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Vendas acumulam menor volume desde 2007
Luis Moan, presidente da Anfavea, apresenta os dados de desempenho do setor

Mercado | 06/11/2015 | 18h27

Vendas acumulam menor volume desde 2007

Anfavea espera manter media diária no último trimestre do ano

SUELI REIS, AB

O volume dos licenciamentos de veículos novos entre janeiro e outubro deste ano que chegou a 2,15 milhões de unidades é o menor desde 2007, quando foram emplacadas 1,98 milhão de unidades, segundo dados da Anfavea divulgados na sexta-feira, 10. O total das vendas de veículos que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus ficou 24,3% abaixo do resultado apurado em iguais meses do ano passado.

-Veja aqui os dados da Anfavea

Considerando apenas o resultado de outubro, quando as vendas caíram 37,4% sobre mesmo mês de 2014, para pouco mais de 192,1 mil unidades, o presidente da Anfavea, Luis Moan, afirma que o desempenho apresentado no mês passado reforça a manutenção das projeções para o ano e que foram revisadas pela entidade em outubro: os números apontam para queda de 27,4%, para algo em torno de 2,54 milhões de veículos contra as 3,49 milhões de unidades licenciadas em todo o ano passado.

Segundo Moan, as empresas associadas estão empenhadas em manter o ritmo da média diária verificada no segundo trimestre deste ano, entre 9,5 mil e 9,6 mil unidades, para consolidar a projeção do ano e também para não aprofundar a queda prevista (leia aqui).

O representante prefere não mencionar qualquer posição da entidade quanto às projeções para 2016, limitando-se a explicar que a indústria baseia suas previsões no Boletim Focus: “O relatório atual aponta para queda de 3% do PIB este ano e para 2016 também um cenário de queda, mas inferior à deste, quase metade. O ano que vem deve começar na mesma curva que termina este, o que deve se estender pelos dois ou três trimestres seguintes, mas acredito que a partir do fim do terceiro e início do quarto trimestre de 2016 podemos esperar por alguma retomada”.

Ele afirma ainda que a retração do mercado atinge a indústria como um todo, independente do preço do veículo. O executivo menciona que embora o segmento de veículos usados de zero a três anos de uso tenha apresentado crescimento robusto de 41,5% no acumulado até outubro, as demais faixas entre 4-8 anos, 9-12 anos e acima de 13 anos de uso mantêm queda. “Retração da renda faz com que haja escolhas e isso reflete o movimento de migração do cliente do veículo novo que passa para o seminovo, o do seminovo que passa para o modelo 'jovem' e assim por diante. Em termos absolutos, isso mostra que o brasileiro continua querendo adquirir seu veículo”.

Por fim, Moan acrescenta que com a queda das vendas previstas para este ano, o setor deixará de entregar aos cofres públicos algo como R$ 16 bilhões em arrecadação tributária direta, considerando só montadoras, o que inclui IPI, Pis/Cofins e ICMS. “Isso sem contar as perdas indiretas de impostos acumuladas ao longo da cadeia de produção”, completa.



Tags: Vendas, Anfavea, mercado, veículos, licenciamentos, Luiz Moan.

Comentários

  • Fabricio

    Sr. Luiz Moan, É preciso o Sr. comentar que a margem de lucro das montadoras no Brasil, mesmo em tempos de crise aguda em que estamos vivendo, é consideravelmente alta. Usarem como desculpa apenas a carga tributária absurda que temos em nosso país, apesar de ser uma realidade amarga, não cola mais. Projeções como essa (possível volta de crescimento no fim do 3° trimestre, até meu hamster é capaz. #prontofalei Fabricio (São Paulo - SP)

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