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Volkswagen é a segunda montadora a aderir ao PPE

Trabalho | 17/09/2015 | 19h24

Volkswagen é a segunda montadora a aderir ao PPE

Trabalhadores da Anchieta terão reduções de 20% da jornada e de 10% no salário

REDAÇÃO AB

Os trabalhadores da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram no fim da tarde de quinta-feira, 17, os termos de adesão ao PPE, Programa de Proteção ao Emprego. A empresa é a segunda montadora no País a aderir ao programa, a primeira foi a Mercedes-Benz (leia aqui). O acordo firmado entre as duas partes prevê a redução de 20% da jornada de trabalho e de 10% nos salários pelo período de seis meses e prorrogáveis por mais seis meses. Os demais 10% dos salários serão financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme a legislação, que também assegura que férias e 13º salário não sejam afetados pela redução.

A negociação incluiu também um item que não está previsto na Medida Provisória 680/2015, que instituiu a PPE: a garantia de complementação por parte da empresa quando a compensação máxima paga pelo governo, de R$ 900,24, não atingir a metade da redução salarial do empregado.

“Desta forma estamos assegurando que, de fato, nenhum trabalhador terá uma redução salarial maior do que 10%”, explica Wagner Santana, secretário geral do sindicato dos metalúrgicos do ABC, que trabalha na unidade Anchieta.

No total, a PPE incluirá 11,6 mil trabalhadores da unidade, ficando de fora apenas aqueles que atuam em áreas em que não é possível reduzir a jornada de trabalho por motivos de segurança, como a manutenção. Com isto, 850 metalúrgicos voltarão ao trabalho em 1º de novembro. Eles fazem parte do grupo de 2,6 mil funcionários que estão em layoff. O restante cumprirá o tempo previsto, retornando às operações no início de janeiro de 2016. Todos serão integrados ao PPE assim que forem reintegrados à fábrica. A redução de jornada começará assim que o acordo for aprovado pelo Ministério do Trabalho.

Com a aprovação do PPE, a empresa ratifica o acordo coletivo assinado em janeiro deste ano, que garante a estabilidade dos trabalhadores até 2019. Havia a previsão de que o acordo poderia ser revisto caso a produção não atingisse o nível mínimo de 250 mil veículos por ano. “A produção vem caindo e devemos terminar o ano abaixo dos níveis que estavam previstos no acordo. Agora já temos o mecanismo que vai dar conta desse cenário”, reforça Santana.

A fábrica continuará operando em dois turnos. O terceiro foi fechado em julho deste ano (leia aqui).



Tags: Volkswagen, PPE, Programa de Proteção ao Emprego, sindicato, metalúrgicos.

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