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Eventos | 07/10/2015 | 16h12

Queda nas vendas impõe renovação de linhas

Salão Duas Rodas mostra aposta em scooters e aumento do portfólio

MÁRIO CURCIO, AB

De janeiro a setembro, o segmento de motos teve 947,6 mil unidades emplacadas e registrou queda de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse ambiente, as fabricantes instaladas no Brasil adotam estratégias diferentes para recuperar volume. É o que se vê no Salão Duas Rodas, que ocorre de 7 a 12 de outubro no Anhembi.

A Dafra volta a explorar o segmento de scooters de 125 cc com o modelo Fiddle III, fornecido pela taiwanesa Sym. Chega em fevereiro. “Tornaremos essa marca cada vez mais evidente”, afirma o presidente da Dafra Motos, Creso Franco. A fabricante brasileira já nacionaliza outros três modelos fornecidos pela empresa de Taiwan, dois scooters e uma moto de 250 cc.

O foco nos scooters ocorre porque o segmento cresceu cerca de 10% nestes nove meses, apesar de o mercado como um todo ter recuado, e levou a Honda a anunciar seu terceiro modelo (veja aqui). Outra brecha explorada pela Dafra é a das motos custom de baixa cilindrada. Com a nova Horizon 150 ela substitui o modelo Kansas. Estará na rede nos próximos dias por R$ 7.990. Das quatro maiores fabricantes no País, somente Suzuki e Dafra exploram esse segmento.

Em seu estande, a Dafra também dá destaque aos modelos KTM 200 e 390 Duke, que já são vendidos em lojas que distribuem tanto a marca brasileira como a austríaca: “Até o fim deste ano teremos 26 concessionárias dual brand”, diz Franco. A diversificação dos negócios serve para atenuar a queda de 27,3% da Dafra.


Em sentido horário, a partir do alto, à direita: Dafra Horizon chega à rede por R$ 7.990; Traxx TSS 250 ajudou a marca a crescer 55,5%; Tiger 800 XCA, mais uma das 16 motos Triumph feitas no País; Harley-Davidson Sportster melhorou do motor às rodas (fotos: Mário Curcio)

Num movimento contrário, a Traxx registrou alta de 55,5%. A fabricante de origem chinesa aumentou suas vendas com o lançamento de dois produtos de média cilindrada (Fly 250 e TSS 250) e agora quer crescer ainda mais com a ampliação da rede: “Estamos procurando novos revendedores do Sul e do Sudeste”, afirma o gerente comercial e de marketing, João Zoghby Kouri. A rede atual tem 135 unidades e se concentra no Nordeste, onde a empresa aportou na década anterior e ganhou mercado especialmente com modelos de baixo custo e 50 cc.

A Harley-Davidson renovou boa parte de sua linha. A moto de entrada, Sportster 883, recebeu ajustes no motor que aumentaram seu torque em 3%, rodas mais leves, suspensões modificadas e novo filtro de ar. Os modelos Street de 500 e 700 cc vendidos em outros mercados ficaram de fora do evento: “Eles devem chegar de 2017 em diante”, estima o diretor-superintendente de manufatura, Celso Ganeko.

As vendas da H-D recuaram 12,9% no acumulado do ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo o gerente de marketing e produto Flávio Villaça, a Harley-Davidson vai ampliar a rede como forma de recuperar o volume de vendas. E neste ano, outra ação serão os preços promocionais para a linha 2015 (com dólar a R$ 2,40) e taxa de 0,49% ao mês.

A retração também afeta a Triumph, em 12,5%. A estratégia adotada pela marca foi ampliar a gama existente com novas versões. A fabricante levou ao salão a Tiger 800 XCA, que chega à rede com tabela de R$ 51,8 mil. A empresa já produziu mais de 10 mil unidades desde o início da operação local, em 2011. Das 19 motos vendidas no País, 16 são montadas em Manaus.

Confira matéria do Salão Duas Rodas



Tags: Scooters, Dafra, KTM, Salão Duas Rodas, Creso Franco, Sym, Taiwan, Horizon.

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