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Crédito | 22/04/2015 | 13h42

Financiamentos de veículos encolherão 9,4% em 2015, projeta Anef

Bancos de montadoras estimam saldo de R$ 192,7 bilhões para veículos

REDAÇÃO AB

O saldo de financiamentos de veículos em 2015 deve fechar em R$ 192,7 bilhões contra os R$ 212,7 bilhões registrados no ano passado, projeta a Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras. Se confirmado, o resultado, que inclui motocicletas financiadas, representará queda de 9,4% no comparativo anual - ou seja, a tendência é de mais quitações de empréstimos e menor liberação de recursos.

O total de recursos liberados para os financiamento de veículos também deverá recuar, com queda de 1,7% este ano em comparação com o exercício anterior, segundo calcula a Anef.

Ambas as previsões têm a conjuntura atual de arranjos econômicos como o maior fator impactante nos resultados. “Iniciamos um período de ajustes estruturais na política macroeconômica, que impactarão o setor automobilístico”, avalia Décio Carbonari, presidente da Anef. O executivo avalia que, apesar dos efeitos negativos observados desde janeiro, há um horizonte positivo nos ajustes em andamento. “Num primeiro momento de alterações substanciais na política econômica é esperado que a insegurança gerada impacte os hábitos de consumo e investimentos por parte das pessoas e organizações, como já se observou em outras ocasiões em diferentes mercados. Porém, uma vez estabilizado, surgirá um novo cenário, alicerçado em fundamentos mais seguros, e a tendência será a retomada do crescimento. Nós vamos ultrapassar esta crise como já fizemos em outros momentos de fragilidade ainda maior da economia brasileira.”

RESULTADOS DO PRIMEIRO BIMESTRE

As previsões da Anef também tomaram por base os resultados consolidados até fevereiro, os mais recentes disponíveis pelos bancos das montadoras. O saldo do crédito bancário brasileiro alcançou no segundo mês de 2015 o valor de R$ 3 trilhões, aumento de 11% no ano, representando 58,6% do PIB. Já o saldo dos financiamentos para aquisição de veículos, considerando pessoas físicas e jurídicas, correspondeu a 4% do PIB, contra 4,6% no mesmo período do ano passado, passando a representar 6,9% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 13,3% do total das operações de crédito com recursos livres.

O saldo das carteiras de veículos chegou a R$ 208 bilhões, queda de 1,1% sobre janeiro e retração de 7,2% contra fevereiro de 2014. O saldo de financiamentos via CDC (crédito direto ao consumidor) foi de R$ 200,2 bilhões, retração de 1% no mês e de 5,3% em um ano, enquanto o saldo de leasing ficou em R$ 7,8 bilhões, queda de 3,7% e de 38,6%, respectivamente.

O total de recursos liberados para compras financiadas de veículos nos dois primeiros meses do ano foi de R$ 15,5 bilhões, 13,1% abaixo do valor registrado no primeiro bimestre de 2014. A maior parte para CDC, totalizando R$ 15,1 bilhões, retração de 13,5% no comparativo anual. Em fevereiro, o total de recursos liberados para CDC foi de R$ 6,6 bilhões, redução de 22,4% sobre janeiro e de 19,6% em 12 meses.

Segundo a Anef, as taxas de juros praticadas pelos bancos das montadoras ainda são as mais atrativas: em fevereiro, fecharam em 1,49% ao mês e 19,42% ao ano enquanto os bancos de varejo ofereceram taxas médias de 1,86% a.m. e 24,8% a.a. para pessoa física no CDC no mesmo período.

Os prazos máximos foram mantidos em 60 meses em fevereiro, com prazo médio mantido nos mesmos 42 meses registrados em mesmo mês de 2014.

A inadimplência no total do crédito do sistema financeiro nacional fechou fevereiro em 5,4%, aumento de 0,1 p.p. no mês e queda de 0,2 p.p. em 12 meses. No CDC, a inadimplência ficou em 3,9%, com queda de 1.2 p.p. sobre igual mês do ano passado.



Tags: Financiamento, veículos, Anef, banco, CDC, inadimplência.

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