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Duas Rodas | 08/07/2015 | 19h15

Produção de motos tem pior 1º semestre desde 2005

Fabricantes de Manaus montaram menos de 700 mil unidades de janeiro a junho

MÁRIO CURCIO, AB

As fábricas de motos instaladas em Manaus montaram 699,5 mil unidades neste primeiro semestre, volume 9,5% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Foi o pior primeiro semestre desde 2005, quando as associadas à Abraciclo (entidade que reúne as indústrias do setor) montaram 610 mil unidades.

- Veja aqui os dados apresentados pela Abraciclo

A queda atual ocorre por causa da retração do mercado interno e das exportações. De janeiro a junho foram emplacadas 641,7 mil unidades, 10,6% abaixo do mesmo período de 2014. E as vendas ao mercado externo somaram pouco mais de 18 mil motos, resultando em uma queda de quase 60% ante os mesmos seis meses de 2014. Os embarques para a Argentina (principal destino das motos brasileiras) recuaram 85,5%.

“Se a média diária de emplacamentos registrada em junho (4,8 mil unidades) se repetir por mais um ou dois meses, os fabricantes terão de revisar para baixo suas projeções mais uma vez”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. Em abril a associação já havia alterado de 1,47 milhão para 1,36 milhão de unidades a previsão de licenciamento de motocicletas.

O semestre registrou queda até mesmo nos modelos de alta cilindrada (-4,9%). O segmento vinha crescendo ano a ano até 2014. A associação ainda tem alguma esperança no segundo semestre, que é tradicionalmente melhor que o primeiro. E o Salão Duas Rodas (em outubro) também pode trazer uma ajuda extra.

VENDAS REGIONAIS E CONSÓRCIOS

O Nordeste manteve o maior volume de licenciamentos neste primeiro semestre. Foram 233,1 mil motos emplacadas, resultando em queda de 9,2%. O Sudeste registrou 204,7 mil motos e queda de 11,2%. Com 57,2 mil unidades, o Sul apresentou o maior recuo, de 14,7%, porque as vendas de motos são mais sensíveis ao clima frio. O Norte licenciou 82,1 mil unidades no semestre (-10,7%) e o Centro-Oeste, 64,4 mil (-9,6%).

O consórcio ganhou espaço no primeiro semestre e respondeu por um terço das motos emplacadas no Brasil. A modalidade já tem peso quase igual ao dos financiamentos, que recuaram em mais de dois pontos porcentuais na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas à vista mantiveram a participação obtida no primeiro semestre de 2014 e responderam também por um terço dos negócios fechados em 2015.

EMPREGOS NO SETOR RECUAM 7,3%

Até o fim de 2014 as fábricas de motos de Manaus empregavam 17,9 mil trabalhadores. O número atual é de 16,6 mil, 7,3% a menos: “Não houve grandes cortes, mas as fábricas deixaram de repor as vagas daqueles que saíram”, garante Fermanian. Com a redução o setor mantém a média anual de 85 motos montadas por operário, a mesma registrada em 2014.

Assista à entrevista com o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian



Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, consórcio, financiamento, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste.

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