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Trabalho | 26/11/2015 | 16h52

Usiminas alega falta de incentivos ao demitir 4 mil em São Paulo

Diretor diz que empréstimo do BNDES não foi suficiente para evitar impactos

AGÊNCIA BRASIL

O empréstimo no valor total de R$ 2,3 bilhões, concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Usiminas nos anos de 2006 e 2011, não foi suficiente para evitar os impactos da crise econômica na siderúrgica e a demissão de 4 mil trabalhadores, disse na quinta-feira, 26, o presidente da companhia, Rômel Erwin de Souza. Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, Souza afirmou que a atual situação econômica é pior do que a vivida pelo País em 2008, com queda maior do mercado interno e crescimento da produção chinesa.

“O mercado externo é a saída porque o mercado interno desabou”, disse Souza, ao destacar que, desde o início do ano, o Instituto Aço Brasil está negociando com o governo medidas de incentivo à exportação e barreiras econômicas ao aço produzido na China. “Se essas medidas tivessem sido adotadas antes, as demissões poderiam ter sido evitadas.”

Segundo Souza, com a atual situação, a saída encontrada pela empresa para minimizar impactos ainda maiores foi paralisar a unidade de produção de aço da empresa em Cubatão (SP), o que resultará na demissão de 4 mil trabalhadores, anunciada para 31 de janeiro. Souza explicou que as demissões foram adotadas para preservar 16 mil empregos gerados pela companhia.

O deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), autor do requerimento para ouvir Souza e o presidente do conselho de administração da Usiminas, Marcelo Gasparino da Silva, que também esteve na CPI na manhã de quinta-feira, destacou que a China tem um excedente de 400 milhões de toneladas de aço e vende o produto a preços baixos no mercado internacional. Parlamentares de oposição rebateram o argumento usado na defesa de medidas protecionistas afirmando que o problema está concentrado na paralisação da economia brasileira.

REPERCUSSÃO

Entidades como Anfavea, Sindipeças e Abimaq se reuniram na quarta-feira, 25, para debater e reforçar seu posicionamento contra a medida de aumento do imposto de importação do aço que está em discussão entre siderúrgicas e o governo (leia aqui).

Na mesma data, o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, esteve em Brasília para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira é a vez do ministro Armando Monteiro, do MDIC, palestrar durante almoço comemorativo na sede do Instituto Aço Brasil.



Tags: Usiminas, aço, incentivo, demissões, siderúrgicas.

Comentários

  • RICARDO

    SENDO BEM SIMPLES E OBJETIVO AINDA BEM QUE TEM AÇO IMPORTADO CHEGANDO AO PAIS POIS O BRASIL É OPORTUNISTA E CASO NÃO TIVESSE A CONCORRENCIA COM OS IMPORTADOS O AÇO NO BRASIL CUSTARIA MAIS 5,00 P/KG

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