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Fiat, GM e VW perdem mais no semestre

Mercado | 08/07/2015 | 19h21

Fiat, GM e VW perdem mais no semestre

Ford, Honda, Hyundai e Toyota conquistam maior participação

PEDRO KUTNEY, AB

Em meio ao tombo generalizado de 19,7% nas vendas de veículos leves no País durante o primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, Fiat, General Motors e Volkswagen foram as fabricantes que mais perderam participação no período. As três ainda mantêm a liderança de mercado, com 50% dos emplacamentos, mas juntas cederam quase sete pontos porcentuais aos concorrentes que estão da quarta posição para baixo no ranking nacional.

De todo o terreno cedido entre um semestre e outro pelos que estão no topo da tabela, dos sete pontos perdidos quase seis foram conquistados por Honda (1,87 pp), Ford (1,54), Toyota (1,51) e Hyundai (1,02). Isso porque Honda e Toyota foram as duas únicas fábricas no ranking das dez marcas mais vendidas que registraram crescimento dos emplacamentos este ano, enquanto Ford e Hyundai observaram quedas bastante inferiores à média geral do mercado.

Nas três primeiras posições do ranking, no primeiro semestre a GM ficou em segundo lugar e assim consolidou sua ultrapassagem sobre a Volkswagen iniciada no ano passado. O resultado é devido especialmente ao bom desempenho do Chevrolet Onix, que de janeiro a junho, mesmo sem novidades significativas, consagrou-se como segundo carro mais vendido do País. Mesmo assim, a GM registrou significativa queda de 26,9% nas vendas totais nos primeiros seis meses do ano em relação ao mesmo período de 2014, cedendo 1,57 ponto porcentual de market share, que desceu para 16%.

Apesar de continuar na liderança do mercado brasileiro, a Fiat foi a marca que mais perdeu participação, que baixou quase três pontos porcentuais (2,98) no período, para 18,6%. O tombo nas vendas de 30,8% também foi o maior entre as dez maiores fabricantes instaladas no Brasil. O mau desempenho pode ser atribuído à ausência de novidades nos segmentos de maior volume. Embora o Palio tenha continuado a ser o carro mais vendido do País, o Uno desceu para a sexta posição, superado por opções mais modernas e completas.

A Volkswagen padece de mal parecido: seu envelhecido líder, o Gol, do primeiro semestre de 2014 para este ano foi apeado da primeira para a quinta posição entre os automóveis mais vendidos, enquanto o renovado Fox (em sétimo) e o moderno Up! (em 12º) não conseguem fazer frente à concorrência crescida. Com isso, a marca seguiu na terceira colocação do ranking, com queda geral das vendas de 29,3% e perda de 2,1 pontos porcentuais de participação de mercado, que desceu para 15,5% nos primeiros seis meses somados de 2015.

Em sua quase imutável quarta posição no ranking, a Ford está entre as marcas que mais ganharam participação no primeiro semestre, com a conquista de 1,54 ponto, para 10,5%. O sucesso do novo Ka, lançado no ano passado com boa relação custo-benefício, explica boa parte do resultado: o modelo é o quarto mais vendido nos primeiros seis meses do ano e em junho foi o hatch compacto 1.0 mais emplacado no varejo. Ainda assim, as vendas da Ford recuaram 6% no período.

Apesar de registrar retração de quase 8% nas vendas do primeiro semestre, a Hyundai continua a fazer bom papel entre os consumidores brasileiros. Na primeira metade do ano o hatch HB20 tornou-se o terceiro carro mais vendido, representando mais da metade dos emplacamentos da marca coreana no Brasil. Com isso a fabricante conseguiu roubar da Renault o quinto lugar no ranking das que mais vendem, com ganho de um ponto porcentual de market share, que subiu para 7,9% no período.

A Renault seguiu apostando em modelos mais populares e com menos conteúdo no Brasil, baseados na marca romena de segunda linha Dacia, e agora começa a sentir o peso dessa estratégia em momento de retração econômica, em que consumidores de renda menor são os mais prejudicados. Com isso, a marca francesa ficou estacionada no mercado no primeiro semestre, manteve praticamente inalterada sua participação, com 7%, mas perdeu a quinta colocação no ranking para a Hyundai. O desempenho das vendas ficou negativo em 18,7%, quase em linha com o declínio geral dos emplacamentos no período.

A Toyota continua se valendo de sua boa reputação entre os consumidores e manteve sua sétima colocação no ranking. Com as boas vendas do Etios e Corolla, a marca japonesa foi das poucas a obter crescimento na primeira metade do ano, de 3,1%, e continuou a tomar participação dos concorrentes, com avanço de 1,5 ponto, para 6,8%.

Embora tenha mantido inalterada sua oitava posição no ranking semestral, a Honda foi a marca entre as dez primeiras que mais cresceu nos primeiros seis meses do ano, com expansão de quase 19% em seus emplacamentos e acréscimo de 1,9 ponto porcentual em seu market share, que aumentou para 5,7%. O sucesso instantâneo do HR-V, lançado este ano, e o bom desempenho constante do restante da linha com Fit, City e Civic explicam o resultado extremamente positivo em comparação com os demais fabricantes.

Sem mudanças na nona posição, a Nissan também se prejudica por concentrar suas vendas no segmento de entrada, o que mais sofre com a retração da economia no momento. Ainda assim, na atual circunstância, a queda de 2,6% nas vendas do semestre pode ser considerada uma vitória diante do tombo de dois dígitos do mercado. A marca também conseguiu incrementar ligeiramente sua participação em 0,4 ponto, para 2,4%.

Mesmo com declínio de 21,6%, acima da média do mercado no primeiro semestre, a Mitsubishi conseguiu se manter na décima posição do ranking, ficando com market share praticamente inalterado de 1,7%. Isso porque as duas marcas francesas imediatamente abaixo, Citroën e Peugeot, anotaram retrações bem maiores, de 46,3% e 43,1%, respectivamente. Com isso, a PSA, dona das duas, que já teve pouco mais de 5% de participação nas vendas brasileiras de veículos, tem agora menos da metade disso, apenas 2,27%, com 1,26% para a Citroën e 1,01% para a Peugeot.



Tags: Mercado, ranking, participação, market share, 1º semestre 2015, veículos leves.

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