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Paccar tem lucro líquido 38% maior no 1º trimestre
Caminhão pesado DAF, também fabricado e vendido no Brasil

Balanço | 04/05/2015 | 15h16

Paccar tem lucro líquido 38% maior no 1º trimestre

Dona da DAF, Kenworth e Peterbilt apura ganhos de US$ 378,4 milhões no período

REDAÇÃO AB

A Paccar apura crescimento de 38% de seu lucro líquido no primeiro trimestre, ao encerrar o período com US$ 378,4 milhões – ou US$ 1,06 por ação – contra os US$ 273,9 milhões registrados em igual intervalo do ano passado ou US$ 0,77 por ação diluída. O faturamento obtido com vendas e serviços financeiros alcançaram US$ 4,83 bilhões, aumento de 10% na mesma base de comparação.

“Os resultados do segmento de caminhões melhoraram em comparação com o ano passado, refletindo os benefícios dos maiores níveis de vendas da indústria de caminhões da América do Norte. A Paccar também gerou excelentes resultados de vendas no mercado de pós-vendas e serviços financeiros. O sólido balanço e fluxo de caixa positivo possibilitaram que a empresa investisse mais de US$ 3,1 bilhões em novos produtos e serviços nos últimos cinco anos, incluindo a expansão da capacidade de produção em mais de 15% na fabricação de veículos e de peças.. Os novos veículos Kenworth, Peterbilt e DAF, os investimentos em motores Paccar, vendas e suporte no mercado pós-vendas estão contribuindo para o crescimento da empresa no longo prazo”, afirmou em nota Ron Armstrong, CEO da Paccar.

No relatório a empresa destaca o bom desempenho no mercado da América do Norte, para o qual a empresa estima que as vendas toais de caminhões da categoria Classe 8 na região fique entre 260 mil a 290 mil unidades este ano sobre as 250 mil registradas no ano passado.

“O mercado de caminhões está aquecido devido ao bom andamento da economia, demanda recorde por frete e expansão da capacidade da frota da indústria. Os dois últimos trimestres de pedidos da indústria de caminhões Classe 8 foram os mais fortes desde 2006. As fábricas de caminhões da Kenworth e Peterbilt estão produzindo em níveis recordes, o que reflete o mercado aquecido”, aponta Dan Sobic, vice-presidente executivo.

Já na América do Sul, a empresa projeta uma queda de até 30% no segmento de pesados para algo entre 90 mil e 110 mil veículos na comparação com os 129 mil caminhões pesados vendidos na região em 2014. Apesar do cenário controverso, Marco Davila, vice-presidente da Paccar e presidente da DAF no Brasil destaca a presença da marca na região: “Os veículos da Paccar conquistaram significativa participação de mercado em muitos países sul-americanos nos últimos 40 anos”, disse.

Na Europa, com o aquecimento do mercado, as previsões apontam para crescimento, de até 10%, no segmento pesado, acima de 16 toneladas, com volume entre 220 mil e 250 mil contra as 227 unidades vendidas no ano passado. “Nossos clientes reconhecem a excelente qualidade do produto, baixos custos operacionais e ótimo valor de revenda da DAF”, disse Harrie Schippers, presidente da DAF e vice-presidente da Paccar, que acrescenta ser a DAF a líder em mercados como os do Reino Unido, Holanda, Hungria e Polônia.

AUTOPEÇAS E SERVIÇOS FINANCEIROS

A divisão de autopeças, a Paccar parts gerou receita 4% no primeiro trimestre de 2015 sobre iguais meses do ano passado, saindo de um faturamento de US$ 726,6 milhões para US$ 752,7 milhões, com lucro antes de impostos de US$ 138,9 milhões, aumento de 24% sobre os ganhos US$ 112,1 milhões registrados há um ano.

“O crescimento em vendas de peças no mercado pós-vendas foi impulsionado pelos contínuos investimentos em distribuição, tecnologia e produtos, incluindo o crescimento da Paccar Parts no TRP global multimarcas. Nossos clientes estão aumentando a quilometragem de suas frotas para atender às demandas de frete por meio da utilização dos caminhões em mais de 90%. Esses fatores positivos, e o crescimento no tamanho do parque de caminhões da América do Norte, estão contribuindo para excelentes negócios em peças e serviços”, disse David Danforth, gerente geral da Paccar Parts e vice-presidente da Paccar, que mantém 17 centros de distribuição em todo o mundo para atender as mais de 2 mil revendas das três marcas do grupo, DAF, Kenworth e Peterbilt.

Já a Paccar Financial Services (PFS) acusou queda de 3% na receita do trimestre, para US$ 284,7 milhões, refletindo as taxas de câmbio mais baixas. O lucro antes de impostos chegou a US$ 89 milhões, alta de 4%.

“O lucro da PFS aumentou devido aos maiores balanços de ativos e ao excelente desempenho do portfólio durante o primeiro trimestre de 2015”, disse Bob Bengston, vice-presidente sênior.

“O excelente balanço da PACCAR, complementado por suas classificações de crédito A+/A1, permitem que a PFS ofereça financiamento de varejo competitivo aos revendedores e clientes da Kenworth, Peterbilt e DAF, em 22 países de quatro continentes”, disse Todd Hubbard, presidente corporativo financeiro.

Com ativos totais de US$ 11,8 bilhões a partir de um portfólio de 168 mil caminhões e reboques, a PFS mantém ainda uma divisão dedicada ao leasing na América do Norte e Europa, com uma frota total de 38 mil veículos.



Tags: Paccar, balanço, lucro líquido, faturamento, DAF.

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