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Leves | 09/11/2015 | 16h17

Roger Peng deixa a presidência da Chery Brasil

O brasileiro Luis Curi assume o comando da operação local da chinesa

REDAÇÃO AB

A Chery Brasil anunciou a saída de seu presidente, Roger Peng, que deixa a corporação e regressa à China para atender outros compromissos profissionais. O comando da operação no País passa às mãos de Luis Curi, vice-presidente executivo, que se reporta agora diretamente ao vice-presidente executivo da Chery Internacional, Thomas Wang. Um novo presidente, representante da estatal chinesa, deve ser designado oportunamente.

Com inauguração formal em agosto de 2014 e início de produção efetivo seis meses depois, a Chery Brasil encontrou toda série de dificuldade para a implantação da fábrica em Jacareí, SP, enfrentando no País as evidentes diferenças culturais em relação à matriz, obstáculos técnicos na implantação da unidade fabril, desafios trabalhistas no trato com o sindicato dos metalúrgicos local e o recuo das vendas de veículos no mercado brasileiro.

Peng, que substituiu Kong Fan Long à frente do empreendimento no Vale do Paraíba, foi responsável por concluir a unidade produtiva, com a instalação de máquinas e equipamentos, contratação e treinamento de pessoal e, por último, início da produção e lançamento do compacto Novo Celer, primeiro modelo nacional da montadora de origem chinesa.

Em nota distribuída à imprensa, Curi explicou que a Chery deve seguir com sua missão de ser “agora brasileira”, como enfatiza seu slogan, e partir para uma nova fase, na qual concentrará esforços no sentido de proporcionar a travessia nos momentos difíceis pelos quais o mercado passa. Ao mesmo tempo, a empresa prepara-se para lançar em 2016 seu segundo produto nacional, o New QQ, veículo de entrada que marca presença entre os compactos equipados mais baratos do mercado brasileiro. O lançamento estava previsto para setembro último. Em uma etapa seguinte, o plano é produzir o primeiro SUV da marca em território nacional.

Curi entende que a grade de produtos que a Chery desenvolveu em sua matriz chinesa é perfeitamente adequada ao Brasil e enquadra-se nas necessidades de uso e disponibilidade de equipamentos originais. Ele admite o desapontamento da matriz com a situação do mercado brasileiro e a preocupação com os prejuízos consolidados, que devem continuar expressivos, uma vez que o ponto de equilíbrio deveria ocorrer com a produção de 25 mil unidades/ano – e a projeção em 2015 gira em torno de apenas 5 mil. A capacidade da planta de Jacareí é de 50 mil veículos/ano.



Tags: Chery, Celer, QQ, SUV.

Comentários

  • Ric

    pq não rever e começar pelo SUV ? O tiggo é aguardado pelo mercado, mais do que o QQ.

  • Uelinton de faria santos

    Boa dia, espero que este novo presidente resolva os problemas banais tipo peça de um suporte do motor celer, que não tem no estoque para atender os clientes do carro celer, aguardo retorno.

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