modelos Subaru começam em R$ 99,9 mil para o Impreza e chegam a R$ 196,9 mil com o WRX STI.

A variedade é mais do que suficiente para abastecer as 12 concessionárias da marca espalhadas pelo Brasil – até 2014 eram apenas 9. Das revendas, 10 são à Caoa e apenas duas pertencem a grupos independentes, a de Brasília (DF) e a de Curitiba (PR). O objetivo é avançar para 20 casas em 2016. Com isso, a empresa deve encerrar 2015 com alta de 55% na comparação com o ano passado, para 1,7 mil carros. Outro salto está previsto para o próximo ano, de 41,1% para 2,4 mil emplacamentos.

CRESCIMENTO MENOR

Apesar de expressivo, o crescimento é menor do que o projeto pela empresa inicialmente. Em julho Padovan disse que a meta era dobrar as vendas (leia aqui), mas nem mesmo a ofensiva da Subaru no mercado local conseguiu contornar as dificuldades econômicas. “O dólar subiu muito e o cenário mudou”, reconhece o executivo. Diante disso, ele negocia preços menores com a matriz japonesa da companhia, que produz os carros vendidos no Brasil. O objetivo não é comprar por preço menor lá para fazer promoções no mercado nacional, mas sim melhorar as margens, que ficaram prejudicadas pelo novo patamar cambial.

Por estar sob o robusto guarda-chuva do Grupo Caoa, para importar os carros para o Brasil a Subaru tem de administrar a variação do dólar, mas não precisa pagar o adicional de 30 pontos no IPI dos veículos vendidos localmente. Os carros da marca japonesa entram nas cotas do grupo, que é habilitado ao Inovar-Auto como fabricante e como importador.

ATRAIR O CONSUMIDOR

A pressão sobre os preços causada pela subida do dólar afeta a verba para ações de divulgação dos modelos da marca vendidos no Brasil. Por causa disso, Padovan conta que a Subaru adotou de vez as redes sociais para falar de seus produtos. “Tem dado muito certo”, conta, destacando o potencial destes canais para atrair o consumidor. “Há entusiastas da marca que sempre foram clientes, então o nosso desafio é atrair novos consumidores”, avalia.

Segundo ele, mesmo esses novos clientes chegam à Subaru por causa de um conhecimento prévio sobre a marca, da imagem de qualidade. Normalmente a porta de entrada é o SUV Forester, modelo líder em vendas na gama da companhia, com 100 a 120 emplacamentos mensais. “Temos vários perfis de consumidores. Há os que chegam por causa da fama dos carros antigos da Subaru, há outros que se interessam pelos modelos com performance mais esportiva, tem alguns que buscam funcionalidade. O boca a boca tem um papel importante, divulgando a confiabilidade mecânica”, conta.

“Temos um lançamento previsto para o ano que vem”, aponta Padovan, sem dar pistas sobre qual modelo ou quando será apresentado. Passado o momento de expansão do portfólio e da cobertura do território nacional com concessionárias, a Subaru seguirá investindo em sua atuação de nicho, para poucos e fiéis consumidores.



Tags: Subaru, vendas, Caoa, mercado, Flávio Padovan.

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